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Vetor Norte recebe empreendimento com 550 lotes

RegiĆ£o fica entre a Cidade Administrativa e o aeroporto de Confins

Paulo Henrique Lobato
O condomínio da Lagoa dos Ingleses só emplacou nos últimos anos - Foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press

Doze anos depois da inauguração do Alphaville Lagoa dos Ingleses, em Nova Lima, numa das regiões mais valorizadas do estado no início da década passada, o grupo paulista Alphaville Urbanismo S.A. vai erguer outro condomínio de alto padrão na Grande Belo Horizonte. O empreendimento será batizado de Alphaville Minas Gerais e vai ocupar uma área de 873,2 mil metros quadrados, em Vespasiano, próxima à MG-10, uma das vias que fazem parte da Linha Verde e cujo valor de mercado tem se valorizado bastante nos últimos anos. A empresa não revelou os valores do investimento e dos lotes, mas, segundo corretores consultados pelo Estado de Minas, o preço do metro quadrado deve girar em torno de R$ 500.

O futuro condomínio, de acordo com profissionais da área, terá pouco mais de 550 lotes, divididos em duas categorias: residenciais de 450 metros quadrados (cerca de R$ 225 mil a unidade) a 790 metros quadrados (aproximadamente R$ 395 mil) e comerciais com pelo menos 1 mil metros quadrados (o preço não foi estimado, pois áreas comerciais podem levar algumas variantes em conta). Procurada, a empresa não confirmou esses números. Apenas a título de comparação, corretores da Cândido de Sá Imóveis, que trabalha exclusivamente com o Aphaville, informaram que o preço médio do metro quadrado de um lote no condomínio Lagoa dos Ingleses é de R$ 400.

“Quase todos os lotes foram vendidos antes do lançamento do Alphaville Lagoa dos Ingleses”, recordou um funcionário. O mesmo deve ocorrer com o novo condomínio, que ainda terá praças temáticas, um clube com quase 15 mil metros quadrados e trilhas. Assim como o Lagoa dos Ingleses, cujo chamariz natural é a lagoa homônima, o novo empreendimento também terá como destaque uma área verde de aproximadamente 350 mil metros quadrados.

A chegada do Alphaville ao chamado Vetor Norte da Grande Belo Horizonte reforça a valorização dos terrenos daquela região, impulsionada por vários motivos, sobretudo, pela construção da Linha Verde, pela transferência da sede do governo do estado para o terreno onde funcionou o Hipódromo Serra Verde, e pela revitalização do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins. Várias empresas estão interessadas em construir filiais por ali, devido a facilidade de exportação.

“Em termos de valorização, o Vetor Norte e a Região Sul têm sido melhores as opções de investimento imobiliário, com valorização de cerca de 20% a 25% ao ano. Estudos desenvolvidos por órgãos municipais demonstraram que dentro de poucos anos o Vetor Norte vai ter uma renda e movimentação financeira maiores do que as do restante da região metropolitana
. A área está causando uma migração de moradias e diversificação do mercado imobiliário”, diz Jader Nassif, vice-presidente da área de loteadoras da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG).

Ele recorda que outro motivo da valorização da área é a baixa oferta de moradias em outras regiões da cidade: “Isso acaba levando a demanda para lá. A região tem oferecido grandes empreendimentos, que são atrativos por questões de logística e de topografia, marcada ainda por terrenos mais planos e acessíveis”. A valorização do Vetor Norte despertou a atenção de vários grupos imobiliários, que estão lançando empreendimentos nas proximidades da Cidade Administrativa.