CASA PRÓPRIA

Apartamento ou casa? Aposta atual é aliar as vantagens e comodidades dos dois

Construtoras investem em empreendimentos que levam para os residenciais verticais varandas, quintal e plantas com desníveis

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postado em 05/12/2015 15:00 / atualizado em 08/12/2015 14:19 Carolina Cotta /Estado de Minas
Fachada do Edifício VDA, que acaba de ser entregue, é um exemplo de arquitetura diferenciada - Eduardo Eckenfels/Vazio S/A/Divulgação Fachada do Edifício VDA, que acaba de ser entregue, é um exemplo de arquitetura diferenciada
Até os anos 1970, eles eram muito comuns. Quem não gostaria de combinar a segurança e a praticidade de um apartamento ao conforto e às áreas abertas de uma casa? Mas os chamados apartamentos-casa, residenciais verticais com quintal e jardim, que, na linguagem dos corretores, também são chamados de apartamento com área privativa, foram perdendo espaço para edifícios com áreas de lazer compartilhadas. À medida que as pessoas se tornam mais conscientes dos problemas urbanos, da importância das áreas permeáveis, da natureza e dos jardins, da vida ao ar livre e da possibilidade de viver com menos dependência do automóvel, volta a crescer a procura por esse tipo de moradia.

Um deles é o Edifício VDA, no Sion, que acaba de ser entregue. O conceito de apartamento-casa aparece em grandes varandas, quintal e plantas com desníveis, trazendo a sensação de aconchego típica das casas. A disposição dos apartamentos, com alguns pequenos avanços laterais em diagonal, compõe um volume esculpido e irregular que propõe uma alternativa para a mesmice da arquitetura vertical residencial. “Fizemos um prédio esmerado, sob medida para quem não quer pagar taxa de condomínio alta e que valoriza o mais importante de um apartamento: planta compacta e flexível, varandas generosas, garagem de fácil manobra e arquitetura muito diferenciada”, afirma Carlos Teixeira, arquiteto e diretor do Vazio S/A, que assina o projeto.

O VDA guarda semelhanças com um projeto anterior do escritório, o Edifício Montevideu 285, no mesmo bairro, entre elas, a opção por não integrar área de lazer, a oferta de apartamentos diferentes uns dos outros e a implantação orgânica escalonada, o que possibilitou vários apartamentos com quintais e jardins. O pé-direito de algumas unidades é mais alto, um mecanismo para ganhar espaço. Segundo Carlos, a rápida comercialização do Montevideu e a valorização das unidades atípicas pelos moradores são um exemplo de como os apartamentos-casa têm bom mercado pela frente.

FLEXÍVEIS O custo é competitivo. Para Eduardo Moreira, da UmpraUm Arquitetos Associados, que assina o projeto do Edifício Canadá 70, esse tipo de imóvel é sempre valorizado, ainda mais num cenário imobiliário extremamente padronizado. “Boa arquitetura – com espaços iluminados e ventilados, ambientes flexíveis, materiais de acabamento de qualidade que saem do padrão e uma escala de edifício que não especule o terreno ao limite – não custa mais caro. Cada vez mais as pessoas estão vislumbrando possibilidades de moradia urbana que saia do padrão, muitas vezes, imposto pelo mercado”, explica. O entrave, portanto, não é preço, e sim a legislação. “A Lei de Uso atual incentiva os projetos com pilotis, o que gerou os salões de festas inevitavelmente ociosos. É por isso que o apartamento-casa não é mais oferecido: as construtoras são incentivadas, legalmente, a construir áreas de lazer”, lamenta Teixeira.

Tags: inteligente projeto arquitetura design própria casa

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