É velho, mas é bom

Apartamentos antigos chamam a atenção e caem de novo na preferência de compradores e arquitetos

Atrativos passam pela possibilidade de repaginar a moradia valorizando ainda mais os espaços, geralmente amplos

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postado em 23/07/2018 13:19 Joana Gontijo /Lugar Certo
No projeto de Estela Neto, apartamento foi adequado ao estilo de vida do proprietário  - Daniel Mansur/Divulgação No projeto de Estela Neto, apartamento foi adequado ao estilo de vida do proprietário

O velho que não sai de moda. A personalidade impressa em detalhes. A decoração a favor do jeito de ser de cada um. Intervenções que traduzem em todos os elementos a casa dos sonhos. Com inúmeras vantagens, os apartamentos antigos saem na frente na preferências dos moradores, retomam o posto de destaque no momento de comprar ou alugar, refletindo as tendências modernas do habitar. A procura por imóveis novos esbarra em problemas como plantas enxutas, espaços reduzidos, configurações frias e sem identidade, trazendo mais uma vez à tona os pontos positivos de construções erguidas há décadas, com mais tempo de utilização, bem diferentes dos lançamentos atuais.

Com o passar dos anos, o leiaute das moradias retrata as transformações na maneira das pessoas trabalharem e se relacionarem, e as mudanças na lista de prioridades de quem procura um lugar para viver são resultado disso, espelho de evoluções comportamentais. Os imóveis antigos podem ser repaginados apenas com inovações nas opções decorativas e soluções arquitetônicas simples de reforma, que conferem uma contemporaneidade aconchegante.

Inseridos em regiões mais tradicionais e consolidadas nas cidades, uma característica desses prédios e residências é estarem servidos de uma boa infraestrutura urbana e de serviços no entorno, como transporte público, escolas, mercados, lojas, farmácias, entre outros. Em regiões centrais, que permitem, por exemplo, evitar o tráfego intenso e até ir a pé para o trabalho, são também, portanto, investimentos mais estáveis e com menor risco de se desvalorizar a longo prazo.

O home office está em alta, salienta a arquiteta Estela Neto, reforçando a constatação de que o olhar das pessoas sobre os apartamentos antigos se altera em relação à localização. Hoje, estar próximo ao emprego é fator crucial, muito mais do que possuir um automóvel. Ter um canto para exercer a profissão em casa é outro valor agregado, em ambientações que oferecem diferenciais mais coesos às formas de vida modernas.

“Acredito muito que os modos de morar estão se modificando e vão se modificar cada vez mais. As necessidades dentro da casa estão mudando, com certeza. O crescimento do home office tem pedido uma adequação maior da casa. Como as pessoas passam mais tempo na morada, elas estão buscando mais conforto”, diz a arquiteta.

Adaptações

Habitações recentes na maioria dos casos apresentam uma composição de interiores padrão, como revestimentos, pisos, louças e outros materiais que podem não dialogar com o gosto do usuário. Profissionais da área estão capacitados para planejar o projeto ideal, acolhedor, funcional, onde todos se sentem bem. Integração de ambientes, mobiliário com as cores prediletas, acabamentos favoritos. Em outro ponto de vista, mais um benefício dos imóveis velhos é o arranjo peculiar, com traços já não tão frequentes nos planejamentos do presente, como vigas e tijolos aparentes, tacos de madeira, janelas grandes, pé-direito generoso.

Em coerência aos modelos de vida do homem contemporâneo, esses imóveis precisam passar por adaptações, acrescenta Estela. “O apartamento deve ser atual, dizer quem o usuário é para o mundo. E aí a gente vê uma demanda crescente na arquitetura muito interessante e admirável. É como se a gente compreendesse o mundo a partir do que a gente pode ver na arquitetura. É lindo".

Há pouco, a arquiteta fez algumas interferências em um apartamento antigo para adequá-lo ao feitio do morador, primeiro integrando a cozinha com a sala de jantar e estar, com uma porta de correr em três abas entre elas. "Esse elemento ajuda na versatilidade dos cômodos, permitindo separação no dia a dia e circulação na hora de cozinhar com família e amigos, o que adoro fazer", ressalta o fiscal da Receita Federal, Cláudio Ikemura, que solicitou a reforma.

Antes e depois: mudanças no escritório permitiram aumento da produtividade do morador Cláudio Ikemura  - Daniel Mansur/Divulgação Antes e depois: mudanças no escritório permitiram aumento da produtividade do morador Cláudio Ikemura

Entre as principais mudanças está a do escritório. "Ele foi totalmente remodelado com móveis funcionais, estilosos e feitos sob medida. Como trabalho na maior parte do tempo no modelo home office, isso teve um impacto bem positivo no meu bem-estar. Minha produtividade até aumentou", confessa.

Para Cláudio, a união entre a área social do apartamento foi o que mais lhe impressionou. Agora, conta que pode aproveitar ao máximo o hobby de cozinhar, interagindo com os entes queridos. "A intervenção valorizou os espaços, dando uma sensação de serem mais amplos".
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