Unidades cobiçadas

Empreendimentos oferecem opções de cobertura linear e top house na capital

Estes tipos de apartamento agradam os clientes, mas a oferta ainda é pequena em Belo Horizonte

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postado em 03/01/2014 10:56 / atualizado em 03/03/2015 18:04 Celina Aquino /Estado de Minas
Perspectiva da cobertura tipo top house no condomínio Vila Grimm, no Vale dos Cristais, em Nova Lima - Perspectiva/Divulgação Perspectiva da cobertura tipo top house no condomínio Vila Grimm, no Vale dos Cristais, em Nova Lima

Não basta morar no topo do prédio. Os mineiros que sonham em comprar um apartamento no último andar demonstram interesse em projetos diferenciados que ofereçam mais conforto e praticidade. De olho nas tendências, as construtoras oferecem duas opções que fogem do tradicional: a cobertura linear e a top house. Apesar da demanda crescente, ainda há pouca oferta em Belo Horizonte.

A cobertura top house se aproxima mais do conceito de uma casa de dois andares. Sala, cozinha e área de lazer ficam no primeiro pavimento, enquanto os quartos estão no andar de cima. Entre as vantagens, destacam-se a privacidade da área íntima e o maior uso da parte externa, que se integra ao espaço interno. Já a cobertura linear chama a atenção por não ter escada, já que todos os ambientes da casa estão no mesmo nível. Além disso, como normalmente é uma por andar, o morador não tem vizinho de porta e ainda pode apreciar a vista de todos os ângulos do prédio.

Para o Edifício Mayfair, no Bairro Sion, Região Centro-Sul da capital, a Construtura Ártico projetou duas top house e uma linear. A sócia-gerente Estefanie Jorge explica que a ideia era aproveitar melhor o terreno e oferecer mais opções de cobertura, que costuma ser a unidade mais cobiçada em um residencial. Na top house, de 157 metros quadrados, há sala ampla com pé-direito duplo, escritório com lavabo e varanda coberta, que pode se transformar em ateliê, sala de música, espaço gourmet, home cinema ou sala de leitura. Uma delas está à venda por R$ 1,4 milhão. “A parte de cima da cobertura fica subutilizada porque os moradores só vão quando fazem um evento. Na top house, você acaba usando a área externa todos os dias e de maneira mais facilitada. Os clientes gostam porque preferem utilizar a área social durante o dia e subir a escada somente para ir para os quartos.”

Na visão de Estefanie, a cobertura linear atende o público mais velho que está se mudando de uma casa, mas não quer se sentir preso no apartamento. No Edifício MayFair, ela ocupa 162m² e vale R$ 1,5 milhão. “É muito agradável morar em uma casa no alto. A pessoa se sente mais solta e tem mais possibilidade de integrar a área externa”, destaca.

Alto padrão

A diretora comercial e de relacionamento do Grupo RKM, Adriana Bordalo, informa que as coberturas são as primeiras unidades a serem vendidas em empreendimentos de alto padrão. A mais procurada e mais valorizada, como ela observa, é a linear, pela vantagem de não ter escada, pouco barulho, praticidade de todos os ambientes integrados, vista privilegiada e espaços mais amplos, já que geralmente ocupa a mesma área de dois apartamentos tipo. “É um imóvel muito diferenciado, difícil até de colocar preço. O comprador não paga pelo material, mas pela exclusividade de ter um imóvel que ninguém tem.”
Adriana Bordalo, diretora comercial e de relacionamento do Grupo RKM, destaca que a cobertura linear é a mais procurada e valorizada  - Cristina Horta/EM/D. A Press - 7/5/13 Adriana Bordalo, diretora comercial e de relacionamento do Grupo RKM, destaca que a cobertura linear é a mais procurada e valorizada

Como a procura é grande, a construtora vai oferecer em seu próximo lançamento duas coberturas lineares. As unidades do topo do Edifício Kadosh, no Vale do Sereno, em Nova Lima, de 350m² cada, vão estar no mesmo nível. Adriana conta que há investidores interessados em comprar.

Mesmo com os novos conceitos, a conselheira da Câmara do Mercado Imobiliário (CMI/Secovi-MG), Adriana Magalhães, ressalta que a maioria dos clientes ainda procura a cobertura tradicional, em que a área de lazer fica no segundo piso. A diretora da Céu-Lar Netimóveis entende que as pessoas aceitam e idealizam mais o formato que sempre existiu e as construtoras acabam seguindo a mesma linha para que o projeto seja o mais comercial possível e agrade a todos os perfis. Por isso, são poucas as unidades disponíveis. “Mas quem mora gosta muito e percebe o conforto.”

Tags: mercado imobiliário

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