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Levantamento mostra variação de preços na construção em BH

É bom pesquisar, já que para alguns materiais a diferença pode ser significativa

Joana Gontijo
- Foto: Gladyston Rodrigues/Ao Cubo Filmes
Quem está pensando em construir ou reformar, deve ficar atento ao preço de algumas matérias-primas que podem ser necessáriasUm levantamento realizado na quarta e quinta-feira passadas pelo site Mercado Mineiro, que abrangeu o valor de materiais de construção (tintas, tubos de esgoto, de água, conjunto de louças para banheiros, ferragem, areia, tijolo, prego, caixa d'água, brita e cimento) encontrou variaçãoes que podem ultrapassar a casa dos 200%Portanto, como orienta Feliciano Abreu, é importante o planejamento correto da obra, de preferência com acompanhamento de um engenheiro civil, arquiteto ou mestre de obras, que saberá orientar quanto à qualidade e quantidade de insumos necessários, já que a diversidade de marcas disponíveis no mercado é grande

A pesquisa, realizada em 12 depósitos de materiais de construção em Belo Horizonte, encontrou a maior diferença, de 228,12%, para a tinta látex PVA (pintura externa e interna, em lata de 18 litros), que tem preço variando entre R$ 32 (marca Tintex) e R$ 105 (Bema), e preço médio de R$ 70,16Com menor valor de R$ 13,80 (marca Polifit) e maior de R$ 37,80 (Tigre), o tubo de esgoto em barra de PVC de 50 mm apresentou variação de 173,91%, com valor médio de R$ 24,02, ainda de acordo com o Mercado Mineiro.

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O tubo de água em PVC (25 mm) foi encontrado por valores entre R$ 7 (Unocan) e R$ 16,50 (Tigre), o que representa 135,71% a mais, e a variação de preços chegou a 138,54% para o conjunto de louças para banheiros Celite, com valor médio de R$ 156,31, entre R$ 108,10 e R$ 257,87 Para a ferragem (barra de 12m, 4.2), a diferença de mercado chegou a 54,83%, com menor preço de R$ 4,65, maior preço de R$ 7,20, e valor médio de R$ 6,19A pesquisa também abordou o valor do prego (17/21 kg), e encontrou números entre R$ 4,65 e R$ 8,50 (diferença de 89,32%)Já a areia lavada fina M³ obteve uma variação de 30,26% (menor preço R$ 49,90 e maior preço R$65), enquanto o tijolo furado milheiro (29 x 19 x 9) variou entre R$ 450 e R$ 650, diferença de 44,44%.

O levantamento também considerou a evolução do preço de alguns itens entre os meses de setembro e novembro deste anoPara a caixa d'água (em fibra de 500 litros), os preços passaram de R$ 150,32 para R$ 178,08, respectivamente, um aumento de 18,46% que significou, em termos concretos, R$ 27,76 a mais no valor médioA brita (nº 0), por exemplo, era encontrada por aproximadamente R$ 50,63 em setembro e passou para R$ 53,36 dois meses depois, com variação de 5,39% (R$ 2,73)

Já a tinta látex PVA para ambientes externos e internos, em lata de 18 litros, passou do menor valor médio de R$ 54,19 para R$ 70,16, entre os dois meses, o que representou uma diferença de R$ 15,97 (29,47%)
Por fim, o Mercado Mineiro apontou uma variação de 1,1% no preço do cimento Holcim CPIII40, entre setembro e novembro, que pulou de R$ 18,15 para R$ 18,35