Último bairro de BH

Dos 4% de áreas desocupadas que ainda restam em Belo Horizonte, cerca de 90% estão na Granja Werneck, que contará com estrutura para atender um público de 250 mil pessoas

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postado em 20/05/2011 11:17 Humberto Siqueira /Estado de Minas
Antiga fazenda será a 10ª Regional da capital e visa fomentar a vida em comunidade, tornando-se referência urbana para a vizinhança - Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press Antiga fazenda será a 10ª Regional da capital e visa fomentar a vida em comunidade, tornando-se referência urbana para a vizinhança

A capital está totalmente construída, sobrando apenas 4% de áreas desocupadas. A Granja Werneck e demais regiões do Ribeirão Isidoro representam 90% dessas áreas que restam. Para desenvolver o bairro, foram contratadas pesquisas e diagnósticos de impactos ambientais, sociais, econômicos e viários. A proposta é criar uma nova centralidade no vetor Norte de Belo Horizonte, complementando os projetos que já estão em andamento nessa área e permitindo a expansão da cidade. Outro objetivo é fomentar a vida em comunidade na região, tornando-se uma referência urbana para a vizinhança.

A Granja Werneck, que faz divisa com os bairros Novo Tupi, Ribeiro de Abreu, Lajedo e Tupi B, contará com prédios, um centro comercial e de serviços, um parque público municipal e novas vias de acesso. As comunidades e a instituição de longa permanência já existentes na região também serão preservadas e incluídas no projeto, cujo planejamento urbano está sendo conduzido por Jaime Lerner, um dos maiores especialistas do país em desenvolvimento urbano com sustentabilidade.

Segundo ele, “a característica desse projeto é manter as condições de encontro e diversidade. Vida, trabalho e lazer juntos. A sustentabilidade é uma equação entre aquilo que se poupa e aquilo que se desperdiça. E todos esses conceitos foram contemplados na Granja Werneck”, garante Jaime.

Para viabilizar a ocupação urbana da região foi realizada uma pesquisa junto à população local para ouvir sua avaliação, percepção e opinião sobre o futuro bairro. Ao tomarem conhecimento dos detalhes do projeto, 77% se mostraram favoráveis. A intenção é desenvolver a iniciativa contando com a contribuição e participação local. Também foram realizados levantamentos sobre as estruturas de saúde e educação e índices socioeconômicos da região.

Conforme explica Renato Michel, coordenador do projeto Granja Werneck, os bolsões de ocupação distribuídos ao longo do projeto serão ocupados por um mix de usos que visa trazer diversidade e animação ao projeto. “Próximo a cada área voltada ao uso habitacional estarão localizadas atividades complementares de comércio, serviços e institucionais. Essas atividades terão um peso maior na área central do projeto, a Aldeia, que funcionará como polo de atração para a área do projeto e também para a ocupação de seu entorno, sendo composta preferencialmente por uso misto (comercial, de serviços e habitacional) e equipamentos institucionais de maior porte”, pontua.

Para garantir a sustentabilidade do empreendimento, empresas especializadas, como a mineira Myr Projetos Sustentáveis, analisaram fontes de água e vegetação. Uma das principais orientações do estudo foi a definição de uma grande área verde a ser preservada, que será transformada em parque público, o segundo maior de Belo Horizonte. A iniciativa visa proteger as nascentes, impedir desmatamentos e acúmulo de lixo e se transformar num espaço de lazer único para a população da região. Atualmente, a área vem sofrendo com graves problemas de ocupação irregular, entulho, poluição de córregos e retirada de recursos naturais.

NATUREZA

Em toda a Bacia Hidrográfica do Isidoro, principal contribuinte do Ribeirão do Onça, importante afluente da Bacia do Rio das Velhas, são 64 córregos e 280 nascentes, sendo 66 drenadas ou aterradas. A área da bacia corresponde a cerca de 20% de BH e está situada, em grande parte, na Região do Isidoro.

O Córrego dos Macacos, que nasce no terreno, é considerado o último curso d’água limpo de BH. No entanto, sofre com o assoreamento. Devido à extração ilegal de madeira, formou-se uma voçoroca que vem despejando terra no leito. O projeto prevê sua recuperação. Todo o esgoto gerado será destinado à Estação de Tratamento de Esgoto do Onça, que já tem rede de coleta na região.

Outros parques serão instalados, com playground, quadras, trilhas e um espaço para shows e eventos. Além disso, o bairro terá praças e ciclovias e as construções vão obedecer a padrões ecológicos, como a redução do consumo de água e aproveitamento de luz e ventilação naturais.

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