Casas são verdadeiras joias no mercado imobiliário de BH

Investimento é um bom negócio diante da redução do número desses imóveis na cidade. Entre as transações imobiliárias feitas na capital mineira em 2014, o total de casas não chegou a 10%, contra mais de 75% de apartamentos

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postado em 28/04/2015 13:55 / atualizado em 28/04/2015 14:25 Carolina Cotta /Estado de Minas
Juarez Rodrigues/EM/D.A Press
Privacidade, autonomia e a possibilidade de usufruir de um quintal são vantagens indiscutíveis de viver em uma casa, mas a realidade das grandes cidades dificulta esse tipo de construção. Falta de terrenos, insegurança e até a dificuldade de mão de obra para construir ou reformar são um entrave. Fato é que, em 2014, apenas 9,78% das transações imobiliárias realizadas em Belo Horizonte foram de casas, contra 75,08% de apartamentos e 5,42% de salas, segundo a Pesquisa do Mercado Imobiliário em Belo Horizonte Transações Imobiliárias, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis de Minas Gerias (Ipead), da Universidade Federal de Minas Gerais. Em 2014, foram 2.460 transações de casa em BH, 13,53% menos que em 2013.


Um dos fatores é preço. O valor médio de uma casa na capital é de R$ 491 mil, enquanto o de um apartamento é de R$ 440 mil. Além disso, a verticalização é um caminho sem volta. Segundo Flávio Galizzi, vice-presidente da Câmara do Mercado Imobiliário de Minas (CMI-Secovi MG) e diretor da Valore Imóveis, historicamente, as casas mais antigas localizadas dentro da Avenida do Contorno tornaram-se imóveis comerciais ou foram demolidas para a construção de prédios. Na Zona Sul, elas resistem em bairros como Mangabeiras, Belvedere e Cidade Jardim, além de condomínios nas regiões de Nova Lima e Lagoa Santa. Em bairros mais distantes do Centro esse tipo de construção está mais preservado, o que, na opinião de Galizzi, se deve à pequena vocação comercial desses lugares.

A MRV prepara-se para lançar mais um condomínio de casas, no Buritis. Mesmo uma das principais construtoras do estado só fez sete condomínios de casa em BH e Contagem. Segundo Sandro Perin, gestor executivo de vendas, a estratégia é aumentar o mix de produtos, pois são uma opção ao cliente interessado em uma cobertura. “Na casa de condomínio, ele tem privacidade, algo mais exclusivo em área menos adensada. O que dificulta fazer mais é o preço dos terrenos.” Essa baixa oferta de casas pode ser um diferencial competitivo. “São como joias dentro da cidade. Então, é um bom negócio fazer”, explica.

Rui Cézar Amorim, diretor da Adimóveis, destaca procura por casas de dois e três quartos para locação - Arquivo Pessoal Rui Cézar Amorim, diretor da Adimóveis, destaca procura por casas de dois e três quartos para locação
As 34 casas do Condomínio Ville Verde terão 220 metros quadrados e devem custar de R$ 900 mil a R$ 1 milhão. Segundo Sandro, quem quiser comprar um lote e construir por conta própria na Zona Sul de BH vai gastar entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão. Flávio Galizzi alerta que é um engano pensar que sempre sai mais barato construir uma casa do zero do que comprar uma já pronta. “Calculamos o preço de uma casa somando o valor do terreno ao valor da construção, e abatendo o valor da depreciação. Por outro lado, quando se resolve viver em uma casa o que muita gente quer é exatamente ter a oportunidade de construí-la à sua maneira. A casa dos sonhos, feita ao gosto do dono é algo muito pessoal, realmente muito diferente dos apartamentos, bem padronizados”, explica.

LOCAÇÃO

No momento atual, interessados em alugar uma casa encontram opções variadas, em relação a preço e localização. Segundo Rui Cézar Amorim, diretor da Adimóveis, em Belo Horizonte já é notório o aumento da oferta de imóveis residenciais e comerciais, inclusive de casas, em virtude do atual momento econômico do país. “De forma bastante contundente, essa situação reflete no mercado de locação de imóveis, fazendo com que haja uma maior negociação entre as partes”, explica. No mercado de locação, os tipos de casa mais procurados são as que não necessitam de grandes reformas. Para uso residencial, é grande a procura por casas de dois e três quartos em bairros próximos ao Centro, caso de Floresta e Santa Tereza. Para uso comercial a procura é por casas com garagens ou estacionamento frontais em locais de grande circulação de pessoas.
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