Independência e privacidade

Especialistas dão dicas de decoração para quem vive sozinho

Viver sozinho tem sido opção cada vez mais comum. Jovens e recém-divorciados estão entre aqueles que não abrem mão de espaços confortáveis e que atendam às suas necessidades

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postado em 24/03/2013 11:00 / atualizado em 25/03/2013 09:26 Júnia Leticia /Estado de Minas

Por serem reduzidos, ambientes pedem soluções criativas para aproveitar bem cada cantinho - Eduardo de Almeida / RA Studio Por serem reduzidos, ambientes pedem soluções criativas para aproveitar bem cada cantinho


Tomar a decisão de morar sozinho é um passo importante, que envolve uma série de escolhas. Além de optar entre comprar e alugar, para mudar-se é preciso ter paciência e tempo para planejar e montar tudo de acordo com o seu estilo de vida, gostos e disponibilidade financeira. E, diante de tantas alternativas disponíveis no mercado, a tarefa pode gerar indecisão.

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Antes de partir para as compras, a primeira atitude a ser tomada por quem vai montar a casa é analisar suas próprias necessidades. “O morador deve pensar em seus hábitos e necessidades para melhor aproveitar os espaços, o que gosta de fazer quando está em casa e do que precisa para seu conforto e bem-estar”, afirma a designer de interiores Mônica Alvarenga.

 

Além disso, é fundamental que as escolhas estejam alinhadas com o orçamento disponível para o investimento, como salienta a arquiteta Mariana Borges. “Quem decide morar sozinho tem uma longa lista de trabalho e preocupações. Uma delas é decorar o apartamento de acordo com seu estilo de vida e preferências pessoais, conforme sua verba limitante para tal”, acrescenta.

Por isso, a arquiteta ressalta a necessidade de fazer uma série de perguntas: “O que você vai querer encontrar quando abrir a porta? Vai estar morto de cansaço do trabalho ou vai querer trabalhar em casa também? Você prefere comer na rua todos os dias ou adora cozinhar? Tem muitos itens que precisam ser guardados? Recebe muitas pessoas em casa?”.

Segundo a arquiteta Thaysa Godoy, soluções inteligentes e criativas ajudarão o morador a tirar proveito de cada cantinho da casa, o que é de suma importância nos dias de hoje, já que os imóveis estão com metragens cada vez mais reduzidas. “Assim, opte sempre por espaços repletos de objetividade, já que, na maioria das vezes, ambientes executados para clientes com esse perfil são pequenos e merecem estudos para otimização em todos os ambientes.”

 

 

"Quem decide morar sozinho tem uma longa lista de trabalho e preocupações. Uma delas é decorar o apartamento de acordo com seu estilo de vida e preferências pessoais", Mônica Alvarenga, designer de interiores


MULTIFUNCIONAIS

 

Para que esses espaços pareçam maiores, é preciso fazer as escolhas corretas, segundo Mariana Borges. Uma delas se refere às cores. “Tente fugir dos tons escuros nas paredes. A mesma dica serve para a escolha dos pisos. Essa solução dará ao espaço a sensação de que a área ficou maior do que realmente é. Para dar um charme a mais, você poderá escolher uma parede para fazer um tratamento diferenciado, utilizando um tom de tinta diferente das demais ou até mesmo instalar um papel de parede.”

Outro cuidado se refere à escolha dos móveis, itens essenciais na decoração e que precisam ser bem pensados por influenciarem diretamente na circulação interna, como ressalta Mariana. “Para que tudo tenha o seu lugar da melhor maneira possível. Isso envolve acertar nas medidas e tirar proveito de cada centímetro, priorizando suas necessidades. Peças compactas, multifuncionais e com desenho meticulosamente estudado possibilitam economia de espaço e bom aproveitamento.”

Nesse quesito, os armários são grandes aliados, por acondicionarem um grande rol de itens necessários à sobrevivência do morador. “Mas precisam ser bem planejados, buscando-se soluções que aliem praticidade, detalhes charmosos e boas sacadas de aproveitamento. Ainda mais quando contam com portas de correr, que são bem práticas”, indica Thaysa Godoy.

Outras soluções envolvem o uso de espelhos, que criam um efeito de amplitude nos ambientes. E, para quem gosta de receber visitas e cozinhar ao mesmo tempo, uma boa opção é a integração da cozinha à sala. “Antes, porém, é importante a contratação de um arquiteto para que possa ser verificada estruturalmente essa possibilidade”, adverte Mariana Borges.

 

PRATICIDADE É A PALAVRA-CHAVE

Para aproveitar ao máximo os ambientes reduzidos, o ideal é fazer uma lista de itens indispensáveis no dia a dia e na decoração

 

Quem mora sozinho quer uma decoração aconchegante e que seja de fácil manutenção, como as porpostas pela arquiteta Mônica Alvarenga - Arquivo Pessoal Quem mora sozinho quer uma decoração aconchegante e que seja de fácil manutenção, como as porpostas pela arquiteta Mônica Alvarenga

 

Independentemente da fase de vida, em geral, quem mora sozinho prefere praticidade e ambientes que sejam de fácil manutenção. Para isso, vale investir em eletrodomésticos eficientes, que auxiliam no dia a dia, e em uma cozinha prática e bem montada, como sugere a designer de interiores Mônica Alvarenga.

Nesse momento, vale tomar nota de tudo antes de partir para a compra. “Fazer uma relação dos equipamentos que gostaria de ter, desde eletrodomésticos até equipamentos de som e vídeo. Móveis avulsos ou especiais (projetados sob medida), utilizados para montar espaços integrados, também podem ser encontrados nas melhores lojas do ramo”, diz Mônica.

Com essas informações e o estudo das necessidades, hábitos e hobbies do morador, o ambiente já começa a tomar forma. “Fica faltando apenas entrarmos com o estilo (clássico, arrojado, moderno, rústico...), cores e detalhes para torná-lo a cara do morador”, completa.

A palavra-chave na composição desse imóvel é praticidade. Segundo a designer de ambientes Giovana Freitas Rabelo Ribeiro é indispensável escolher adequadamente equipamentos (como micro-ondas e máquina de lavar) e definir um leiaute para facilitar a vida de quem se vira sozinho. Outros itens, como máquina de café, panelas elétricas, grill e máquina de lavar louça, são supérfluos”, aponta.

Eduardo de Almeida / RA Studio


No entanto, é o estilo de vida da pessoa, sua idade e as atividades que desempenha que vão definir essas escolhas. Giovana diz que é preciso saber se a pessoa vai cozinhar em casa, se vai manter uma empregada ou se terá animais, por exemplo. Mas, de forma geral, a designer aponta tendências para projetos voltados para esse público. “Cozinha gourmet, home-cinema e um quarto bem aconchegante são as maiores solicitações.”

PESSOAL

Para aqueles que vão preparar sua primeira moradia, a arquiteta do escritório Neo Arq Adriana Victorelli aponta algumas soluções simples e bem específicas para criar espaços personalizados. “Os fãs de cinema podem emoldurar pôsteres de seus filmes favoritos e colocar nas paredes do quarto e do escritório. Dá também para escolher uma parede do quarto para cobrir com fotos a sua escolha”, cita.


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Mas mesmo no caso de objetos que dão um caráter bem pessoal à decoração é preciso tomar cuidado para que o espaço não fique cansativo e poluído. “É importante equilibrar para não colocar itens demais e carregar o ambiente, porque o morador pode enjoar depois de um tempo”, explica Adriana.

O mesmo vale para as substituições que contribuem para o melhor aproveitamento dos ambientes. “Um rack ocupa bem menos espaço do que uma estante; para uma sala de estar pequena, é o móvel ideal. Se a intenção é reunir os amigos em casa com frequência, escolha um sofá que acomode várias pessoas, em vez de pufes, que ocupam mais espaço e só acomodam uma pessoa.”

No banheiro, para manter a ordem, principalmente considerando pequenos espaços, Adriana Victorelli sugere que deve haver o menor número de objetos soltos possível. “Em cima da pia, coloque aquilo que é usado todos os dias e poucos objetos decorativos fáceis de limpar. A tendência atual para pisos e azulejos são as cores claras e a textura lisa, pois facilitam a limpeza”, informa.

Para a cozinha, uma das grandes tendências são as americanas, que deixam o espaço mais livre. Nelas, deve-se abusar dos armários embutidos que vão até o teto. “Para completar, eletrodomésticos modernos, que são geralmente os mais desejados por jovens. Mas é preciso tomar cuidado para a casa não ficar ‘fria’”, adverte Adriana.


TOME NOTA

A arquiteta Adriana Victorelli aponta os primeiros pontos a pensar para os iniciantes que vão preparar
sua primeira moradia:

» Morar sozinho tem uma grande vantagem: a decoração pode ser totalmente feita de acordo com o gosto da pessoa. É possível personalizar de inúmeras maneiras e em diversos espaços diferentes. Ao mesmo tempo, é importante tomar cuidado para não exagerar na personalização. O importante é que haja equilíbrio.


» Em apartamentos pequenos, a dica é utilizar tons claros nas paredes e no piso, que dão a ilusão de que o espaço é maior. Tinta acrílica é mais prática, pois basta um pano úmido para fazer a limpeza. No teto, use látex branco neve. Para um ar mais moderno, escolha uma parede para pintar de uma cor ou tom diferente das demais.


» Espelhos também dão a sensação de amplitude e, ainda por cima, combinam com tudo, até quando colocados em portas de correr nos armários do quarto. Aliás, essa opção de portas é ótima por economizar muito espaço e pela praticidade.


» Cozinhas americanas deixam o espaço mais livre e são ideais para quem gosta de receber visitas, pois o ambiente aberto possibilita a aproximação. Se possível, contrate um arquiteto para estudar a estrutura e quebrar as paredes. Abuse dos armários embutidos que vão até o teto.


» O banheiro deve ter o menor número de objetos soltos possível. Em cima da pia, coloque aquilo que é usado todos os dias e poucos objetos decorativos fáceis de limpar. A tendência atual para pisos e azulejos são as cores claras e a textura lisa, pois facilitam a limpeza.


» Eletrodomésticos modernos são geralmente os mais desejados por jovens, mas é preciso tomar cuidado para a casa não ficar “fria”. Móveis com tonalidades queimadas podem dar o ar de aconchego necessário para equilibrar o ambiente.

 

» Para uma sala de estar pequena o rack é o móvel ideal, pois ocupa bem menos espaço do que uma estante. Se a intenção é reunir os amigos em casa com frequência, escolha um sofá que acomode várias pessoas. 

 

BONITO E OBJETIVO

 

O equilíbrio é a base de todo projeto, seja ele para pessoas que moram sozinhas ou não. Para Mariana Borges, essa característica é a limítrofe para todos os ambientes, para que eles fiquem confortáveis. “Tudo o que fica demais pode levar a pessoa a se cansar rápido daquele ambiente e faz com que seu investimento, por menor que tenha sido, vá para o ralo. Por isso, opte sempre por espaços repletos de objetividade, principalmente se forem pequenos”, enfatiza.

Cláudia Valesca destaca como prejudicial colocar muita informação em ambientes pequenos e carregar em cores e móveis. Para evitar erros como esses, apostar em um projeto é muito importante. Afinal, é o profissional quem melhor poderá avaliar esses detalhes, em conformidade com as exigências do morador.

Para quem vai investir no projeto, o primeiro passo é passar por uma entrevista com o profissional, para que ele possa entender as expectativas do morador. “Há cada vez mais pessoas morando sozinhas, sejam elas jovens que adquiriram a independência, recém-divorciados, viúvos ou idosos. O importante é tornar a vida deles mais prática”, considera Cláudia.

ACONCHEGO Isso não significa muito investimento. “O cliente precisa de dicas de criatividade e praticidade para o dia a dia. Boas soluções envolvem o uso de papéis de parede, espelhos, material reciclado, cortinas leves, tapetes e iluminação planejada, que dão ótimos resultados sem gastar muito”, exemplifica Cláudia.

A designer afirma que essas soluções funcionam, e muito bem. “O papel dá a sensação de aconchego maior, além de ficar moderno e sofisticado. Outra solução é apostar na integração de ambientes pequenos com divisórias vazadas. Além de aumentar o espaço, dá um ar de sofisticação e leveza, e você ainda pode aproveitar os nichos para colocar objetos. Para fazer essas e outras mudanças, o projeto pode variar em torno de R$ 800 a R$ 1.500 por ambiente”, informa Cláudia Valesca. 

 

 

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