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Individualismo do bem

HidrĂ´metros que medem o uso de Ă¡gua em cada apartamento otimizam seu uso e faz com que moradores economizem mais, provocando queda no consumo total do bem

Humberto Siqueira
Diretor da Green Gold, Júlio César Fonseca informa que o sistema de aproveitamento de água reduz o gasto em até 40% - Foto: Eduardo Almeida/RA Studio
O sistema hidráulico individualizado, recentemente regulamentado pela Copasa, também garante a racionalização da utilização de água. Isso porque o usuário sabe que pagará por aquilo que gastar e, por isso, se policiará para não desperdiçar. Segundo o diretor financeiro da Construtora Prisbel, Luciano Muniz, o sistema de divisão de água tende a modificar a cultura atual dos empreendimentos e dos moradores. “As pessoas vão economizar mais e o consumo total de água vai cair”, acredita.

Nos empreendimentos da Prisbel, Luciano pretende instalar hidrômetros digitais, novos no mercado. Eles são controlados por um computador central, que mede automaticamente o uso de água em cada apartamento e, assim, consegue otimizar o sistema hidráulico.

Além disso, a Prisbel utiliza uma tecnologia de distribuição de água, chamada Pex, em seus empreendimentos. Como a tubulação fica dentro de uma mangueira, ela elimina a necessidade de obras caso o morador perfure algum cano por acidente. Basta trocar a mangueira para consertá-lo.

Entre as medidas tomadas pela Green Gold Engenharia e Projetos no sentido de economizar água, está a captação e uso de águas pluviais e cinzas para reaproveitamento. Nesse caso, a água da chuva é utilizada para a limpeza de pátios, carros, garagem e irrigação do jardim, por exemplo. As águas cinzas, aquelas que caem na pia e no chuveiro, podem ser aproveitadas na descarga de vaso sanitário. “Em um projeto institucional, a utilização de sistema de aproveitamento de água reduz o consumo de 30% a 40%”, destaca o diretor de engenharia da empresa, Júlio César Fonseca. “Com a utilização de materiais que diminuam o consumo de água, como determinadas louças e metais sanitários, esse índice aumenta ainda mais”, acrescenta.

Na área de saneamento básico, a empresa já realizou projetos nos quais se instalam estações próprias de tratamento de esgoto em condomínios, uma alternativa bem mais responsável que o despejo de dejetos em fossas sanitárias, como ocorre largamente em condomínios de luxo.

PRATICIDADE A automação predial tem o mérito de reunir todas as informações
. O porteiro ou gestor do condomínio tem, em seu monitor, desde avisos sobre luzes acesas ou desligadas até o controle dos aparatos de segurança do edifício. Câmeras de visualização interna e externa do empreendimento, controle do gás, do volume de água na caixa d’água e a frequência de limpeza e irrigação do solo podem ser centralizados em um único programa.

Por não exigir pagamento de mensalidades, praticamente não onera o orçamento do condomínio. Salvo na necessidade de manutenção de algum dos equipamentos. “Depois da instalação, a tendência é de que os moradores gastem cada vez menos com o condomínio devido à diminuição de desperdícios”, afirma Daniel Salles, diretor da DH Link Sistemas Ltda.

Como exemplo, ele cita o fato de o computador desligar 50% das luzes da garagem durante a madrugada. Ou de apontar defeito em equipamentos como a bomba de água. “Todo edifício tem duas bombas. Às vezes, uma estraga e não se percebe, pois a segunda fica funcionando. Mas isso não é bom, pois o ideal é que elas operem intercaladamente, para evitar a sobrecarga. Ao avisar sobre o problema em uma delas, o programa pode estar também evitando que a segunda bomba estrague e traga mais despesas”, esclarece Daniel.