Curvas de Niemeyer inspiram ambientações da Casa Cor em BH; participe da promoção e concorra a ingressos

A decoração dos espaços e os móveis escolhidos celebram os traços sinuosos do mestre, na primeira vez em que a mostra ocupa um imóvel de sua autoria. E você pode ganhar um par de cortesias para ver de perto!

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postado em 10/10/2013 10:54 / atualizado em 18/10/2013 10:24 Joana Gontijo /Lugar Certo
Leandro Couri/EM/D.A Press

Arquiteto brasileiro mais celebrado internacionalmente e autor de mais de 600 obras no mundo todo, Oscar Niemeyer (1907-2012) filtrou o modernismo europeu e o transformou em personalidade brasileira, com as curvas leves e sensuais tão características. É isso que a Casa Cor Minas está celebrando este ano, em sua 19ª edição. É a primeira vez, nas 250 oportunidades em que a mostra foi realizada em todo o Brasil, que ela acontece em um projeto de Niemeyer. Instalado na residência da família Dalva Simão, na Pampulha, obra original de Oscar de 1954, o evento apresenta, assim, ambientações que remetem aos traços sinuosos do mestre, a principal inspiração, em muitas propostas, para a especificação dos móveis e da decoração.

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Na concepção do Escritório, a designer de interiores Ana Lucia Rodarte declara admiração ao arquiteto, com uma grande homenagem. O elemento de maior destaque no espaço é, sem dúvida, uma chaise desenhada por Niemeyer em 1978, que salienta o caráter orgânico em madeira e palhinha para lembrar as curvas do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. Em cerca de 20 m², o ambiente mostra, nas paredes, quadros com fotografias das principais obras de Niemeyer, feitas pela própria designer. Em um dos ângulos de observação, a chaise estabelece sintonia perfeita com a imagem do famoso edifício na Praça da Liberdade, na capital. “Todo o espaço foi cuidadosamente pensado para agradar aos amantes do arquiteto e de sua memória. Sem dúvida alguma, uma deliciosa viagem no tempo”, diz. Com peças modernas e icônicas como o arremate do conceito, a valorização da arquitetura inicial é, desta maneira, a motivação número um da profissional.

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No Escritório, Ana Lucia Rodarte homenageia Niemeyer com a chaise de autoria do arquiteto e imagens de suas obras - Leandro Couri/EM/D.A Press No Escritório, Ana Lucia Rodarte homenageia Niemeyer com a chaise de autoria do arquiteto e imagens de suas obras

“Desafio e respeito. Estes são os sentimentos básicos que nos invadem ao ter em mãos um espaço tão característico de Oscar Niemeyer para decorar e humanizar. O desafio de criar um ambiente atual e marcante, em harmonia e respeito a memória que o espaço carrega”, ressaltam as arquitetas Flávia Roscoe e Cláudia Roscoe. Na Sala de Jantar, espaço de 50 m² que elas apresentam na Casa Cor, a preocupação foi em conceber uma composição sem nenhuma parede reta, apenas curvilíneas, seguindo a estrutura inicial. A orgânica mesa Amorfa, assinada pelo arquiteto Arthur Casas, tem, segundo o autor, design baseado em Leger e Burle Marx, em formato flexível que permite uso de seis a nove cadeiras. Ela conversa diretamente com as cadeiras Francisco, de Dado Castelo Branco, o magfnífico pendente Uma, de Giancarlo Tintori, e é abraçada pelo painel original curvo em pinho de riga, restaurado, assim como foi o piso de jacarandá.
Cláudia e Flávia Roscoe receberam o desafio de projetar a Sala de Jantar sem paredes retas - Casa Cor/Divulgação Cláudia e Flávia Roscoe receberam o desafio de projetar a Sala de Jantar sem paredes retas

Próximo a mesa, as profissionais desenharam um aparador de apoio, que nasceu da observação dos carrinhos de chá em madeira antigos, com tampos retráteis e de aplicação versátil. Nas paredes, obras de artistas contemporâneos ao arquiteto, como Eduardo Sued, Bruno Giorgi e Tunga. “Apesar das restrições inerentes a casa construída na década de 1950, criamos uma iluminação para valorizar o painel curvo através de pequenas luminárias que foram criadas para receber lâmpadas de led. Na circulação e escada, optamos por trabalhar com trilhos e peças direcionáveis, conseguindo assim, uma marcação mais precisa da luz”, complementam as arquitetas que tiveram, como forte impulso, a intenção de “estar na vanguarda de seu tempo, romper padrões e ir além”, o que condiz com as incursões de Niemeyer pelo modernismo.

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Em 1200 m², as paisagistas Marina e Carla Pimentel também lançaram mão das composições curvas para delinear os caminhos do Jardim do Encontro. A referência vem do início da arquitetura paisagística moderna no Brasil, por volta aos anos 1950, para desenhar as formas do espaço. À época, o paisagismo ressaltava a tropicalidade do país de maneira simples e singela. No espaço, totalmente criado em uma das zonas livres do terreno, há ainda obras de artistas plásticos daquele tempo, parceiros e amigos de Niemeyer e Burle Marx. Entre jogos de textura e cores, linhas sinuosas contrapostas a retilíneas, chama atenção a área de convivência com piso ecológico e balanços em madeira, banheira spa e deck.
No Jardim do Encontro, de Marina e Carla Pimentel, as curvas aparecem na criação de belos caminhos - Joana Gontijo/EM/D.A Press No Jardim do Encontro, de Marina e Carla Pimentel, as curvas aparecem na criação de belos caminhos

Já ao adentrar o abrigo do casal, a primeira coisa que se nota é uma imponente curva. Na suíte de Eduarda Corrêa, o painel ondulado fabricado em ripas de madeira sobrepõe a parede original por trás da cama fazendo, logo a frente de quem chega no ambiente, um cumprimento a Oscar. Outro painel apresenta trabalhos gráficos típicos da época da criação da casa, perfazendo o local do antigo armário. A composição geral dos 55 m², assim, tem visual altamente modernista, integralmente inspirado na década de 1950, sem modismos. “Quis fazer uma homenagem às curvas de Niemeyer, então criei este painel principal, com o diferencial da iluminação por trás, dando um ar mais aconchegante e intimista”, diz Eduarda. A curvatura do painel foi, segundo a profissional, o princípio da distribuição do dormitório, feita com a intenção de dividir os espaço negando as retas como, exemplifica, a escrivaninha em diagonal.
Eduarda Corrêa celebra o modernismo e os anos 1950 na Suíte do Casal - Leandro Couri/EM/D.A Press Eduarda Corrêa celebra o modernismo e os anos 1950 na Suíte do Casal

Na Suíte do Casal, móveis de design brasileiro que carregam nomes consagrados e valorizam a característica palhinha são mesclados a peças antigas, datadas dos anos 1950, como o simpático ventilador de ferro sobre a mesa em um canto. Eduarda cita ainda a poltrona que reedita o desenho original concebido para a inauguração de Brasília, no Itamaraty, assinada pelo designer Geraldo de Barros. A escrivaninha detentora do prêmio do Museu da Casa Brasileira é adornada na parede logo acima por uma coleção de xilogravuras de Burle Marx, parceiro em diversas vezes de Oscar Niemeyer, que se completam no ambiente com obras de arte pertencentes a um colecionador particular. “O fato do evento acontecer em uma casa de Niemeyer é o grande diferencial deste ano. É o que atrai, porque é uma casa muito bonita. Tem este resgate do passado, esta pegada da cultura regional mineira. O que só acrescentou e valorizou o trabalho dos profissionais”, finaliza.

Serviço
Local: Alameda das Palmeiras, 444– Bairro São Luiz
Data: 21 de setembro a 29 de outubro
Horário de funcionamento: de quarta a sexta-feira das 16h às 22h; sábado das 13h às 22h; domingo e feriado das 13h às 19h
Ingressos: R$ 50 (idosos e estudantes pagam meia-entrada).
Assinantes do Clube A do Estado de Minas têm 20% de desconto.
Informações: www.casacorminas.com.br

Tags: bh

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