Material mais em conta

Economia pode ser feita na escolha das marcas de tubos e conexões, metais e louças para a obra, desde que o consumidor verifique a existência de selos de certificação de qualidade

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postado em 02/02/2009 18:49
"Cabe ao projetista decidir com o cliente aquele material que melhor atende as expectativas e características da construção" - Marcelo Dicker, engenheiro e presidente da Abrasip
O material mais utilizado nos sistemas de água quente e fria, esgoto e drenagem são tubos e conexões em cobre e os materiais plásticos, como PEX, PPR e PVC. Mas o presidente da Associação Brasileira de Engenharia de Sistemas Prediais (Abrasip), Marcelo Dicker, lembra que existem no mercado diversos tipos de produtos, cada um com suas vantagens em relação a custo, uso, tipo de construção e resultado desejado. "Cabe ao projetista decidir com o cliente aquele material que melhor atende as expectativas e características da construção".

Para o bombeiro hidráulico Patrick Roncali Zardini de Morais, é possível reduzir gastos com material mantendo a qualidade na rede. O especialista acredita que o mais importante não é escolher o produto pela marca, mas pela certificação para construções da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

O bombeiro diz que a diferença de preço entre peças do mesmo padrão de qualidade pode ser de 15%. Ele cita como exemplo um tubo de seis metros feito por uma marca famosa, que custa em media R$ 70, e outros de R$ 60 de fabricantes alternativos. Morais ressalta que as peças metálicas são as mais caras e a escolha é orientada também pela aparência e preço.
"A peça hidráulica em si dificilmente vem com defeito. Os problemas são gerados na maneira de utilizar o material" - Patrick Zardini e Morais, bombeiro hidráulico

O engenheiro e diretor do Sinduscon, Contídio Alvim Drumond, ressalta que também dá para economizar nas louças e metais, sem comprometer o resultado operacional da rede. "Desde que tenham selo do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), todas as peças funcionam e a escolha vai depender do orçamento disponível".

O local da construção, ressalta Drumond, também influencia o custo dos sistemas. Ele chama a atenção para a harmonia entre a rede hidráulica e de esgoto com normas de ventilação, especialmente para o vaso sanitário e a cozinha. "É muito frequente ter que usar material que suporte pressão mais elevada, principalmente no período da noite, evitando problemas de vazamento e perda de vida útil dos materiais", explica o engenheiro.

ATENÇÃO ÀS NORMAS

A decisão por qual tipo de caixa d’água usar dependerá de várias questões relacionadas ao projeto. Marcelo Dicker explica que é preciso verificar se o volume de água a ser dimensionado está compatível com os espaços disponíveis para acomodação ou se a estrutura de concreto da cobertura suporta o volume de água dimensionado.

A Copasa é responsável por fornecer uma pressão mínima de 10 metros de coluna d’água e máxima de 60 metros de coluna d’água para todos as construções. "Qualquer valor diferente deve ser informado à concessionária, para uma avaliação e orientação quanto à necessidade de adotar válvulas redutoras de pressão". As caixas de gordura seguem especificações das empresas de saneamento e podem ser construídas com concreto durante a obra ou compradas pré-fabricadas, de acordo com as normas sanitárias, o que torna a instalação mais rápida.

Dicker ressalta que, assim como em outros sistemas, é importante que, depois da conclusão da obra, haja manutenções periódicas para que fique garantido o bom funcionamento do sistema hidráulico. Ele destaca que a descoberta de vazamentos ocorre somente depois de vários dias de desperdício de água ou de possíveis estragos na edificação. O diretor do Sinduscon-MG ressalta que barulhos na descarga podem ser sinal de problemas na rede.
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