Bonito e resistente

Leve, durável e flexível, alumínio se consolida como melhor solução para esquadrias

Ecologicamente correto em função do alto índice de reaproveitamento, material vem se firmando como ótima alternativa para janelas, portas e fachadas

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postado em 26/06/2014 13:51 Celina Aquino /Estado de Minas
Eduardo Almeida/RA Studio
Por ser mais leve, durável e flexível, o alumínio se consolida como a melhor alternativa para as esquadrias de janelas, portas e fachadas. O material ainda é considerado ecologicamente correto porque pode ser 100% reaproveitado. “O que falta avançar é em termos de tecnologia. Temos que produzir esquadrias mais eficientes e mais baratas para dar acesso a um número maior de pessoas”, ressalta o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio (Afeal), Lucínio Abrantes dos Santos. Como o Brasil hoje abriga a terceira maior jazida de bauxita no mundo, alumínio não vai faltar.

Na visão de Santos, a tendência é o alumínio ganhar o mercado de outros materiais. Uma das maiores vantagens dele é ser resistente à corrosão. “Uma vez que a superfície é tratada e bem protegida, pode durar uma vida inteira. É um material que não enferruja”, informa. O presidente da Afeal explica que as esquadrias passam por processo de anodização ou pintura eletrostática, com uma enorme variedade de cores, para que fiquem protegidas e durem mais tempo. Assim, o material requer menos gasto com manutenção. Além disso, a leveza e a flexibilidade facilitam a fabricação e a instalação das peças. O produto ainda está ligado ao conceito de sustentabilidade, já que estruturas velhas podem ser recicladas junto com latinhas de alumínio e se transformam novamente em esquadrias.

As esquadrias padronizadas estão em alta. Em vez de encomendar as janelas para se encaixarem no projeto, Santos conta que as construtoras passaram a determinar o vão de acordo com o tamanho dos produtos disponíveis no mercado. “Fica mais econômico, porque o fabricante não precisa fazer desenho e ir à obra tirar as medidas. É como montar automóvel: a produção ocorre em larga escala”, destaca o presidente da Afeal. O cliente ganha tempo porque não precisa esperar a fabricação das esquadrias sob medida e pode fazer a compra mais próximo do fim da obra, assim não se descapitaliza logo no início da construção. No programa Minha casa, minha vida, quase todos os projetos usam esquadrias padronizadas.

O diretor comercial da Indústria e Comércio de Produtos de Alumínio (Iesa), José Luiz Coutinho de Mendonça Lima, lembra que as esquadrias de alumínio ganharam destaque com o público que não podia pagar pelo serviço de serralheiro para assentar uma janela, mas logo as construtoras perceberam a vantagem de reduzir etapas da obra. “As janelas são entregues com o vidro, basta instalá-la na parede. Não precisa de vidraceiro, nem pintar como o aço ou envernizar como a madeira. Essas facilidades dão velocidade à execução e praticidade na manutenção”, observa.

ALUMÍNIO PODE SER RECICLADO E IMPACTA MENOS NO MEIO AMBIENTE

Já que o alumínio conquista cada vez mais os consumidores, o desafio agora é investir em design e sofisticação. Segundo o diretor comercial da Iesa, um dos produtos mais modernos são as janelas oscilobatentes, cuja parte superior se abre para dentro, proporcionando ventilação sem risco de a chuva molhar o ambiente. Lima comenta que outra preocupação da empresa é aumentar o uso de alumínio reciclado. A possibilidade de reutilização diminui o impacto ambiental. “O preconceito de que a matéria-prima deve ser virgem deixa de existir, pois o alumínio não perde suas características químicas e físicas na reciclagem”, comenta. Até outubro, a Iesa espera colocar o plano em prática.
O Grupo MMC costuma utilizar vidro e esquadrias de alumínio nas fachadas de seus empreendimentos - Grupo MMC/Divulgação O Grupo MMC costuma utilizar vidro e esquadrias de alumínio nas fachadas de seus empreendimentos
As fachadas com esquadrias de alumínio, conhecidas como pele de vidro, também ganham mercado no Brasil. O Grupo Marfará Martins da Costa (MMC) costuma utilizar a estrutura na fachada que reveste a escada em edifícios residenciais. Assim, as pequenas janelas são substituídas por uma pele inteira de vidro, que se transforma em um detalhe estético interessante. A fachada de alumínio e vidro também está presente no projeto do shopping que integrará o empreendimento misto Lakeside Mall & Suites, em Lagoa Santa, substituindo uma área que seria feita em alvenaria. “Isso reduz o tempo de execução da obra, porque é possível fazer parte da fachada em paralelo com outras etapas da obra. Além disso, a estrutura chega pronta ao canteiro de obras e vai ser montada rapidamente”, justifica o engenheiro e fundador do Grupo MMC, José Antônio Marfará. Apesar de ser mais cara que alvenaria, a pele de vidro se torna viável em empreendimentos comerciais por agilizar o retorno do investimento.

Tags: sustentabilidade

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