Acessórios sempre à mão

Cantos de organização na entrada de casa ajudam a guardar objetos do dia a dia e compõem a decoração

Facilitando na hora de organizar os itens mais usados na rotina dos moradores, eles também podem contribuir para dar mais estilo aos projetos

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postado em 02/06/2013 08:53 / atualizado em 02/06/2013 08:47 Joana Gontijo /Lugar Certo
A pedagoga Júlia Rios recorreu à decoradora Sheila Mundim para criar nicho e cabideiros ao lado da porta de entrada - Eduardo de Almeida/RA Studio A pedagoga Júlia Rios recorreu à decoradora Sheila Mundim para criar nicho e cabideiros ao lado da porta de entrada

Casacos, bolsas, chapéus, chaves, carteira, lenços ou guarda-chuvas – onde guardar? Ao chegar em casa, estes itens podem ficar dispostos logo na entrada, facilitando a rotina dos moradores na hora que se precisa deles. Para que a bagunça não  adentre o lar, podem ser criados cantos de organização, também conhecidos como pista de pouso, que deixam tudo em ordem logo que se entra no imóvel. Os acessórios pessoais que são mais usados no dia a dia não precisam estar escondidos dentro do armário e, ao contrário, até ajudam a compor a decoração, conferindo um estilo diferenciado aos ambientes. Grandes ou pequenos e com diversas formas de configuração, estes tipos de hall fazem com que as peças fiquem bem arranjadas e sempre à mão.


Para a decoradora Sheila Mundim, os cantinhos de organização na entrada da casa formam um espaço receptivo e acolhedor,  como um dos componentes mais importantes do lar, visto que são o primeiro plano de atenção para os olhos e, por isso mesmo, devem estar sempre organizados para causar boa impressão. “O principal papel desses espaços é o de comportar  alguns acessórios, tais como bolsas, casacos, guarda-chuvas, chaves, óculos, chapéus, carteiras, celular, dentre outros. Esses  “abrigos”, além de organizar o ambiente, evitam que esses itens fiquem espalhados pela casa, ajudam para que não sejam  esquecidos e facilitam a procura quando o morador necessita deles. Dentre os elementos que os compõem, destacam-se cabideiros, nichos e aparadores.”

Aparadores com gavetas são ferramentas importantes nesse tipo de projeto, segundo a designer de interiores Fabiana Visacro - Eduardo de Almeida/RA Studio Aparadores com gavetas são ferramentas importantes nesse tipo de projeto, segundo a designer de interiores Fabiana Visacro
Na opinião das designers de interiores sócias da VS Design, Laura Santos e Fabiana Visacro, a entrada da casa merece  destaque e sofisticação, mas precisa de uma pitada de praticidade, pois é um local que muitas vezes recebe os objetos  deixados pelos moradores quando adentram o ambiente. “Os cantinhos de organização podem ser compostos por um móvel  fechado, um aparador ou apenas uma ou duas gavetas. O importante é que ele seja capaz de organizar o local no qual os  primeiros itens são deixados quando o morador chega. Afinal, dentro de casa, comodidade e conforto são primordiais.”

“Quando chegamos em casa, queremos um canto familiar, que nos receba com uma dose de carinho, outra de  funcionalidade. Pode ser um banco, um aparador, até um degrau largo de uma escada. Alguns chamam este local de pista de  pouso”, denomina a arquiteta Paula Mattar. Como explica a profissional, algumas pessoas gostam de reunir estes  acessórios todos juntos, e outras preferem manter a chegada mais organizada e ter um outro cantinho desses na copa, por  exemplo. “Eles vão desde um canto de boas vindas, passam por uma expedição (tintureiro, sapateiro) e chegam a ser um ponto de encontro de bilhetes e lembretes. Este cantinho mostra muito sobre a família que mora ali, dá uma sensação de  vida”, conta. Em um de seus projetos, Paula Mattar concebeu um móvel na entrada da casa que chamou de expedição. Com  vários compartimentos para colocar revistas, chapéus, guarda-chuvas, e até um porta-chaves com porta basculante, ele  evita que a bagunça avance para os outros ambientes. A peça é em MDF e tem luzes embutidas, gerando um efeito muito interessante.

DIVERSIDADE

"Quando chegamos em casa, queremos um canto familiar, que nos receba com uma dose de carinho, outra de funcionalidade", diz a arquiteta Paula Mattar, que assina este projeto
De acordo com a necessidade de cada perfil de pessoa, as funções que esses cantos podem desempenhar são inúmeras,  continua Sheila Mundim, mas eles sempre são planejados para auxiliar na rotina. “Por exemplo, para os casais que têm filhos  pequenos, pode ser um reduto para as mochilas do balé, da natação, ou para o material da escola, do inglês, que  precisam estar sempre dispostos.” De tamanho maior ou mais reduzidos, eles variam dependendo da demanda, acrescentam  Laura e Fabiana. “Tem gente que gosta de guardar a bolsa ou a mochila em um armário quando chega em  casa. Outras pessoas já preferem apenas deixar neste móvel de entrada a chave e o documento do carro. Cada um utiliza  este local como acha melhor. O importante é a praticidade, a organização, e não deixar nada exposto e bagunçado.” Se existe o hábito de tirar os sapatos para entrar em casa, também podem ser colocadas prateleiras ou sapateiras adaptadas  neste espaço, complementa a arquiteta Beatriz Fujinaka. O arquiteto Aurelio Begliomini diz ainda que estes cantos podem  também ser concebidos como mini escritórios, um lugar de leitura, com estante para livros, adegas, entre outras funções. “Os cantinhos são bem variados, depende muito de cada projeto e dasnecessidades dos moradores, permitindo inúmeros  recursos para decorá-los”, pontua Aurelio.

Segundo Sheila Mundim, as possibilidades de composição variam de acordo com o espaço e, como eles são, na maioria das  vezes, pequenos, a utilização de nichos suspensos é bastante usual e, nesse caso, eles podem ser feitos em diferentes tipos  de materiais, como elementos leves, decorativos e funcionais. “Espelhos também são peças indicadas para esses locais, promovendo uma sensação de amplitude e servindo para uma breve conferência no visual antes de sair de casa”, salienta.  Além de nichos, armários e gavetas também estão presentes nestes cantinhos, salientam Laura Santos e Fabiana Visacro.  “Optamos sempre por utilizar gavetas fechadas, pois assim os objetos não ficam aparentes e não influenciam na decoração,  seja clássica ou moderna. Quanto mais discretos estes itens ficarem, melhor será o resultado. Afinal, nada mais confuso que  entrar em casa e visualizar objetos jogados e dispostos em cima da mesa da sala ou em um canto qualquer.”

Estes cantinhos, geralmente, não precisam conversar explicitamente com o restante da decoração da sala, e podem ter uma  identidade própria, enfatiza Sheila Mundim. “Não há uma regra para a concepção dessa integração, porém, uma maneira  simples para criar esse elo é utilizar um mesmo material em elementos dos dois espaços. A pintura também pode ser  fundamental para conferir harmonia com a sala.” Já para Aurelio Begliomini, o segredo é justamente fazer com que o espaço  não seja tratado de forma isolada, e converse com os demais ingredientes da decoração. “Podemos criar o ambiente conforme cada estilo pretendido, ou procurar alguma coisa que se encaixe melhor na proposta.” Diante das inúmeras  combinações possíveis, a arquiteta Beatriz Fujinaka acredita que deve haver uma relação com o projeto como um todo e os  materiais já utilizados em outros lugares da casa. “Costumamos seguir a mesma linha em acabamentos, desenhos, cores,  entre outros.”

As diferenças entre um efeito mais clássico, rústico ou contemporâneo surgem de acordo com os materiais especificados, os  adornos, móveis e acabamentos, diz Sheila Mundim: respectivamente, linhas sinuosas, requintadas e até mesmo  rebuscadas; aposta na madeira; ou um mobiliário reto e mais leve, em alumínio, inox ou vidro, por exemplo. Para Beatriz Fujinaka, estes cantos podem ser pensados exatamente para a função mas, normalmente, tira-se proveito de algum espaço  que esteja sobrando próximo a entrada, como algum nicho entre pilares ou sob escadas, e também servem para acomodar  os pertences dos convidados de forma organizada. “Eles criam uma atmosfera de boas vindas e convidam as pessoas a ficar  à vontade no local”. O objetivo é criar equilíbrio e tornar a vida mais prática quando se chega em casa, acentuam as  profissionais da VS Design. “Tudo fica no lugar certo e, na hora de sair, você sabe exatamente onde estes objetos estão. O  tempo que ficaria procurando as coisas é reduzido e tudo fica mais funcional.”

Peças de fácil adaptação

Os cantos de organização também podem figurar em propostas comerciais. “Em escritórios, por exemplo, aparecem em  lockers para que cada colaborador guarde os objetos pessoais com segurança, favorecendo a organização do ambiente de  trabalho com uma função importante”, pontua a arquiteta Beatriz Fujinaka. Nesses tipos de local, então, eles se tornam  indispensáveis, prosseguem Laura Santos e Fabiana Visacro. “Podem ser escaninhos, armários ou um móvel com divisórias  para que cada um tenha seu espaço reservado, assim nada se mistura e se perde. A organização em locais de grande circulação é muito importante pois, quando se está lidando com muitas pessoas em um mesmo local, estes móveis  organizadores podem facilitar o trabalho e melhorar a qualidade de vida dos usuários”, frisam.

Móvel tipo contêiner embaixo de escada é proposta moderna criada pelo arquiteto Aurelio Begliomini - Aurelio Begliomini/Divulgação Móvel tipo contêiner embaixo de escada é proposta moderna criada pelo arquiteto Aurelio Begliomini
Um exemplo, continuam, são as academias de ginástica, que contam com escaninhos, nos vestiários ou na entrada, onde os  usuários deixam seus pertences seguros enquanto se exercitam. Outra opção de aplicação é em espaços destinados à realização de eventos, destaca Sheila Mundim. “Era comum em festas de comemoração de aniversário de 15 anos, os  convidados, geralmente jovens, perderem seus paletós. Diante desse fato, os locais destinados a esses eventos já contam  com o apoio de um cantinho, na entrada, como alternativa para acomodar essas peças de roupa em segurança.”

No projeto de uma residência em BH, a vontade da cliente de Sheila Mundim era ter um espaço organizado e aconchegante  para receber bolsas, chapéus, lenços, dentre outros itens, dela e de suas visitas. O objetivo também era ter um hall de  entrada para que o visitante, ao adentrar, não se deparasse diretamente com a sala de jantar. Assim, a decoradora criou  nichos e cabideiros em um tipo de móvel que, pelo outro lado voltado para o ambiente de jantar, recebeu uma cristaleira que  acomoda várias peças de estima da moradora, a pedagoga Júlia Rios, de 48 anos. “Ficou ótimo, prático e deu aconchego,  facilitando na hora que eu chego com pressa, para deixar a bolsa, o chapéu e, depois, para procurar a chave, por exemplo.  Apesar de pequeno, é um espaço bem organizado e muito útil. Considero este singelo hall o cartão de visita da casa, por isso  gosto que esteja bonito”, diz a pedagoga. Levando o ambiente para mais perto da identidade de Júlia, uma escultura em cerâmica completa o visual.

Para a vida corrida de um casal com um filho pequeno, as sócias da VS Design contaram com a ajuda de elementos  organizadores e conceberam um aparador/bancada com gavetas na entrada da casa. Em um local de destaque, com um  revestimento de ondas na parede e uma iluminação focada, o móvel se localiza em um ponto estratégico, uma área de  passagem obrigatória dos moradores. “Além de bonita, a bancada serve de apoio para adornos e como gaveta para deixar  itens corriqueiros, de forma não aparente, criando leveza visual e equilíbrio. Tudo em seu devido lugar”, enfatizam Laura e Fabiana.

Cabideiros podem ser usados como guarda-volume de chapéus e bolsas - Eduardo de Almeida/RA Studio Cabideiros podem ser usados como guarda-volume de chapéus e bolsas
MODERNO

A arquiteta Beatriz Fujinaka, por sua vez, projetou, para uma família com filhos, um armário como uma chapelaria tirando  proveito de um louceiro já existente para dar forma a esse ambiente. Como o louceiro ocupava a parede que vai da sala de  jantar até a porta de entrada, a ideia foi roubar uma das partes mais perto do hall para acomodar os objetos dos moradores  e também dos convidados, já que os clientes costumam receber os amigos com frequência. “O conceito desse armário era parecer uma parede, que ele desaparecesse quando fechado. E, ao abrir, provocar uma reação de surpresa, usando o  vermelho vibrante por dentro. Nesse caso, colocamos duas prateleiras para as mochilas das crianças e as bolsas, e um  cabideiro para pendurar casacos”.

Em outra proposta deste tipo, Aurelio Begliomini especificou um móvel amarelo parecido com um contêiner, com portas e  gavetas, que foi colocado sob a escada, já que perto da porta não havia espaço para o jovem casal de moradores acomodar  suas coisas. “Ele serve de bar, guarda volumes, porta chaves, para dispor agendas, lap tops, contas a pagar e folhetos de delivery. A proposta foi conceber uma ambientação moderna, aliada a elementos elegantes e inovadores, com foco voltado  para o conforto e o bem estar dos moradores depois de um dia turbulento de trabalho”, finaliza.
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