Um oásis dentro de BH

Luxemburgo se destaca pelo comércio diversificado e prédios de alto padrão

Bairro na Região Centro-Sul da capital ainda tem muito potencial de valorização

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postado em 09/03/2015 12:25 / atualizado em 09/03/2015 12:38 Ludymilla Sá /Estado de Minas
Marcos Michelin/EM/D.A Press - 30/5/14
Um bairro autônomo, no qual se vive sem precisar sair. Assim, o aposentado e ativista comunitário Ivan Kallas define o Luxemburgo, localizado na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, onde mora há mais de 40 anos. Trata-se, para ele, de um dos melhores lugares para constituir família e criar os filhos até ficarem independentes. “Talvez seja o bairro de mais fácil acesso da cidade, há vias para todos os lugares de BH, além de ter de tudo: escolas, bancos, supermercados, postos de gasolina, farmácias, escolas de idiomas, hospitais, pequenas lojas, empreendimentos de diversão para todas as idades”, pontua.

Por muito tempo o Luxemburgo foi dominado por casas em razão da lei de zoneamento, que impedia a sua verticalização. Com a mudança na norma, em 1996, estabelecimentos comerciais e prédios residenciais de alto padrão começaram a ser construídos. Isso explica a inexistência de edificações mais antigas na região, muitas vezes confundida com a Vila Paris e o Coração de Jesus, dois bairros vizinhos.

Ivan Kallas conta que a confusão se dá porque o Luxemburgo foi construído espremido entre os dois bairros. Oficialmente, ele começa na Rua Guaicuí, cujo nome remete ao córrego existente no local nos idos de 1950, logo depois da famosa choperia Germano, e vai até a Avenida Raja Gabaglia.


O trânsito é, predominantemente, local, o que torna o bairro, que tem densidade demográfica de 89 habitantes por quilômetro quadrado, segundo dados da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), mais tranquilo para seus moradores. Além disso, o Luxemburgo abriga uma das poucas matas naturais da Zona Sul da capital, conhecida como Bosque do Mosteiro.


Uma explicação possível para a origem do Luxemburgo é a presença do imigrante luxemburguês Albert Scharlet no Brasil. Convidado para comandar a Siderúrgica Belgo-Mineira pelo grão-duque daquele país, Scharlet se encantou por uma área onde havia uma fazenda pertencente a um grupo de ingleses localizada ao sul da cidade. Ele comprou a área, reformou a casa-grande e por lá viveu durante anos.

Luxemburgo tem ruas arborizadas, impactando a qualidade de vida dos moradores - Beto Magalhães/EM/D.A Press - 19/12/14 Luxemburgo tem ruas arborizadas, impactando a qualidade de vida dos moradores
Após a morte, os herdeiros de Scharlet aproveitaram o crescimento da cidade para vender parte das terras, divididas em loteamentos, que já eram conhecidas como Luxemburgo. É possível, inclusive, encontrar prédios no local com o nome do imigrante e de seus descendentes.

Ivan Kallas comprou um desses terrenos e lá construiu prédios para sua família. “Moro em lugar privilegiado. Tenho um apartamento duplex com quintal. De um lado, saio para o barranco com muita mata. Do outro, saio pela rua pavimentada. O único defeito é a quantidade de morro, mas essa é uma característica da cidade”, opina.

ALTO CUSTO

Mas, para todo bônus há um ônus. O custo de vida no Luxemburgo, obviamente, é alto. Um imóvel como o de Kallas, por exemplo, sofreu uma hipervalorização nos últimos seis anos. “Quando isso aqui era barranco e mato, vendi um apartamento de minha mãe, idêntico ao meu, só que sem varanda, por R$ 120 mil. Hoje, com o bairro urbanizado, chegaram a me oferecer R$ 1,5 milhão pelo meu imóvel.”

Os empreendimentos novos são ainda mais valorizados. Um apartamento de dois quartos e 60 metros quadrados, por exemplo, chega a custar R$ 435 mil. O valor do metro quadrado gira em torno de R$ 7.250, de acordo com dados de Cássia Ximenes, vice-presidente da Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG). “E há também apartamentos de até R$ 16 mil o metro quadrado”, acrescenta.

Para a executiva, o Luxemburgo é um oásis dentro de Belo Horizonte e ainda tem muito potencial de valorização. “É um bairro tradicional, mas apesar de existir há muito tempo tem um conceito novo. Acredito que, pela localização e histórico, pelo produto interno que há lá, de infraestrutura, tende a valorizar mais porque ainda há o que desenvolver. Quando uma pessoa vai comprar um imóvel, ela tem de levar em conta a questão da qualidade de vida e o potencial de valorização. Isso o Luxemburgo tem.”

Parque Municipal Tom Jobim. O local foi implantado dentro do Bosque do Mosteiro - Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press - 2/11/12 Parque Municipal Tom Jobim. O local foi implantado dentro do Bosque do Mosteiro
RAIO X

Região
Centro-Sul

Principais vias de acesso
Guaicuí e Avenida Raja Gabaglia, além das alternativas dentro do próprio bairro

Transporte público
Duas linhas de ônibus atendem o bairro: 9104 (Luxemburgo) e 4300 (Luxemburgo/Santa Lúcia)

Referência Urbana
Hospital Luxemburgo

Origem do nome
Remete à presença do imigrante europeu Albert Scharlet, que, quando do loteamento da chácara, teria dado ao bairro o nome de Luxemburgo, seu país de origem
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