Design institucional

Decoração corporativa vai muito além da estética

Tendência cresce entre empresas que buscam impulsionar seus negócios e conferir mais credibilidade à sua marca

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postado em 05/08/2012 11:07 Júnia Leticia /Estado de Minas
Eduardo Almeida/RA Studio

A competição mercadológica impeliu as empresas a buscar cada vez mais a excelência e um dos desafios é a reestruturação organizacional e tecnológica. Com isso, a decoração corporativa ganha destaque em companhias que procuram aliar design e produtividade, qualidade e credibilidade.

Na visão da arquiteta Sandra Penna, a decoração corporativa tem, sim, o poder de refletir a imagem da empresa, tanto para o seu público interno quanto para o externo. De acordo com a profissional, por meio dela é mostrado o respeito que a corporação tem por todos aqueles que utilizam seu espaço. “Um bom projeto decorativo pode ajudar a impulsionar os negócios, gerando a identificação dos clientes com a empresa e proporcionando seu bem-estar. De forma inversa, um ambiente que contradiz os valores da companhia pode levar à perda de parceiros e, consequentemente, à redução dos lucros”, defende.

De acordo com a arquiteta, esse tipo de projeto também auxilia na criação do sentimento de pertencimento entre os funcionários. “O conforto do ambiente empresarial, por exemplo, faz toda a diferença, aumentando ainda mais o engajamento e o rendimento dos colaboradores na empresa.”

Nesse aspecto, a profissional destaca a escolha correta dos móveis, a fim de se evitarem, por exemplo, problemas posturais. “O mobiliário corporativo precisa ser funcional e, ao mesmo tempo, cômodo. Por isso, o ideal é comprar esses produtos em fábricas especializadas em móveis empresariais, pois trabalham pensando no conforto, ergonomia, estética e durabilidade”, ressalta.

MODERNO

Esses aspectos foram considerados pela Agência Life na idealização de seu projeto de arquitetura corporativa para a nova sede, localizada no Bairro Lourdes, na Região Sul de Belo Horizonte. Com 500 metros quadrados (m²) de área total, a empresa tem espaços amplos, modernos, descontraídos e flexíveis, que traduzem o conceito de sua marca, conforme a diretora, Carolina Wischhoff.

De acordo com ela, o principal objetivo do projeto era criar um espaço agradável e aconchegante para quem visita a agência e para quem nela trabalha, estimulando a criatividade. “Um ambiente que traduzisse o perfil da empresa, que é arrojado, jovem, mas que abriga também questões importantes no dia a dia. Queremos que as pessoas sintam prazer em passar o dia aqui”, completa.

Carolina Wischhoff diz que o investimento foi importante porque, como se trata de uma agência de publicidade, a diretoria acredita que transparência e beleza se refletem no processo criativo da equipe. “A decoração da empresa reflete exatamente o seu posicionamento, a sua identidade. Por isso, exploramos em nosso projeto a criatividade, a alegria, a transparência e a autenticidade”, conta.

E esse resultado foi conquistado, na opinião da auxiliar de mídia e produção gráfica da Life, Letícia Zandona. “Com a ampliação do espaço físico e a mudança da sede, tive mais motivação para trabalhar. Meu desempenho melhorou, assim como a integração de toda a equipe. A agência ficou mais confortável para nós, que trabalhamos aqui, e para os clientes”, avalia.

Eficiência a toda prova
Além de embelezar, a arquitetura de interior visa atender a necessidade de organização espacial, articulando os fluxos das pessoas e dos processos e ajudando a alcançar metas

Para se ter uma ideia de como a decoração corporativa foi trabalhada na Agência Life, a diretora, Carolina Wischhoff, conta que, na divisão dos ambientes, foi utilizado como material o vidro, que preserva a luminosidade do espaço e assegura a integração entre a equipe. No quesito mobiliário, foram instaladas grandes mesas componíveis que, devido à sua flexibilidade em relação ao uso, possibilitam aumentar ou diminuir livremente a quantidade de postos de trabalho.

Além do espaço amplo e arejado da agência, as cores das paredes e dos móveis são os itens que mais chamam a atenção dos visitantes. “As cores laranja, amarelo, rosa, branco e cinza foram escolhidas propositalmente para as paredes e móveis, para seguir a identidade visual da agência e criar um ambiente moderno e descontraído”, detalha Carolina.

O diretor de marketing da Prima Linea, Marcílio Noronha, diz que ficou muito satisfeito com o investimento. “A agência tomou muito corpo. Cresceu mais, não só fisicamente. Estão muito bem equipados para atender a nossa necessidade. Além do que, ficou com um ar mais futurista. A Life deu um salto em termos de qualidade, de melhor atendimento ao cliente que vai lá”, endossa.

Para Sandra Penna, o conforto do ambiente empresarial aumenta ainda mais o rendimento dos colaboradores - Eduardo Almeida/RA Studio Para Sandra Penna, o conforto do ambiente empresarial aumenta ainda mais o rendimento dos colaboradores
A arquiteta Sandra Penna afirma que a arquitetura de interior de uma empresa visa atender a necessidade de organização espacial, fundamental para a existência de uma corporação. “Tem como objetivo articular fluxos das pessoas e dos processos, coerentes com demandas imediatas, buscando prever dinâmicas de longo prazo”, completa.

O resultado dessa arquitetura corporativa deve ser considerado como ativo, já que proporciona valor real, ajudando a alcançar metas, quando favorece, em harmonia e organização, o trabalho coletivo, diz a arquiteta. “Deve considerar, de forma ampla, as exigências, incorporando tecnologia e meios que valorizem a qualidade de vida no âmbito das corporações.”

Ela observa que os líderes empresariais entendem que boas práticas de arquitetura corporativa permitem valiosas percepções no processo de tomada de decisões. “O espaço de uma organização, por ser parte de um processo interativo e dinâmico, deve ser avaliado periodicamente. Cabe ao decorador antecipar tendências, agregar valores, aprimorar produtos, serviços e soluções da concepção do projeto à finalização da obra.”

Carolina Wischhoff confirma que o investimento em decoração se refletiu na produtividade. “A estética e a arquitetura que idealizamos para a empresa convidam as pessoas a dialogar. Todos se veem e, em cada canto da agência, existem espaços de convivência. Assim, o fluxo de informação ganhou velocidade. As ideias são cada vez mais coletivas e mais completas”, diz.

A diretora conta que a antiga estrutura da agência era muito dividida em salas e espaços fechados. “Agora, temos um ambiente mais aberto, com espaços livres, que permitem a liberdade de circulação, a troca de informações e ideias. Priorizamos um leiaute aberto, marcado pela transparência e flexibilidade de instalações.”

PERSONALIDADE

A arquiteta Marina Dubal confirma que um projeto adequado é significativamente mais marcante na memória das pessoas, e isso vale também para estabelecimentos comerciais. “Lojas sem personalidade, com ambientes monótonos e sem charme, certamente não contribuem para a venda dos produtos. Podem não atrapalhar, mas isso só dura até o momento em que algum concorrente começa a vender o mesmo produto com a diferenciação de um ambiente aconchegante, moderno e bonito, para que o cliente desfrute e se sinta mais à vontade durante as compras.”

De olho nessa demanda, Marina observa que donos de restaurantes também investem em diferenciais competitivos para se destacar e driblar a concorrência. E a aposta da vez é a decoração. Mas esse tipo de projeto tem suas particularidades, como reforça a arquiteta. “Para projetar um restaurante, deve ser feito um estudo com o cliente, para que a definição do leiaute seja precisa e eficaz. Um bom projeto deve levar em conta questões como a capacidade do restaurante, especialidade e tipo de atendimento.”

Uma nova mentalidade

Mesmo sendo o levantamento dessas questões essencial na hora de desenvolver o projeto, há alguns aspectos que devem ser considerados. “Redução de impactos ambientais, gerando conforto e satisfação ao cliente, economia de energia e recursos naturais, ergonomia, reforço da imagem da empresa como parceira de ações de sustentabilidade e meio ambiente e potencialização das ações de comunicação e marketing”, enumera Sandra Penna.

Na Agência Life, dirigida por Carolina Wischhoff, cores das paredes e dos móveis conferem modernidade e descontração ao ambiente - Eduardo Almeida/RA Studio Na Agência Life, dirigida por Carolina Wischhoff, cores das paredes e dos móveis conferem modernidade e descontração ao ambiente
Com relação a projetos que vêm sendo adotados, Sandra indica a adoção do space planning ou escritórios abertos. Mas a arquiteta faz ressalvas: “É uma tendência que deve ser tratada com muito cuidado, pois os níveis de interferência entre um trabalhador e outro devem ser resguardados, apesar da proximidade desejada”.

Além desse espaço, Sandra destaca projetos nos quais o relaxamento dos profissionais é levado em conta. Afinal, é necessário descansar um pouco para que o trabalho possa ser produtivo. “Grande parte dos projetos atuais contempla áreas de descompressão ou de convivência, onde funcionários podem se encontrar, fazer pequenas reuniões e trocar ideias.”

Para garantir que o projeto atenda essas necessidades, Sandra aposta na relação entre o cliente e o arquiteto de interiores. “Deve ser de confiança e entusiasmo. Afinal, buscamos soluções equilibradas, flexíveis e, sobretudo, criativas.” Ela ressalta que o que está em jogo é a imagem institucional que os ambientes conferem à empresa. “Diretores e funcionários precisam se sentir valorizados e acolhidos pelo espaço. O sentido de parceria, do fazer coletivo, são valores humanísticos fundamentais para gerar equipes competitivas e solidárias. O projeto é a tridimensionalização de todos esses conceitos”, analisa.

Tags: decoração,

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