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Sob o signo do otimismo

Queda na taxa de juros e indicadores macroeconômicos apontam boas perspectivas para 2007

Eric Cabral Urban, diretor-superintendente da Santa Bárbara: prestações com juro prefixado - Foto: Gladyston Rodrigues/Especial para o EM
O mercado imobiliário sofreu o impacto da estagnação econômica dos últimos anos e não poderia ter melhores possibilidades de apostar suas fichas e obter sucesso nos negócios em 2007Queda da taxa de juros, incentivos e recursos do governo anunciados para o Sistema Financeiro de Habitação (SFH), além da participação de instituições privadas na aplicação de recursos, são algumas das indicações de que o setor imobiliário adentrará o ano novo com o pé direito

Esse conjunto de fatores positivos propiciou a reformulação do sistema anterior e deu novo formato ao crédito imobiliário“As prestações podem ser calculadas com juro prefixado e prestações fixas, proporcionando segurança para aqueles que querem comprar a casa própria e necessitam de financiamento”, explica Eric Cabral Urban, diretor-superintendente da Santa Bárbara Desenvolvimento Imobiliário, empresa que atua em Minas há 40 anos e acaba de entrar no mercado paulista

A aposta de que 2007 será um ano de arrancada nos negócios gerou otimismo no setorCaio Mário Campos Ferreira, diretor do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci-MG) e da Cidade e Campo Imóveis, acredita que em 2006 ocorreu uma forte reação no mercado de São Paulo que, segundo ele, apresentou crescimento de 5%, principalmente no ramo de imóveis residenciais“ Os negócios começam por São Paulo, carro chefe da economia nacionalPosteriormente, difundem-se para os outros estados em proporções compatíveis com a força econômica de cada um”, afirma

Segundo o presidente do Secovi-MG e CMI/MG, Ariano Cavalcanti de Paula, os números resultam de um conjunto de fatores, incluindo a redução do preço de uma série de produtos usados na construção civil e as mudanças nos financiamentos habitacionais“O crédito para a casa própria se encontra em pleno crescimento, impulsionado, principalmente, pela estabilização da economia e pela redução gradativa da taxa básica de juros”, destacaAssim, 2007 promete ser um dos melhores anos para o mercado imobiliário