Morar bem é... Acabar com a solidão e a inatividade

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postado em 28/01/2007 15:09
 Gladyston Rodrigues/Especial para o EM
Rose Amaral*

Com o aumento da expectativa de vida e a falta de preparo para atender o idoso em todas as suas necessidades, grande parte das famílias brasileiras se vê em apuros. São forçadas a acomodar seus idosos em apartamentos que não têm qualquer infra-estrutura ou mínimas condições para atendê-los confortavelmente. Aperta-se daqui, acomodam-se os filhos em quartos que antes eram privativos e, ainda assim, todos ficam insatisfeitos.

Por que não construir condomínios de baixo custo, mas com possibilidades de oferecer condições dignas adaptadas aos idosos? Como existem condomínios para famílias com filhos em várias faixas etárias, ainda faltam construções que atendam plenamente as pessoas da terceira idade.

Esse tipo de empreendimento poderia projetar casas pequenas, com aquilo que é indispensável à privacidade, áreas comuns como cozinha, lavanderia, espaço de lazer (piscina, sala de projeção, salão de beleza etc.), estruturas para atendimento médico e de enfermagem para primeiras providências acidentais ou ainda fisioterapia, trabalho comunitário e até (por que não?) uma creche, na qual os netos ou crianças necessitadas teriam certo cuidado de avós e estes a companhia e a alegria dos pequenos. Talvez isso resolvesse a solidão e a inatividade causadoras de tanta depressão nas maiores idades .

Esse projeto, portanto, aliviaria famílias que não têm condições de abrigar seus idosos com dignidade. Isso tranqüilizaria todos, que se sentiriam melhor assistidos. Até 2025 seremos o sexto país mais velho do mundo e, até agora, parece que o mercado ainda não acordou para esse fato. Não se trata de fazer condomínios luxuosos, mas apenas com o necessário para atender as numerosas famílias que se encontram em dificuldades e que poderiam arcar com a compra ou o aluguel desse novo espaço.

Temos aí uma tendência que ajudaria o país no que diz respeito ao crescimento e envelhecimento da população. Apartamentos com áreas privativas indispensáveis e áreas comuns que poderiam ser usadas pelos moradores com maior aproveitamento de profissionais (cozinheiros, babás, faxineiros, enfermeiros, professores), baixando os custos para os moradores sem reduzir o número de empregos.


* Pesquisadora e escritora, autora do livro Religiões que amam Deus por medo do diabo
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