União pelo bom gosto

Parceria entre profissionais garante mais acesso a decoração de qualidade em casa

Acordo entre especialistas de decoração e prestadores de serviços, interligado a linhas de crédito especiais, facilita acesso de várias classes sociais ao sonho de morar bem

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postado em 02/04/2012 09:00 / atualizado em 02/04/2012 14:25 Júnia Leticia /Estado de Minas
As designers de interiores Laura Santos e Fabiana Visacro consideram que as parcerias de serviço permitem maior planejamento, economia na execução e valorização do imóvel - Eduardo Almeida/RA Studio As designers de interiores Laura Santos e Fabiana Visacro consideram que as parcerias de serviço permitem maior planejamento, economia na execução e valorização do imóvel

O sonho da casa própria está cada vez mais fácil de ser realizado e, com ele, vem o desejo de morar bem. Se por um lado os imóveis estão cada vez menores, por outro, a criatividade dos profissionais não tem limites para transformar os espaços. Para fazer com que eles fiquem com cara de lar, um importante aliado, além do talento, são as parcerias. Viabilizadas por meio de linhas de crédito especiais, como o Construcard, elas possibilitam o acesso a serviços e produtos essenciais.

No entanto, diante de tantos aspectos a serem levados em consideração na hora de decorar um imóvel, não é raro o consumidor ficar confuso a respeito de por onde começar. Talvez seja por isso que os apartamentos planejados são o cartão de visitas dos empreendimentos. Neles, o futuro morador pode visualizar como será morar no imóvel, que, por vezes, tem dimensões bastante reduzidas.

Como o decorado geralmente é só uma opção entre todos os outros disponíveis para venda por uma construtora, seria ótimo se os demais investidores pudessem ter a opção de montar seu apartamento com uma consultoria especializada e a custo reduzido. A boa notícia é que isso é possível. Com projetos práticos, que partem de módulos (móveis) pré-definidos, a decoradora Tânia Salles decidiu lançar a Prêt-à-Habiter – do francês, pronto para morar.

"Tem de ser um lugar gostoso para morar, com a possibilidade de se ter projeto de profissional experiente", Tânia Salles, decoradora


No mercado de design de interiores desde 1981 com a empresa Tânia Salles Projetos Decoração, a ideia de apostar na Prêt-à-Habiter surgiu a partir da percepção das necessidades dos consumidores, segundo Tânia. “Hoje, há uma demanda de mercado muito grande por apartamentos de 45 metros quadrados (m²), 70m², 90m². São pessoas que estão começando a vida agora e sabem valorizar um projeto de decoração.”

Como há muitos anos faz apartamentos planejados, a decoradora resolveu expandir sua área de atuação, possibilitando a esse público um espaço agradável para morar, com custo/benefício compatível ao poder aquisitivo de quem, muitas vezes, está experimentando a compra de um imóvel pela primeira vez. “Tem de ser um lugar gostoso para morar, com a possibilidade de se ter projeto de profissional experiente”, ressalta Tânia.

Eduardo Almeida/RA Studio


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Para possibilitar o maior acesso a um projeto em um condomínio, por exemplo, a decoradora trabalha tendo por base um apartamento modelo. “Faço três opções de projeto e a construtora oferece. O importante é a pessoa ver o decorado. A partir daí, trabalhamos. Mas isso não se restringe só a empreendimentos que tenham apartamentos decorados”, explica. Mesmo que não conte com um decorado, como trabalha com a apresentação de planta baixa humanizada, o cliente pode visualizar os móveis no ambiente, como diz Tânia. Essa ferramenta, aliada à perspectiva em cores de cada ambiente, com especificação de todos os móveis e iluminação, ao trabalho de módulos pré-definidos, torna mais acessível a decoração. “A pessoa terá o pacote. Vai ter duas, três opções de sofá, numa variação de cinco a seis opções de tecido”, diz.

FACILIDADE Como é preciso delimitar uma determinada quantidade de materiais a serem utilizados, bem como a forma de mobiliários, não há como fugir de uma certa padronização. “Para o quarto do bebê, por exemplo, vai ter um padrão para conseguir um custo bom, com um financiamento legal. É uma forma de a gente democratizar a decoração”, revela Tânia. No entanto, como são muitas as variáveis a serem consideradas, vai haver um número grande de contextos, como observa a decoradora. E como as necessidades são diferentes, é permitida certa flexibilidade.

O importante é que as parcerias envolvem um gama de mais de 1,3 mil lojas credenciadas ao Construcard só em Belo Horizonte – conforme site da Caixa Econômica Federal –, com serviços que vão de armários planejados, iluminação, persianas, estruturas metálicas, móveis, acabamentos, vidraçaria, material elétrico, tintas, pisos, carpetes, entre outros. Recorrendo a essa linha de crédito, o cliente tem até 54 meses para pagar, com carência de seis meses. Mas, se mesmo assim tudo não possa ser feito de uma só vez, não há problema. “O Construcard foi o pioneiro, mas o Itaú também tem o ConstruShop. Juros baixos e as condições de pagamentos são os atrativos desses cartões”, explica a designer de interiores Klazina Norden.

Eduardo Almeida/RA Studio


INVESTIMENTO COM ECONOMIA
Maximização dos espaços, conforto e bem-estar são só algumas das vantagens de poder contar com pacote que reúne crédito facilitado e assessoria profissional especializada

A vantagem de poder contar com o Prêt-à-Habiter é comprovada na ponta do lápis por uma matemática simples: quanto maior o número de peças produzidas, menor o preço para o consumidor final. “Se o fornecedor for fazer algo para 20 pessoas, o valor será menor. E unindo construtores ao Construcard, é possível centralizar os serviços”, explica a decoradora Tânia Salles. Essa união de forças é muito importante quando se considera que hoje há uma certa dificuldade em fazer com que tudo caiba em imóveis pequenos. Nessa hora, a ajuda profissional é essencial, até para não se correr o risco de investir, por exemplo, em móveis que não aproveitarão os espaços, tornando-os ainda menores. “Temos a composição e a visão do todo, conhecemos os fornecedores, sabemos o que fica bem, o que não cabe, enfim, como fazer os ambientes práticos, confortáveis e funcionais”, explica Tânia.

Diante desse contexto, há um reconhecimento maior da importância do trabalho desenvolvido por profissionais da área, como observa a designer de interiores Ana Karina Chaves. “A procura aumentou sim, mas algumas pessoas ainda têm receio de recorrer à ajuda profissional com medo de ser muito caro. Mas trabalhamos em cima do orçamento possível de cada cliente”, ressalta. De acordo com ela, o aumento se deve ao crescimento da classe C. “Com isso, essa fatia do mercado tornou-se um nicho importante a ser explorado. Mas falta uma divulgação maior desses financiamentos para aquisição de produtos e serviços de decoração e construção para o público em geral.”

O aumento da renda da classe C tem estimulado a procura por contratação de serviços especializados para decoração, segundo a designer de interiores Ana Karina Chaves - Eduardo Almeida/RA Studio O aumento da renda da classe C tem estimulado a procura por contratação de serviços especializados para decoração, segundo a designer de interiores Ana Karina Chaves


Para facilitar a compra dos itens que transformarão um imóvel em um lar, a designer de interiores Klazina Norden indica cartões de financiamento para reforma e decoração de bancos como a Caixa e o Itaú. Com esses serviços, o cliente tem até seis meses para fazer suas compras em lojas de material de construção, móveis e decoração, pagando somente os juros sobre o valor que gastar, conforme Klazina. “Só depois desse período é que ele começa a pagar o total das compras realizadas, com taxas reduzidas, em parcelas mensais que cabem no seu bolso.” Além disso, a designer de interiores diz que o consumidor precisa saber que é possível, também, parcelar o pagamento de um projeto e, dependendo do valor, aumenta-se o número de parcelas. “Aliamos nossas ideias ao orçamento do cliente e adequamos as lojas que aceitam esse tipo de financiamento”.

UNIÃO

A designer de interiores Laura Santos é outra adepta das parcerias que, segundo ela, vêm para unir forças na hora de viabilizar e tornar abrangente o trabalho de um profissional de design de interiores. “Com as parcerias, as pessoas passam a reconhecer, de um modo geral, que o trabalho do designer é completamente viável a todos os tipos de classe e que o planejamento e desenvolvimento técnico presentes em um projeto possibilitam ganhos também financeiros, além de apenas estéticos e qualitativos, de um imóvel e de uma obra”, comenta. No caso de Laura Santos, para tornar o trabalho ainda mais viável ao consumidor, a VS Design, empresa que tem em sociedade com a também designer de interiores Fabiana Visacro, firmou uma parceria com o Clube A, do Estado de Minas. Com isso, o assinante do jornal tem desconto de 10% para decoração de ambientes.

A designer de interiores Klazina Norden diz que financiamento direcionado para compra de material ajuda alguns consumidores em obras de reforma e decoração - Eduardo Almeida/RA Studio A designer de interiores Klazina Norden diz que financiamento direcionado para compra de material ajuda alguns consumidores em obras de reforma e decoração


A decisão de firmar essa e outras parcerias surgiu da percepção de que o trabalho de design de interiores vem quebrando tabus, segundo Fabiana Visacro. “Antes, rotulavam um projeto como sendo um serviço para poucos e de alto valor agregado. A partir do momento em que as pessoas perceberam a vantagem de se desenvolvê-lo, os ganhos que esse proporcionava na hora da execução e da aquisição dos materiais e mão de obra, elas passaram a valorizar e priorizar esse serviço.”

SAIBA MAIS: Crédito para o imóvel

O financiamento pelo Construcard da Caixa tem duas fases: utilização e amortização. A primeira destina-se à realização das compras do material. Durante esse período, que pode ser de dois a seis meses, são pagos somente os juros das compras feitas. A segunda fase, que pode variar de um a 58 meses, destina-se à amortização do saldo devedor, ou seja, o pagamento mensal das prestações até a quitação do financiamento. Essa fase começa depois do término do prazo definido para as compras. O prazo máximo da operação para as duas fases é de até 60 meses. As prestações mensais nas fases de utilização e de amortização serão debitadas automaticamente em conta-corrente na Caixa.

UNIÃO GARANTE COMODIDADE

A arquiteta Giselle Madeira diz que a parceria com empresas que financiam os materiais de construção são essenciais para conclusão do projeto e da obra. “Com o financiamento, o cliente tem possibilidade de finalizar sua obra por completo, sem deixar pendências”. Mas, para que tudo ocorra dentro do previsto, é necessário um planejamento inicial de custos e materiais que serão financiados, como ressalta a arquiteta. “Para que o orçamento final não extrapole o que foi pretendido. Tudo tem que ser bem pensado e definido durante a etapa do projeto”.

Ela diz que em recente projeto para um cliente de classe média que usou o Construcard o resultado foi positivo. “Ele ficou muito satisfeito, pois pudemos escolher os acabamentos mais finos do gosto dele e a obra foi finalizada por inteiro, inclusive a execução da marcenaria, sem a história de ‘ano que vem eu termino, porque acabou o dinheiro’”, comenta Giselle.

Para a arquiteta Giselle Madeira, uma das vantagens do financiamento direcionado para obras é terminá-las sem deixar pendências - Eduardo Almeida/RA Studio Para a arquiteta Giselle Madeira, uma das vantagens do financiamento direcionado para obras é terminá-las sem deixar pendências


Com as parcerias e as facilidades para pagamento do projeto, é possível tornar acessível o designer de interiores a um maior número de pessoas. Com isso, ganham não só os consumidores, mas os fornecedores e os profissionais. “Já que possibilita retorno financeiro a partir de um montante de clientes atingidos por meio de acordos firmados com as empresas parceiras, e não mais pelo valor unitário de cada projeto”, diz a designer de interiores Laura Santos.

Ela acredita que o trabalho do designer veio para tornar cada vez mais planejada e bem executada uma obra, reduzindo gastos e desgastes. “Tornando-se indispensável, atualmente, e totalmente viável financeiramente, pois o valor pago no projeto é recompensado na obra e nos gastos futuros desta, que estarão sendo então bem planejados e desenvolvidos”.

PARA TODOS

Mesmo no caso do público de padrão popular, a obra também é possível, contando inclusive com a assessoria de um profissional, conforme explica Giselle Madeira. “O que tem de ser levado em consideração é o custo final da obra e o valor que o cliente tem para ser investido nela. Com isso, podemos escolher os materiais baseados na condição de cada um, somado com o custo de mão de obra da execução.”





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Silvia - 03 de Abril às 09:08
Excelente informação para quem quer ter acesso a decoração. Sempre achei que profissional de decoração era para os ricos. Hoje vejo que nem tanto. Gostaria que o site nos indicasse profissionais para nos ajudar na decoração da nossa casa. obrigada

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