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Mansão em Santa Catarina valoriza princípios básicos e dá uma aula de arquitetura

Casa joinvilense permite a perfeita união entre a obra e a natureza do entorno

Joana Gontijo
- Foto: Chan/Divulgação

Projetos arquitetônicos, quando são eficientes, apresentam algumas características em comum, partindo de preceitos teóricos e práticos que são repetidamente anunciados na faculdade de arquitetura. Quando se está estudando a área, estes conceitos aparecem frequentemente durante os anos de curso: a melhor posição do imóvel no terreno, no que se refere a aclives, declives e iluminação natural, assim como a direção dos ventos e as aberturas que irão tirar proveito disso. Mesmo que sejam uma constante na formação acadêmica, estas ideias muitas vezes não estão presentes na maioria das construções reais, que não conseguem resolver bem as questões que envolvem a integração da obra com o meio existente. Isto não acontece com esta casa de 970 m² em Joinville, Santa Catarina, que, ao contrário, carrega vários ensinamentos para quem quer fazer uma boa arquitetura.

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- Foto: Chan/DivulgaçãoAssinado pelos profissionais do escritório Metroquadrado, o conceito primeiro da morada se desenhou a partir dos traços físicos do lote, plano por um lado e, na outra parte, caracterizado por um declive pronunciado. O acesso para casa foi colocado na área mais horizontal, e serve para a entrada também de veículos, sendo que a garagem fica localizada em um andar semienterrado por baixo, explorando a inclinação.

A construção, batizada de Casa Jatobá, foi distribuída no terreno de forma a assegurar o melhor aproveitamento da insolação nos quartos e, em relação aos outros cômodos, não existe nenhum que deva percebê-la em fartura obrigatoriamente. Em algumas situações, a opção é por favorecer os ambientes de convivência e, em outras, as áreas particulares. Considerando este projeto especificamente, a segunda escolha se sobressai, de acordo com a utilização que os moradores dão aos dormitórios.

Os contornos da volumetria que envolve a casa são um dos pontos altos e saltam aos olhos. Diferentes planos nascem a partir do recuo das esquadrias, sendo que a espessura das paredes e a adequação ao terreno dão origem a um volume totalmente conectado à paisagem ao redor, apesar do tamanho da residência, salienta um dos criadores da obra
. O uso eficiente das correntes de ar, valorizando a ventilação cruzada em todos os ambientes, é um sinal dessa integração. Um exemplo é a sala de estar, que incorpora também o espaço gourmet e o jantar, e é adornada por dois generosos painéis de vidro (um voltado para o norte, outro para o sul) que certificam a renovação do ar.

No pavimento térreo estão, além destas salas, as áreas de serviço e o escritório. No interior, outro destaque, em termos arquitetônicos, é a lareira reversível, que liga dois ambientes, presente tanto no estar quanto na varanda. No andar de cima, uma passarela de circulação com mezaninos dos dois lados dá o tom da configuração dos cômodos. Ela faz o papel de uma ponte que conecta a suíte principal aos outros quartos e à sala íntima, proporcionando um espaço mais reservado para o casal.

A decoração contemporânea que prioriza tonalidades escuras, como marrom e preto, ganha um clima mais acolhedor através dos materiais selecionados, que transmitem calor à casa. Por fora, muito verde, muitas árvores, e uma rica natureza original, incrementando a proposta paisagística na área externa. Graciosos espelhos-d'água aparecem ao longo da varanda, formando um belo cenário junto com o jardim. Na parte mais acentuada do declive, a piscina de borda infinita completa o visual e reforça a palavra-chave que emoldura este projeto: por fora ou por dentro, o ápice da casa é a integração, o diálogo direto entre a arquitetura e o meio ambiente.

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