Patrícia defende que, com criatividade e técnica, é possível transformar as instalações do hotel, com sua adequação aos padrões exigidos internacionalmente, com um custo razoável e respeitando os preceitos da sustentabilidade, iniciativa que pode, inclusive, ser incorporada ao marketing do hotel.
Recentemente, o escritório da arquiteta desenvolveu um projeto de reforma para um antigo hotel no Centro de Belo Horizonte, com um custo estimado por unidade de R$ 8 mil. "O hotel tem uma arquitetura relevante, no estilo art déco, que precisa ser preservada. Então fizemos uma proposta ao proprietário que contempla a preservação da configuração do prédio e de seu mobiliário antigo associada com a modernização das instalações, que, no projeto, está representada, por exemplo, pela aplicação de papel de parede nos quartos, troca do colchão das camas e dos enxovais, instalação de equipamentos como uma TV de LCD e um novo frigobar, e a substituição de peças hidráulicas, como torneiras e válvulas de descargas, por produtos mais novos, que permitem economia de água, além do rebaixamento com gesso do teto para a instalação de lâmpadas fluorescentes, que são também mais econômicas", destaca.
Patrícia observa que o conceito de sustentabilidade pode ser levado também às áreas sociais dos hotéis. "Hoje temos uma gama enorme de recursos, sistemas e produtos que apontam para a economia de água e energia", assinala ao citar os sistemas de reaproveitamento de água de chuva para o uso em descargas sanitárias, irrigação de jardins e lavações de instalações externas e os sensores que acionam a iluminação apenas na presença de um usuário no ambiente em que estão instalados.
Já o arquiteto Júlio Torres lembra que a iluminação artificial com o uso de LEDs também permite grande economia de consumo. "Os LEDs são obviamente mais caros que as lâmpadas comuns, incandescentes ou fluorescentes, mas têm uma eficiência energética infinitamente maior, com menor consumo e maior vida útil. Então, se há disponibilidade de recursos, a iluminação com lâmpadas de LED é uma boa opção para os hotéis, porque o investimento se paga rapidamente. As lâmpadas incandescentes podem ser usadas apenas para destacar um elemento decorativo", considera.
Para o aquecimento de água, o arquiteto pondera que, entre os sistemas alternativos, o mais adequado para os hotéis é o a gás. "O bom funcionamento do aquecimento solar depende de haver área suficiente na cobertura do edifício para a instalação das placas de captação e essa situação nem sempre é possível