As microestacas são tubos de aço que, associados com nata de cimento injetada em seu interior, permitem, por meio de perfurações em pontos estratégicos, a obtenção de um recobrimento externo de argamassa que cria aderência entre o solo e a estaca e, ao mesmo tempo, protege o elemento de fundação contra corrosões. Proporciona um aumento do atrito lateral do empuxo passivo dos solos. Como a estaca é cravada à percussão, para, em seguida, ser injetada, conseguem-se diversas vantagens sobre outros tipos de fundações.
As principais aplicações das microestacas são possibilidade de cravação em praticamente qualquer tipo de solo, cravação em locais de difícil acesso, reforço de fundações e estruturas de contenção atirantadas. "Se uma rede de água estourou e levou o solo logo abaixo de um edifício, podemos aplicar ali a microestaca, que fará o papel de sustentação, que antes era do solo. Cada estaca cravada passa a sustentar, imediatamente, 20 toneladas. O serviço demorou para se tornar conhecido, mas atualmente a demanda é altíssima. E, como patenteamos o processo de cravação, somente a Arcos Engenharia pode trabalhar com ele", afirma Pedro.
Os elementos utilizados são encontrados com muita facilidade no comércio de tubos, criando flexibilidade na sua aquisição e, dessa forma, evitando o problema que encontramos no mercado de estacas pré-moldadas ou perfis metálicos, em que ficamos sempre à mercê de dois ou três fornecedores. O transporte dos tubos pode ser feito por caminhões de pequeno porte, baixando o custo dos carretos, bem como do manuseio, carregamento e descarregamento, que não exigem guinchos ou guindastes.
RAPIDEZ
Na maioria das vezes, o serviço pode ser feito com pouca ou nenhuma alteração na rotina do edifício
A técnica proporciona alta produtividade, garantida pelas emendas especiais. Dispensa solda, limpeza no canteiro de obra, possibilita execução de estacas inclinadas e horizontais (tirantes) e proporciona grande capacidade de carga para seu pequeno diâmetro.
As microestacas podem ser acopladas, sendo uma cravada sobre a outra. Elas permitem fazer um bloco de concreto armado, que se apoia nas microestacas e envolve os pilares já existentes, travando o movimento vertical do prédio