Iluminação

Pegada industrial

A lâmpada exposta entra em cena nos projetos arquitetônicos mais descolados. Com iluminação de efeito ou tradicional, ela permite composições variadas

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postado em 03/12/2015 17:51 / atualizado em 03/12/2015 18:36 Lilian Monteiro /Estado de Minas

O fio de iluminação exposto também faz parte da decoração. Neste ambiente, a mistura do rústico como moderno imprime personalidade ao ambiente - Henrique Queiroga/Divulgação O fio de iluminação exposto também faz parte da decoração. Neste ambiente, a mistura do rústico como moderno imprime personalidade ao ambiente
A lâmpada pendente ou luminária sem lustre, a chamada lâmpada exposta, é a nova sensação da decoração. A tendência é uma referência aos anos 1950 e 1970, quando o estilo industrial chegou ao design de interiores transformando galpões e estúdios em moradias. Nesses espaços amplos, repletos de tijolos e tubulações aparentes, com ambientes integrados, destacam-se as lâmpadas expostas, assim como os fios. A arquiteta Carmen Calixto, do escritório Carmem Calixto Arquitetura, no Buritis, enfatiza que o estilo industrial está bem em alta, com lage, viga e eletroduto aparentes, e a lâmpada é mais um item. “E veio para ficar, porque é barata, prática e a própria pessoa pode fazer, com qualquer tipo de lâmpada. O estilo é mais cool, jovem e descolado.”


Carmen destaca que o bacana da tendência é que permite composições variadas. O fio é o de iluminação comum, encapado, de tecido e compra-se o soquete. “Tem fio colorido, estampado, torcido. Tem lâmpada filamentosa de carbono, que tem um desenho de luz como efeito, mas há a de iluminar leitosa, ou usamos muito a de LED, que não esquenta e gera economia. Sem falar nas várias formas: redonda, em gota. Enfim, são inúmeras as possibilidades. Num projeto, fizemos uma com soquete de cobre e fio listradinho e criamos outra com cano de cobre de água quente, onde enrolamos a lâmpada.” Basta imaginação.

Conforme a arquiteta, é preciso atenção com a altura. “Se for numa mesa de centro, em média, o pendente mais baixo tem 80cm e, a partir dele, colocamos as demais de forma aleatória. Já para uma penteadeira, é melhor mais baixo, para iluminar o rosto na hora de maquiar.”

 

Nos projetos da arquiteta Marina Dubal, a iluminação leva em conta os hábitos e estilo de vida dos moradores  - Henrique Queiroga/Divulgação Nos projetos da arquiteta Marina Dubal, a iluminação leva em conta os hábitos e estilo de vida dos moradores
Marina Dubal, do escritório Dad Arquitetura e Design, ressalta sempre com seus clientes que a iluminação é a alma de qualquer projeto. Sem alma, nada se sustenta. “Um projeto de iluminação deve ser feito em função de um leiaute e dos hábitos dos moradores. O tipo de iluminação deve variar em luzes gerais e difusas, e essas devem ser intercaladas com focos e luzes de destaque de maneira a valorizar peças e móveis e possibilitar diferentes usos com diferentes cenas, como luz do dia a dia, luz de festa ou de um jantar mais íntimo. Existe uma iluminação para cada momento, e propiciar essa variação é atender a essas necessidades. Isso é o segredo de um bom projeto.”

A arquiteta reforça o uso da lâmpada exposta como tendência industrial. “Lâmpadas de filamento estilo antigo e luminárias simples que evidenciam o maquinário e expõem a lâmpada retomam uma época em que se tinha pouca luz, mas com charme e elegância. Essa proposta se encaixa, em geral, em projetos contemporâneos, mas pode harmonizar com um estilo minimalista ao irreverente e mais rebuscado.”

DIFUSOR Marina diz que as lâmpadas mais bonitas, com filamento e formatos diversos, são importadas. “É sempre bom ver a procedência e comprar em lojas que dão garantia. A voltagem da lâmpada também deve ser checada, já que algumas importadas são 220V.” Quanto aos materiais, a arquiteta explica que depende do design da própria luminária, “mas, em uma proposta contemporânea, é possível se ter uma linda mesa de mármore e uma luminária mais rústica com corda e lâmpada aparente, por exemplo. Depende do perfil do cliente, cabe ao arquiteto avaliar o que se adequa a cada projeto”. Ela reforça que o posicionamento depende do leiaute e da proposta de iluminação como um todo. Assim como a posição, a altura da peça vai depender do móvel logo abaixo da mesma, se é uma mesa de jantar ou um criado.

Para uma penteadeira, é melhor instalar a lâmpada mais baixa para iluminar o rosto na hora de maquiar
 - Henrique Queiroga/Divulgação Para uma penteadeira, é melhor instalar a lâmpada mais baixa para iluminar o rosto na hora de maquiar
Ela lembra que é importante ressaltar que esse tipo de iluminação gera economia de luz. “Por não ter difusores, de certa forma as lâmpadas aparentes são mais eficientes do que a mesma embutida em uma luminária. Mas não pode fazer um projeto inteiro com esse tipo de solução, uma vez que gera sombras. Além disso, em geral, as lâmpadas mais bonitas são as quentes, o que se deve considerar quando se pensar nessa solução. E vale destacar que o manuseio e limpeza em geral devem ser cuidadosos, porque os filamentos são delicados.”

 

Tags: industrial moderno retrô iluminação

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