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Sindicato cobra aprovação de projetos

Denise Menezes
Gerente comercial da Construtora Probase, Arlem Martins Saraiva informou que as vendas cresceram cerca de 30% - Foto: Gladyston Rodrigues/Ao Cubo Filmes - 19/2/08
Para Geraldo Jardim Linhares Junior, vice-presidente da área de Materiais, Tecnologia e Meio Ambiente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG), e que acompanha e negocia, pela instituição, a execução do Minha casa, minha vida no estado, os resultados alcançados pelo programa têm de ser analisados por dois parâmetros diferentesO primeiro se refere aos reflexos no mercado das medidas implementadas para favorecer famílias com renda entre três e 10 salários mínimos, e o segundo em relação ao atendimento à faixa de renda entre zero e três salários mínimos.

"São situações distintasNa parte que se refere ao atendimento às famílias de três a 10 salários mínimos, onde a compra é feita com a construtora, por meio de financiamento associativo, houve uma melhora nas condições de crédito para o cliente e um reflexo direto na velocidade de vendas para as empresas que já estavam atuando nesse segmento, com empreendimentos lançados e land bank (banco de terrenos) adequado a esse perfilMas a construtora que saiu do zero está enfrentando dificuldades para encontrar terrenos, cujos preços dispararam, além de problemas burocráticos para a aprovação de projetos, processo que continua muito moroso", reclama.

Já para as empresas que atuam no segmento mais popular, para atendimento de famílias entre zero e três salários mínimos, Linhares Junior considera que os primeiros sete meses do programa foram de negociação com a CEF e prefeituras para a definição de parâmetros que tornem viáveis os investimentos"Essas negociações estão praticamente encerradas e acredito que daqui para frente haverá a adesão de mais empresas ao programa para o atendimento a esse públicoContagem e Betim, que saíram na frente, oferecendo isenção de impostos para as empresas e estabeleceram por lei um processo de aprovação de projetos mais ágil, devem receber o maior volume de empreendimentos", prevê.