Antes de instalar o para-raios, é necessário realizar o levantamento da edificação ou do local. Em seguida, é elaborado o projeto, conforme a Norma NBR 4519, que deve ser implantado por uma empresa idônea e habilitada para isso. "Não existe uma solução-padrão e a arquitetura da edificação influi muito no projeto", observa.
Segundo ele, o melhor é que o especialista preveja o sistema de instalação do para-raios na elaboração do projeto civil da edificação. "Soluções mais seguras e econômicas são obtidas com a utilização da ferragem estrutural como elemento de condução das descargas. Isto só é possível contratando-se o projeto de sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) juntamente com o projeto civil ou de arquitetura".
O custo total, incluindo projeto, instalação e material, varia de R$ 1 mil (pequenos sistemas) a mais de R$ 1 milhão (plantas industriais complexas). "Os preços para prédios de apartamentos variam de R$ 15 mil a R$ 100 mil. O valor é em função da complexidade do trabalho
Com ou sem para-raios, é possível proteger equipamentos eletroeletrônicos e telefônicos contra descargas elétricas. Entretanto, segundo o professor José Osvaldo Saldanha, ainda não existe uma proteção 100% eficaz. "No entanto, os protetores disponíveis no mercado atenuam bastante os problemas. Mas, em dias de grande tempestade, é aconselhável desligar os equipamentos das tomadas", diz.
FILTROS
No mercado há dois tipos de protetores para a rede elétrica, conforme o professor. Um deles é o filtro de linha, que evita que ruídos elétricos existentes na rede atrapalhem o funcionamento dos equipamentos e diminuem um pouco os valores das sobretensões que chegam até o equipamento. "O outro é a tomada protegida, que evita que as sobretensões cheguem aos equipamentos".
Os protetores para rede elétrica que incorporam em seu projeto varistores - componentes eletrônicos que evitam que a sobretensão danifique o equipamento - são os melhores