COTIDIANO

Morar próximo à escola

Estudantes preferem pagar um pouco mais pela comodidade, segurança e facilidade de deslocamento

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postado em 06/12/2015 15:00 Augusto Pio /Estado de Minas

Paulo Henrique Vaz optou por morar em uma república próxima à faculdade e divide o aluguel com outras pessoas - Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press Paulo Henrique Vaz optou por morar em uma república próxima à faculdade e divide o aluguel com outras pessoas

A procura por imóveis próximos às escolas, de uma maneira geral, vem aumentando nos últimos anos. É o caso do estudante Paulo Henrique Vaz. Natural de Belo Horizonte, ele morou em Bambuí, no Centro-Oeste mineiro, até os 18 anos. De volta à capital mineira, em 2011, procurou um imóvel próximo à faculdade IBS – Fundação Getulio Vargas, onde cursa administração de empresas à noite. Durante o dia, trabalha como vendedor na loja Oficina dos Bits. Como o aluguel de um imóvel estava fora de suas cogitações, Paulo optou por morar em uma república. “Não cheguei a fazer contrato com o resto da turma. A negociação é totalmente informal, o que é menos complicado”, acredita. “A estada é negociada mensalmente e paga-se no início de cada mês”, esclarece. O estudante lembra que, quando quis alugar um apartamento, teve que arranjar um fiador, mas  como não conseguiu, optou pela república, pois o aluguel é dividido com outras pessoas.

Para José De Filippo Neto, diretor da Rede Netimóveis, a oferta de imóveis para compra, venda e locação, localizados próximos às faculdades, aumentou em função do grande número de lançamentos ocorridos nos últimos anos. “Tais imóveis sempre foram muito atraentes também para o público representado por investidores.” Ele aconselha a procurar esse tipo de imóvel no meio e fim do ano, ou seja, antes do período de matrículas. “Vivemos um momento no mercado imobiliário repleto de oportunidades, tanto para quem compra quanto para quem pretende alugar imóveis, na grande maioria das regiões da cidade. Devido à proximidade das escolas, são imóveis que costumam apresentar grande liquidez quando estão avaliados corretamente”, explica o empresário.

FIADOR O aluno que vem de outra cidade para Belo Horizonte e não tem parentes residindo aqui esbarra em um problema, que é o fiador. Porém, De Filippo explica que existe a opção do seguro-fiança ou título de capitalização, que poderá ser resgatado ao fim do contrato. Quanto às repúblicas, ele ressalta que, na prática, existe uma certa rejeição por parte da maioria dos locadores em alugar seus imóveis para esse fim, pelo receio de que não haja o devido zelo na preservação de seu patrimônio. “Portanto, é fundamental que o contrato de locação seja muito bem elaborado, e o laudo de vistoria inicial, muito bem detalhado.”

Para Bernardo de Souza, natural de Juiz de Fora, no início foi muito difícil encontrar um imóvel perto da faculdade onde estuda. “Vim para BH em 2013 e o aluguel próximo às escolas era caro. Além disso, muitos não queriam deixar meu pai ser fiador, porque ele morava no interior do estado. Mas não desisti. Fui procurando e encontrei um até melhor do que aqueles que já tinha olhado. Coincidentemente, meu irmão mais novo e um primo também vieram para cá”, conta o estudante.

“O dono do imóvel aceitou meu pai como fiador e, a partir daí, não houve mais nenhum problema. Já estamos residindo lá há cerca de dois anos, pagamos o IPTU e o condomínio em dia e está tudo bem, graças a Deus. Por uma questão de segurança, ele aconselha os estudantes que vêm de fora a buscar um lugar próximo à escola. “Pode parecer bobagem, mas é muito importante, pois não é preciso percorrer longos trechos a pé e nem pegar ônibus ou táxi, o que, nesse caso, sai até mais caro. A dica é fazer uma pesquisa de preço, de local, enfim, procurar bastante.”

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