Segurança e valorização de imóveis

Mercado de elevadores é heterogêneo e depende de vários outros setores

A modernização dos equipamentos no país é prática que vem crescendo significativamente

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postado em 31/07/2017 14:35 / atualizado em 31/07/2017 15:22 Jessica Almeida /Estado de Minas
A parte mecânica é a última a precisar de atualização, mas requer manutenção preventiva periódica - LN Comunicação/Divulgação A parte mecânica é a última a precisar de atualização, mas requer manutenção preventiva periódica

O mercado de elevadores precisa ser constantemente acionado. Seja porque um novo síndico assumiu um condomínio e deseja prestar assistência técnica aos elevadores, seja pelo decreto de algumas prefeituras, exigindo a instalação do equipamento em edifícios com mais de quatro andares, ou pela escolha do condomínio em dar acessibilidade a pessoas mais velhas ou com dificuldade de locomoção ao instalar a peça em imóveis antigos, o que também valoriza o imóvel.

Acabamento interno (piso, espelho, paredes) também contribui para a valorização da cabine - LN Comunicação/Divulgação Acabamento interno (piso, espelho, paredes) também contribui para a valorização da cabine
Esse mercado, porém, não é homogêneo. Se, antes, a movimentação do setor dependia unicamente do caminhar da construção civil, hoje, os negócios específicos de modernização de elevadores, por exemplo, têm crescido significativamente no Brasil. Diferentemente dos mercados europeu e estadunidense, o volume de modernização desse tipo de equipamento no país é recente, tanto em prédios comerciais quanto residenciais. É o que explica Júlio Bellinassi, presidente da Elevadores Otis. “A modernização traz mais conforto de viagem, segurança e valorização do empreendimento. Alguns prédios são reformados, têm a fachada renovada, pastilhas trocadas, o hall de entrada é repaginado, mas não fazem a modernização do elevador”, reivindica.

Com tantas novas tecnologias, o equipamento está cada vez mais inteligente. Modelos com sistemas antecipadores de chamadas, que reduz o número de paradas nos andares e aumentam 30% a capacidade de transporte estão entre as novidades. No caso da Otis, o CompassPlus, as chamadas ocorrem do lado de fora do elevador, no hall. “Se, por exemplo, vou para o décimo andar, ele te direciona para o elevador A ou B. Para prédios antigos isso trás um ganho importante na eficiência de despache de tráfico dos empreendimentos. É possível trocar o controle do elevador para dar velocidade e capacidade de tráfego maior e tempo de viagem menor”, explica, “sem falar na redução do consumo de energia do prédio”, complementa.

"O ideal são visitas mensais dos técnicos e depois uma inspeção anual mais profunda. O elevador é um eletromecânico, como um carro, e exige manutenções" - Júlio Bellinassi, presidente da Elevadores Otis
“A partir de 20 anos de instalação, o elevador já começa a precisar de modernização. E quando falamos disso, não é para trocar tudo, mas uma substituição parcial. Já é importante trocar ao menos o controle, a máquina e fazer embelezamento da cabine, da parte interna. Mas a parte mecânica, que é a estrutura da cabine, guias, equipamentos de fundo poço, pode esperar mais uns 10 anos”, completa Bellinassi.

MANUTENÇÃO

O preço de um elevador residencial pode variar, já que depende do acabamento interno (piso, espelho, paredes) e percurso (número de andares). Mas os valores começam a partir de R$ 40 mil. Outro fator importante na decisão de instalar um elevador é a manutenção preventiva. Recomenda-se que seja feita mensalmente. “Alguns pontos são importantes, como os ajustes de bordo e verificações do sistema de segurança. O ideal são visitas mensais dos técnicos e depois uma inspeção anual mais profunda. O elevador é um eletromecânico, como um carro, e exige manutenções”, orienta o presidente da Elevadores Otis.

A melhor forma de contratar uma empresa para prestar assistência técnicas aos elevadores não deve ser pelo preço. O recomendável é conhecer a empresa, conversar com os técnicos, pedir informações sobre o estoque de peças e, se possível, visitar a oficina. Saber sobre o estoque e as estratégias para reposição das peças é importante, para que o elevador não fique parado por mais de dois dias. Consultar síndicos anteriores também é uma dica.

*Estagiária sob a supervisão da subeditora Elizabeth Colares
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