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Boas perspectivas para 2010

Denise Menezes
Presidente da Lar Imóveis, Luiz Antônio Rodrigues afirma que venda de unidades de luxo ajudaram a elevar as vendas - Foto: Gladyston Rodrigues/Ao Cubo Filmes

Superado o período mais difícil da crise, o mercado imobiliário tem boas perspectivas para 2010, com um cenário de grande volume de vendas em todos os segmentos"Acredito que em 2010 teremos um mercado mais aquecido porque vão se consolidar todas as medidas tomadas para o incentivo à construção civil, principalmente aquelas referentes à melhoria de acesso ao crédito imobiliárioApesar de, nos últimos anos, termos batido recordes em cima de recordes de volume de recursos destinados ao financiamento imobiliário, há ainda uma grande margem para o crescimento e uma demanda reprimida enorme", afirma o presidente da Rede Netimóveis, José De Filippo Neto.

Segundo ele, enquanto países em estágio de desenvolvimento semelhante ao do Brasil, como o Chile, disponibilizam recursos para o financiamento habitacional de cerca de 15% do Produto Interno Bruto (PIB), no Brasil, esse índice, embora venha crescendo, é ainda de 3,7%"Portanto, temos muito ainda a crescerAlém disso, uma grande sacada do governo foi a implementação do programa Minha casa, minha vida, dando acesso à casa própria a classes antes excluídas do mercadoEntão, temos todas as condições de entrar no círculo virtuoso de crescimento, que irá perdurar ainda por muito tempo", avalia.

José De Filippo lembra da importância que o fomento à construção civil tem para o desenvolvimento da economia de um país"Historicamente, todos os países que passaram por ondas de crescimento econômico promoveram antes medidas de estímulo à construção, que tem como nenhum outro setor a capacidade de gerar renda e emprego à população", acrescenta.

Haldane Teixeira, presidente da Rede Morar, também aposta em bons negócios em 2010"Acredito em um crescimento dos negócios para as empresas da rede entre 8% e 10% sobre a média dos resultados apurados no segundo semestre deste ano", afirmaSegundo ele, as boas perspectivas são baseadas no aumento de volume de recursos disponíveis para o financiamento habitacional, não só os vindos da Caixa Econômica Federal, mas também os dos bancos privados, e também da consolidação das medidas de incentivo à aquisição da casa própria implementadas pelo governo.

"O Minha casa, minha vida trouxe um alento para o brasileiro de baixa renda, oferecendo subsídios e juros mais baixos no financiamento habitacional, e os bancos privados têm se mostrado mais agressivos na oferta de crédito imobiliárioPortanto, o volume de recursos disponíveis deve crescer, facilitando a realização de negócios com imóveis", diz Haldane.