Priorizar processos mais industrualizados é uma tendência. A EPO, por exemplo, usou, em um dos seus empreendimentos recentes, painéis pré-fabricados em concreto pigmentado. “Eles recebem um tratamento que deixa o acabamento homogêneo. É uma peça totalmente industrializada, só é preciso acoplá-la. Com isso, há um ganho em agilidade e também no controle da qualidade”, explica Alexandre, segundo o qual, painéis estruturais colocados em fachadas já existiam e foram usados há mais tempo. “Atualmente, não estavam sendo muito utilizados. Inovamos ao resgatá-los de forma diferente.” E os revestimentos sustentáveis também não vão sair de moda
EM ALTA
Vidro e aço, revestimentos disponíveis de uso disseminado, também estão em alta, principalmente aqueles que têm tecnologia de proteção contra raios ultravioleta, reflexão do calor e bom desempenho em relação ao isolamento térmico. O aço e o alumínio também estão em constante renovação. Segundo Alexandre, há placas de alumínio com impressões digitalizadas, que permitem alcançar texturas diferenciadas, como o alumínio, que simula madeira, não exigindo a manuteção sistemática e cara dessa matéria-prima. “O aço, dependendo do uso, tem função estética e também ambiental, pois permite um sombreamento na fachada. Conjugado com o vidro, principalmente em empreendimentos comerciais, traz frieza e impessoalidade, denotando uma nobreza que os corporativos precisam transmitir”, defende.
Produto cerâmico com micropartículas compactadas, que permitem menor absorção da umidade, o porcelanato conquistou o público com sua resistência e versatilidade. Criado na Europa, onde a cerâmica congelava e estourava por causa do frio, o material transformou o conceito de revestimento, na opinião de Daniel Miranda, diretor-comercial da Bel Lar, e está disseminado. Entre os formatos diferenciados está o porcelanato com 3 milímetros de espessura, que chega a ser quatro vezes mais leve que um normal. “Isso contribui para uma construção mais sustentável, no sentido de demandar uma baixa carga construtiva e para a facilidade do transporte, consequentemente em baixo custo”, explica Daniel, segundo o qual o material pode, inclusive, ser usado em cima de pisos já existentes, sendo boa opção para reformas.
DIGITAL
Outro acabamento diferenciado é o porcelanato esmaltado, que tem uma camada mais espessa da massa porcelânica e uma camada fininha de mármore
A tecnologia digital garante também a sensação de movimento, dando efeito de luz e sombra ao revestimento, que pode, ainda, ser usado em paredes onde se busca uma textura diferente, com relevo. “Já é possível reproduzir até ladrilho hidráulico no porcelanato, o que é bem mais barato. Além disso, o material é adequado para todo tipo de ambiente: interno, externo, de alto tráfego e até áreas molhadas”, defende.