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Mercado imobiliário supera crise e fecha 2009 com significativo volume de vendas

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postado em 13/12/2009 15:03 Denise Menezes /Estado de Minas
SXC.hu/Banco de Imagens
Apesar de ter começado o ano sob os maus presságios da crise financeira mundial, deflagrada em meados de setembro de 2008, o mercado imobiliário reagiu e fecha 2009 com significativo volume de vendas na Região Metropolitana de Belo Horizonte. "Tivemos um resultado de vendas que superou nossas expectativas. A recuperação do mercado foi mais rápida do que esperávamos", diz o presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Ariano Cavalcanti.

Pesquisa realizada pela Fundação Ipead, em parceria com a CMI/Secovi-MG, aponta que as vendas de imóveis na capital retornaram aos patamares do período pré-crise ao alcançar novamente a marca média mensal de 3 mil unidades comercializadas já no segundo trimestre deste ano. "No primeiro trimestre, sob a influência da crise, o volume de vendas havia caído para cerca de 2,6 mil unidades ao mês", informa Ariano.

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Em sua avaliação, fatores macroeconômicos contribuíram para que o mercado imobiliário passasse praticamente incólume pela crise. "Quando a crise chegou, o Brasil estava com sua economia estruturada, com reservas cambiais elevadas e taxa de juros alta. Portanto, com uma boa margem de manobra para implementar medidas de incentivo ao consumo, como a redução dos juros", diz.

A ampla oferta de crédito imobiliário e a melhoria das condições de acesso ao financiamento, na opinião de Ariano, também foram fundamentais para a recuperação das vendas de imóveis. Segundo ele, este ano houve a consolidação do crédito imobiliário como um produto rentável para os bancos privados, o que ampliou o volume de recursos disponíveis, e também a superação do receio que o brasileiro tinha em assumir um financiamento habitacional. "Os bancos privados passaram a se interessar e investir na oferta do crédito imobiliário, o que ampliou o volume de recursos disponíveis, e o brasileiro também superou um certo trauma com os financiamentos, já que as linhas de crédito imobiliário ofertadas hoje têm taxas de juros mais baixas e prazos mais longos, diferente daquelas ofertadas na década de 1990, que, muitas vezes, pelos juros praticados, inviabilizavam o pagamento", assinala.

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Cavalcanti destaca ainda as ações de governo específicas para a área habitacional, como a implantação do programa Minha casa, minha vida, lançado no primeiro semestre pelo governo federal, que pretende incentivar a construção de um milhão de moradias para famílias de baixa renda. "Temos hoje uma política habitacional, a primeira desde o Banco Nacional da Habitação (BNH), criado em 1964 e extinto em meados da década de 1980 (1986)", acrescenta.
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