O presidente da Abcon diz que os riscos a que estão expostos condôminos, empregados, prestadores de serviços e visitantes são são classificados em biológicos, químicos e ergonômicos. “O químico, por exemplo, envolve o uso de produtos de limpeza inadequados, que podem causar ferimentos de pele e contaminação por gases químicos”, explica.
Helbert Silva aponta cinco fatores para eles ocorrerem. O agente de lesão – o que o ocasiona – é um deles, que pode ocorrer devido à ponta de um corrimão mal instalado. Outro fator é a condição insegura. “São as falhas físicas que comprometem a segurança das pessoas. Exemplo é a carência de dispositivos de segurança, condição defeituosa das escadas, iluminação inadequada etc..”
Há, ainda, o ato inseguro, ou seja, quando a própria pessoa se expõe, consciente ou inconscientemente, a risco de acidente. “Subindo ou descendo as escadas correndo, sobrecarregando o elevador, entre outras”, diz Helbert
Por fim, o presidente da Abcon diz que existe o fator pessoal inseguro, que é a característica mental ou física que ocasiona o ato inseguro. De acordo com Helbet Silva, em muitos casos também criam condições inseguras. “Desrespeito às instruções, má interpretação das normas, nervosismo, excesso de confiança e falta de conhecimento de práticas seguras são alguns exemplos.”
RESPONSÁVEL
As consequências dos acidentes podem ser físicas, materiais, financeiras, jurídicas e penais, conforme Helbert Silva. E, caso ocorram, apuradas as causas e responsabilidades, tanto o condomínio quanto o síndico podem ser acionados judicialmente. “O síndico é o representante legal do condomínio, mas seus proprietários são os condôminos, que respondem pelas ações e decisões do condomínio”, diz.
Por isso, para evitar que acidentes aconteçam, Helbert recomenda que tanto os condôminos como o síndico criem e façam prevalecer um manual de segurança e prevenção de acidentes condominiais. “Deve ser feita uma análise de riscos e vulnerabilidades do condomínio para implementar medidas preventivas que permitam evitar a ocorrência de acidente e viabilizar a gestão da segurança condominial”, indica.