Saúde da construção

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postado em 15/08/2010 13:59 Redação /Estado de Minas

“Li reportagem no caderno Imóveis, do Estado de Minas, sobre a saúde de uma construção. Gostaria de alguma orientação de como usar materiais e métodos mais saudáveis para construir minha casa. Hoje, são tantos produtos disponíveis no mercado que, com a alta tecnologia da indústria química, ficamos sem saber o que pode ou não ser prejudicial à saúde.”

Marcos Vinicius Rodrigues
Por e-mail


São muitas as discussões nessa área e há uma gama de produtos e métodos saudáveis. Entretanto, podemos dar alguns exemplos que devem ser evitados ou ter seu uso controlado, sempre levando-se em consideração o foco saúde. É recomendado na fiação ou outra coisa que leve plástico, evitar o PVC, que contém ainda muito cloro na fabricação e metal pesado (chumbo), que é usado como estabilizante nesse material. A fumaça do PVC é altamente tóxica. É, entre os plásticos, o menos reciclável. Ele pode ser substituído, pois já existem fornecedores com fiação em polipropileno ou polietileno (PP ou PE), que são plásticos bem menos prejudiciais à saúde, seja na fabricação, seja no uso.

Deixe de usar o cobre. A corrosão da água pode levar detritos e serem consumidos. A lâmpada fluorescente também não é recomendada. Ela é um tubo com um gás de mercúrio que incandesce quando se tem um pulso elétrico do reator. Há uma emissão de raios ultravioleta e, na realidade, deve-se usar filtro solar quando exposto a essa lâmpada. Quando ela começa a perder o branco, maior a incidência de raios ultravioleta. O branco é sal de fósforo, que é radioativo.

Além disso, quando o reator começa a falhar emite um som inaudível, mas que causa efeitos no organismo, como estresse. O pulso luminoso é mais rápido que a percepção da visão, por isso não pode ser usada em máquina que se movimenta rápido, pois dá efeito estroboscópico, deixando a impressão de que a máquina está parada, podendo provocar acidentes.

Fala-se muito em economia ao se referir a esse tipo de lâmpada, mas não se pensa na saúde dos moradores ou pessoas que vão ficar expostas a ela durante muito tempo. Em caso de acidente, como a queda dessa lâmpada, a indicação é que se evacue o local por duas horas e, depois, usar luvas grossas para recolher o material. Os resíduos deveriam ser devolvidos para quem estiver vendendo o produto.

Outro perigo dentro de uma construção pode vir das tintas. Uma casa precisa respirar e a parede é como o corpo. A casa de adobe permite passar as gotículas de água. Quando é 6h, começa a incidência de calor na superfície da parede de adobe e as partículas começam a migrar do lugar mais quente para o mais frio. Começa transferência de fora, onde está calor, para dentro, que está mais frio. Dependendo da espessura da parede, o processo dura 12 horas. No fim de tarde, o calor está dentro de casa e, na madrugada, vai retornando aos poucos para o lado externo.

Mas, se você passou uma tinta que plastifica a parede, a casa perde essa respiração. A tinta de terra com cola PVA também causa esse efeito. Há argamassa ou tinta que deixe a parede respirar. Em Belo Horizonte é difícil de encontrar, porque não há o hábito de usá-la. Portanto, precisa ser produzida em pequena escala. E, por isso, fica mais caro buscar em São Paulo, porque a demanda ainda é reduzida. Os pigmentos da tinta convencional têm metais pesados e solvente. Já a presença desses elementos na tinta de terra é mínima, pois há mais material pigmentador que solvente.

Flávio Duarte, arquiteto e geobiólogo

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