Uma luz de inspiração

Arandelas proporcionam focos de estilo e beleza em casa

Estes tipos de luminária garantem requinte a ambientes internos e externos e ajudam a compor várias propostas de decoração. Confira dicas de especialistas sobre o modelo ideal para o seu imóvel

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postado em 06/01/2013 08:33 / atualizado em 06/01/2013 08:41 Joana Gontijo /Lugar Certo
Diversidade de formatos permite adaptar o produto em qualquer tipo de projeto - Eduardo de Almeida/RA Studio Diversidade de formatos permite adaptar o produto em qualquer tipo de projeto

A iluminação de um ambiente pode gerar diferentes efeitos sobre o organismo. Portanto é necessário que, antes de iniciar o projeto, seja feito um estudo para saber quais são as opções corretas de acordo com a finalidade da luz em cada caso. Caracterizadas por ser um elemento complementar, as arandelas se encaixam neste contexto servindo tanto para iluminar quanto para decorar o espaço, uma ótima solução para harmonizar a composição. Com diversos modelos e materiais, as peças caem bem em qualquer proposta.


Eduardo de Almeida/RA Studio
Uma luminária que deixa o ambiente mais belo e intimista, além de muito funcional, arandela é uma palavra de origem espanhola, e as primeiras tem seus primórdios no século 15, explicam as designers de interiores sócias da Integgra, Janaina Naves e Patrícia Nassif. “São luminárias que ficam presas a parede. No mercado, estão disponíveis vários modelos, destinados a diversos gostos e estilos. Podemos citar aquelas desenhadas por designers famosos, em forma de castiçal apoiando velas, em madeira ou em metal, como suporte de lâmpadas convencionais ou LEDs. Mas para não errar, a escolha de um modelo com linhas simples e de cores neutras não oferece riscos a nenhuma decoração”, ressaltam.

As arandelas podem ser usadas tanto em ambientes internos quanto externos, continuam Janaina e Patrícia. No interior, servem para enfatizar obras de arte ou algum outro elemento em destaque, criando um clima intimista, aconchegante, as vezes cenográfico. “Podem ser colocadas em dormitórios, banheiros, locais de passagem conduzindo o trajeto, varandas, para iluminar de forma leve e despretensiosa. Também podem ser usadas em salas de jantar, home offices, espaços onde se necessita de uma iluminação principal e forte, porém, complementando o cálculo luminotécnico”, enfatizam.

A designer de interiores Rafaela Simão esclarece que a arandela é uma luminária com efeito similar ao do abajur, mas com o diferencial de ser presa na parede, embutida ou sobreposta. Uma infinidade de modelos podem ser escolhidos conforme a decoração e o estilo do ambiente, indica Rafela, e complementa: a dica é sempre evitar que o resultado fique exagerado, uma vez que a ideia é não só valorizar uma peça, mas também a participação da arandela em todo o projeto de iluminação. “Elas podem ser inseridas em vários tipos de espaços, desde que sua luz não seja a principal, e sim mais de efeito decorativo, cumprindo bem a função. Para os ambientes que necessitam de uma iluminação mais fria e ampla, como uma cozinha por exemplo, a arandela não é recomendada”, orienta.

As designers de interiores Janaina Naves e Patrícia Nassif, da Integgra, dizem que a peça é funcional e ajuda a criar um clima intimista dentro da casa ou do escritório - Eduardo de Almeida/RA Studio As designers de interiores Janaina Naves e Patrícia Nassif, da Integgra, dizem que a peça é funcional e ajuda a criar um clima intimista dentro da casa ou do escritório
Segundo Rafaela Simão, um bom projeto de iluminação é aquele que oferece várias possibilidades de cenas e luzes, utilizando toda a variedade de luminárias, spots e abajures para compor a proposta de acordo com seu propósito. “Do modelo mais simples ao mais sofisticado, a escolha da arandela depende do projeto e estilo da decoração, para que a peça se integre ao ambiente de forma natural e bela. O preço varia de acordo com o tipo, mas uma escolha bem adequada pode ser acessível a todos. É possível alcançar excelentes resultados aplicando as arandelas nos mais diversos conceitos.”

SEM ERRO

Além de muito funcionais do ponto de vista luminotécnico, as arandelas podem ser peças que deixam a casa mais bonita, na opinião da designer de interiores Débora Mendes. Para ela, não existe um modelo correto para um determinado ambiente. Para acertar, Débora diz que, pessoalmente, gosta de ir pelo caminho mais simples. “Uma caixinha branca, básica, fica bem em qualquer composição. Ou seja, é difícil errar. Modelos mais rebuscados são bem perigosos. A menos que você tenha um bom rofissional cuidando do projeto, evite. E se sua casa não for nenhum palácio antigo, evite ainda mais. Achar peças com a proporção correta e que combinem com o mobiliário do espaço é uma tarefa complicada”, indica.

Arandelas devem ser usadas em locais onde a luz não é protagonista, continua Débora Mendes. Portanto, não servem em locais onde a luz precisa ressaltar aquilo que se vê ou se come, mas funcionam em ambientes que precisam ser iluminados de forma leve. “No caso de fachadas, devem ser usadas em locais de passagem, de forma a conduzir o trajeto. É importante verificar se o modelo escolhido pode tomar chuva e não estraga no tempo. Em banheiros e lavabos, devem ser usadas com moderação. A ideia é apenas iluminar a superfície onde fica a pia e deixar o ambiente agradável”, assinala. “Adoro a luz de arandelas. Dependendo da opção, oferecem uma luz difusa porém concentrada, sem agredir os olhos e criando um clima gostoso em casa”, acrescenta a arquiteta.

O segredo da escolha

"Elas podem ser inseridas em vários tipos de espaços, desde que sua luz não seja a principal, e sim mais de efeito decorativo" - Rafaela Simão, designer de interiores
Conforme informa a designer Débora Mendes, para a maioria dos casos, a altura ideal de uma arandela é entre 2m e 2,2m para casas com pé-direito normal (entre 2,5m e 2,7m), mesma regra que vale para banheiros e lavabos, onde existem espelhos. Em dormitórios, elas são usadas como luz de cabeceira e devem ser fixadas a 1m ou 1,1m de altura, sobre criados-mudos. “O segredo da boa iluminação está no modelo escolhido. Em lavabos e banheiros, por exemplo, peças com aberturas em cima e embaixo são as mais indicadas porque deixam a luz focada. Em dormitórios, a luz pode ser mais difusa. Para esse objetivo, a arandela deve ser de tecido e menos focal, ideal para leitura. O mesmo ocorre em salas de estar, onde o objetivo é iluminar o maior espaço possível.”

É bom ter cuidado com pares de arandelas ao lado de aparadores, onde não é necessário iluminar, complementa Débora. “Além de poder não ficar elegante, você acaba gastando dinheiro desnecessário, que no final das contas não faz nenhum diferença da iluminação do espaço. Luz de arandelas, exceto em alguns espaços como o lavabo, é complementar. Isto é, deve fazer parte de um projeto maior, integrado a outros itens. Cada atividade exige um tipo de luz diferente. Não é possível usar uma iluminação só para estudar, jantar, assistir TV ou dar uma festinha.”

Eduardo de Almeida/RA Studio
Para criar um projeto luminotécnico, é preciso considerar vários aspectos, concordam as designers de interiores Janaina Naves e Patrícia Nassif. De acordo com elas, o primeiro passo é fazer o cálculo que informa a luminância correta e a quantidade de lâmpadas que o ambiente demanda, conforme a função a qual ele é destinado. Outros fatores são as cores das paredes, do piso, do mobiliário, a dimensão do local, o nível de reflexão dos elementos contidos no espaço, que influenciam nesse cálculo. Também devem ser levados em conta o gosto pessoal de cada pessoa e que tipos de luminária vão ser usados.

A escolha da lâmpada é um fator primordial, explicam Janaina e Patrícia. “Lâmpadas com temperatura de cor baixa são mais amareladas, indicadas onde se quer criar ambientes aconchegantes. Para enfatizar obras de arte e ambientes externos, as lâmpadas de LED são uma boa opção, pois não emitem calor, são resistentes às intempéries e além disso são as mais econômicas do mercado. A proposta de iluminação deve ser econômica, pensando em sustentabilidade, ser prática, funcional e que dignifique, por meio do bom uso da luz, os ambientes a serem iluminados, fazendo-os belos na origem, ou transformando-os para que assim se tornem”, finalizam.
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Antonio - 06 de Janeiro às 18:01
KI gata essa morena !!!!

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