Para isso, a própria Even, que contratou há um mês a primeira pedreira, Maria Cristiana da Silva, pretende iniciar um projeto de absorção da força de trabalho feminina que está saindo das salas de aula"O que falta é quebrar essa barreira, porque a mulher tem capacidade de trabalhar na obra, principalmente por ser mais cuidadosa e dar atenção aos detalhes", afirma Olívia.
A MRV também garante que está ampliando o campo de atuação das mulheres interessadas em entrar no canteiro de obras"No início do ano vamos iniciar, no mínimo, oito a 10 empreendimentos e pretendemos contratar de 200 a 300 profissionais e não há distinção de sexo", afirma José Luiz Esteves da Fonseca, gestor regional de obrasApesar da abertura, ele confirma que é na área de pintura, rejunte e limpeza final que a mão de obra feminina ainda predomina"São as funções que requerem menos esforço físico e mais capricho e carinho", explicaMas ele garante que, diante da carência do mercado, não há por que negar o trabalho das profissionais recém-qualificadas
Com mulheres em todas as áreas da empresa, desde as operacionais até gerenciais, a Habitare investe na formação dessas profissionais que querem crescer no setor"Muitas entram como servente de obras e auxiliar de serviço e são qualificadas aqui mesmo e aumentam as chances de melhoria na carreira", afirma a analista de Recursos Humanos da Habitare, Camila Renata da Silva AlvesIndependentemente do sexo, hoje os interessados podem se candidatar a pelo menos 144 vagas com contratação imediata e se inscreverem para as milhares de chances que estão prestes a surgir no mercado