O sociólogo alerta que este tipo de movimento caracteriza uma ação individualista que não contribui para que a violência urbana seja combatida e minimizadaIsso só retarda uma solução coletiva para o problema, observa.
Outro fator negativo, na avaliação de Pereira Prates, é que a vida em comunidades fechadas priva as crianças do convívio com a heterogeneidade socialUma das experiências mais ricas para a formação de um cidadão é conviver com as diferenças sociais e ideológicas.
Ele considera, entretanto, que a recente melhora na mobilidade social no Brasil tem proporcionado nas escolas de centros urbanos esse convívioJá é comum ver o filho de um balconista de loja freqüentar o mesmo colégio que o filho de um médico ou empresárioO que é um alento, já que a opção por viver em condomínios é circunstancial, movida pelo medo da violência, e o aumento da mobilidade social indica que está havendo uma mudança estrutural no país, afirma