Cuidados extras no verão

Para quem gosta de cuidar de plantas e flores em casa ou no apartamento, é bom ficar atento. Com o sol muito quente, é preciso observar as especificidades em relação à poda, rega e adubação

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postado em 20/02/2009 15:07 Joana Gontijo /Lugar Certo
A dona-de-casa Terezinha Reis usa a sabedoria de família para cuidar do jardim que montou no quintal - Beto Magalhães/Em/D.A Press A dona-de-casa Terezinha Reis usa a sabedoria de família para cuidar do jardim que montou no quintal
O cuidado com plantas e jardins deve ser pontual durante as quatro estações do ano. Apesar da atual instabilidade climática (calor, frio e chuva sem períodos definidos), as características tropicais do Brasil são vantagem para jardins e plantas, quando elas recebem os cuidados devidos, como poda, adubação e irrigação. No verão, a intensidade do sol requer atenção específica com as plantinhas, em uma época em que elas também nos brindam com a relva verdinha, macia, a vivacidade maior das cores, enfim, quando a natureza está em pleno desenvolvimento.

A dona-de-casa Terezinha Ribeiro Reis tem verdadeira paixão pelas plantas e flores que cultiva no jardim da casa no Bairro São Bernardo, em Belo Horizonte. Com a sabedoria que trouxe do interior, no verão cuida de fornecer sombra às mudas tampando o sol com uma estrutura que faz simplesmente com panos apoiados em varas atravessadas no jardim. Rega pela manhã e à noite, com o cuidado de não jogar o jato de água muito forte e diretamente nas plantas. "Eu jogo a água na terra. Enquanto os brotos não floresceram, a água forte pode quebrá-los. Com as chuvas típicas desta época do ano, as plantas agradecem, ficam verdes, tudo dá flor. Se a chuva for muito constante, é só fazer uma abertura para escoar a água e evitar alagamento". Com o sol quente, Terezinha também costuma deixar os esguichos sempre ligados. "Mas não pode ser só um pouco de água, porque os pingos isolados podem queimar as folhas", diz, com conhecimento que parece de um especialista.

"No verão, há uma maior evaporação de água devido à permanência das elevadas temperaturas e, com isso, o aumento das chuvas. O efeito dessa mudança climática é visível na vegetação. O desenvolvimento das espécies é mais rápido, surgem novos brotos, galhos e algumas aumentam de tamanho e volume", explica a paisagista Juliana Santos, sócia da Trópica Jardinagem e Paisagismo.

Quanto às regas, a paisagista orienta que as espécies mais expostas ao sol necessitam de maior controle na irrigação. Nas regiões com verão mais seco, continua, o principal cuidado é não deixar o solo sem água, pois a falta de umidade dificulta o desenvolvimento das plantas, que podem até sofrer desidratação. Em locais de chuvas constantes, Juliana salienta a importância de manter o solo afofado, a fim de garantir maior drenagem e aeração. "O ideal é regar as plantas entre as 7h e 9h, ou após as 18h, o que evita a perda por evaporação e a queima das folhas quando em contato com a água e os raios solares. O solo deve ser mantido úmido e as folhas devem ser molhadas para refrescar e retirar a poeira. Outro fator importante é o cuidado com o jato de água, pois uma grande pressão pode quebrar os novos brotos e danificar as flores".

Para as plantas que crescem muito rápido, como no caso das espécies utilizadas em topiaria e cercas vivas, a paisagista recomenda poda mensal. "O buxinho (Buxus sempervirens) e o viburno (viburnum suspensum) são alguns exemplos. Mas é bom ficar atento para não podar as gemas e os botões florais que surgem nesta estação. Neste caso, é recomendado a poda no inverno, quando as plantas estão em dormência", alerta.

ADUBAÇÃO

Em relação à utilização do adubo, Juliana explica que a primeira adubação do ano deve ser feita em janeiro, a segunda em maio e a terceira em setembro, uma vez que os vegetais precisam de nutrientes para se desenvolverem com maior resistência às doenças e ficarem mais vistosos. Após a adubação, a rega é fundamental para que os nutrientes cheguem até a raíz. Para estimular a floração, a paisagista recomenda o uso de adubos com alto teor em fósforo e, para o crescimento, os que contêm nitrogênio.
SXC.hu/Banco de Imagens

"A cada clima existem variedades de plantas que se adaptam melhor às suas condições. Umas podem ficar o dia inteiro sob o sol, outras precisam somente da luminosidade, ficam em locais sombreados, mas que tenham luz natural. Algumas toleram climas frios com geadas, outras não. Existem as que suportam um solo bem drenado com pouca umidade, outras sobrevivem em solos completamente alagados. Das plantas que florescem no verão e dão aquele colorido no jardim, destaco a ixora (Ixora coccinea), onze-horas (Portulaca grandiopica), maria-sem-vergonha (Impatiens walleriana), estrelítzia (Strelitzia reginae)", continua, lembrando que é fundamental obedecer as exigências de cada espécie, se necessitam de sol, sombra, meia sombra e, para cada uma, frequências de regas específicas.

A variedade de plantas que desabrocham no verão é grande, mas existem outras espécies que florescem em outras estações, como no outono e inverno. Juliana cita a azaléia (Rhododendron simsii), bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima), glicínia (Wisteria sinensis), entre outras. "As plantas de sombra não podem ficar expostas ao sol, necessitam de radiação indireta, basta a luminosidade natural para realizarem a fotossíntese. Como exemplo temos as jibóias (Epipremnum pinnatum) e o copo-de-leite (Zantedeschia aethiopica)".

Se, por um lado, as grandes podas são evitadas no verão, a grama deve ser aparada mais de uma vez ao mês, devido ao rápido crescimento. "O gramado no verão está em pleno desenvolvimento por causa das frequentes regas e adubações nitrogenadas, por isso, exige poda constante, com intervalo de 15 a 20 dias. É importante mantê-lo aparado, e cada espécie exige uma altura no corte".

As plantas de temporadas, chamadas plantas anuais, que tem seu ciclo de vida em torno de um ano, exigem mais cuidados. A paisagista conta que sempre depois de cada florada, elas morrem e dão lugar aos brotos para iniciarem um novo ciclo de vida. "Assim, a manutenção é mais frequente, pois é preciso retirar as plantas que morreram. Portanto é bom saber qual será a disponibilidade do cliente para os cuidados com o jardim. Para aqueles que não gostam de cuidar e dedicar muito tempo ao jardim, o ideal são plantas mais rústicas e de pouca manutenção. Já as pessoas que gostam de tirar uma parte do dia para cuidar das plantas, são indicadas as mais delicadas".
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