Estética para a casa

Vazados decorativos e funcionais, cobogós voltam com força total

A tendência está em alta novamente, não só para quem não abre mão da iluminação natural e de uma ótima ventilação nos ambientes, como deseja ótima acústica

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postado em 25/10/2017 18:10 / atualizado em 25/10/2017 18:14 Lilian Monteiro /Estado de Minas
Além de embelezar o ambiente, o cobogó é usado como tratamento acústico - Trisoft/Divulgação Além de embelezar o ambiente, o cobogó é usado como tratamento acústico

nome cobogó nasceu das iniciais dos sobrenomes de três engenheiros que, no início do século 20, trabalhavam no Recife e junto idealizaram esse elemento (uma espécie de tijolo) vazado: Amadeu Oliveira Coimbra, Ernest August Boeckmann e Antônio de Góis. A grande novidade é o cobogó com tratamento acústico, que pode ser instalado em espaços residenciais e corporativos, multiplicando ambientes e dividindo sem dar a sensação de enclausuramento.

Débora Barretto, arquiteta especialista em acústica, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Acústica (Sobrac) e conselheira-fundadora da Associação Brasileira para a Qualidade Acústica – ProAcústica, explica que o cobogó “é um recurso da arquitetura bioclimática que deve sempre fazer parte dos projetos, já que associa ventilação, iluminação, beleza e também agrega a função acústica”.

A arquiteta diz que atualmente existem cobogós de diversos materiais. Variedade que combina com os mais diferentes estilos e designers de interiores. Do clássico, ao moderno e retrô. “Ele combina com todos porque, antes de qualquer coisa, o cobogó proporciona conforto ambiental, e como existem diversas formas, cores e materiais, pode se adequar a qualquer estilo de ambientação. Basta ter criatividade e aprender a incorporar esse elemento. Seguramente será um grande diferencial em todo projeto.”

Para Débora Barretto, o cobogó “aceita” se misturar com diversas referências. “Com certeza, já que não se trata de algo apenas decorativo, mas sim de um elemento que proporciona ambientes mais agradáveis tanto em termos térmicos, lumínicos, acústicos quanto principalmente visuais.” Grandes profissionais da atualidade não abrem mão desse recurso em seus projetos contemporâneos. O cobogó pode ser usado separando ambientes, na fachada da edificação, como muros ou ainda acima de portas. Dessa forma, as residências passam a ser mais confortáveis.

INOVAR COM A LÃ

Última novidade, Débora Barretto chama a atenção para o fato de que, recentemente, foi desenvolvido um revestimento vazado em lã de PET que pode ser agregado ao designer de interiores de diversos tipos de ambientes com a função de reduzir a reverberação devido à capacidade de absorção das ondas sonoras. A arquiteta destaca que a nova proposta de cobogós absorvente surgiu da versatilidade da lã de PET, que, além de proporcionar conforto, trata-se de um material totalmente sustentável. A ideia é totalmente inovadora e existem diferentes formas de vazados de cores variadas.

Projeto apresentado na Casa Cor Rio Grande do Norte, de Renata Santa Rosa: instalação do cobogó combina diferentes estilos na decoração - Alberto Medeiros/Divulgação Projeto apresentado na Casa Cor Rio Grande do Norte, de Renata Santa Rosa: instalação do cobogó combina diferentes estilos na decoração

O cobogó também se encaixa na decoração comercial. “Totalmente, porque suas diversas funções permitem integrar as decorações de ambientes como restaurantes, auditórios, salas de reuniões, escritórios, escolas, entre outros.

O perfil do cliente que escolhe o cobogó, conforme Débora Barretto, é aquele que quer qualidade técnica e estética e que se preocupa com o conforto e com as boas experiências associadas a convivência dos espaços. É importante que profissionais tenham argumentos para defender essa solução em seus projetos.

Os vazados também aparecem com variedade de cores. “De acordo com a proposta de ambientação, os cobogós podem ser neutros, ficando mais disfarçados, ou assumir o papel de elemento de destaque, com cores fortes transmitindo personalidade”, afirma.

Casa Juscelino Kubitschek, na Pampulha: o muro de cobogó faz composição incrível com a treliça de aço - Cristina Horta/EM/D.A Press Casa Juscelino Kubitschek, na Pampulha: o muro de cobogó faz composição incrível com a treliça de aço

Todo cuidado e atenção devem ser tomados na hora de instalação dos cobogós. A arquiteta avisa que no caso do cobogós absorventes acústicos, existem algumas dimensões padrões, mas podem ser instalados associados de forma a parecer mais amplos e contínuos. A quantidade deve ser calculada em um projeto acústico específico, mas a proporção vai depender muito da composição dos ambientes. “Vale destacar que o cobogó absorvente acústico da Trisoft é diferente de toda solução acústica existente no mercado para reduzir a reverberação, já que além de ser muito eficiente proporciona impacto visual e agrega valor ao projeto.”

GARRAFA PET

Maurício Cohab, diretor da Trisoft, explica por que o produto é tão revolucionário: “O Cobogó renova a criatividade na decoração e traz um diferencial incrível: altíssimo coeficiente de absorção sonora, melhoram muito a inteligibilidade do som e a reverberação do ambiente, ampliando resultado e aliando a estética com a funcionalidade”. Ele enfatiza que é possível dispor peças de cobogó a 5cm, 7cm ou até 10cm uma da outra, construindo um labirinto sonoro que também vai diminuir a reverberação do som e melhorar a qualidade do ambiente. Entretanto, nosso produto, por si, já tem essa função, porque o material construído com fibras de garrafas PET têm essa capacidade de absorver os ruídos.

Vale registrar que a Trisoft já retirou, do meio ambiente, mais de um bilhão de garrafas PET para desenvolver produtos para mais de 97 segmentos da indústria. Entre eles, estão os itens das soluções acústicas integradas, com revestimentos, forros, nuvens acústicas e o cobogó. “Nosso objetivo é difundir cada vez mais o produto feito com PET e ampliar sua utilização não apenas para a indústria, mas também com o consumidor final.”
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