Um passo de cada vez

Cresce nível de atividade da indústria da construção civil em Minas

Índice registrou 40,6 pontos em junho. Apesar do desempenho fraco, foi o melhor resultado para o mês nos últimos três anos

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postado em 17/08/2017 16:09 Augusto Pio /Estado de Minas
Steferson Faria/Agência Petrobras

Depois de tanto ouvir falar em crise no país, parece que, finalmente, o pior período já está passando, pois alguns setores respiram mais aliviados. É o caso da atividade da indústria da construção civil em Minas, que acumulou alta de 7,4 pontos este ano. Na comparação mensal, representou 3,6 pontos mais que o apurado em junho de 2016. Ressaltando que, em junho deste ano, o indicador registrou 40,6 pontos. Apesar de ainda demonstrar queda na atividade, pois está abaixo dos 50 pontos, cresceu 1,3 ponto na comparação com maio (39,6 pontos).

É importante salientar que o indicador de nível de atividade em relação ao usual para o mês foi de 28,1 pontos em junho, representando queda de 1,4 ponto em relação a maio (29,5 pontos). Ainda assim, foi o melhor resultado para o mês nos últimos três anos. No acumulado do primeiro semestre de 2017, o índice registrou alta de 5,5 pontos.

O economista e coordenador do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Daniel Furletti, esclarece que o indicador de evolução do emprego cresceu 1,2 ponto na passagem de maio (39,5 pontos) para junho (40,7 pontos). “Ainda que aponte recuo na força de trabalho do setor, ao permanecer abaixo da linha divisória dos 50 pontos o índice acumulou elevação de 9,1 pontos nos primeiros seis meses do ano e foi 3,3 pontos superior ao de junho de 2016.”

Daniel salienta que os indicadores que avaliam a satisfação dos construtores com a margem de lucro operacional e com a situação financeira das empresas apresentaram pequena melhora em relação ao primeiro trimestre de 2017. No entanto, os resultados ainda apontaram o descontentamento dos empresários da construção, ao permanecer abaixo dos 50 pontos. Na comparação com o primeiro trimestre de 2017, o índice de satisfação com a margem de lucro operacional cresceu 2,8 pontos, registrando 32,6 pontos no segundo trimestre de 2017. O indicador de satisfação com a situação financeira aumentou 4,6 pontos, alcançando 35,4 pontos no período abril-junho de 2017.

Daniel Furletti, coordenador do Sinduscon-MG, diz que o indicador de evolução do emprego cresceu 1,2 ponto na passagem de maio para junho - Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press Daniel Furletti, coordenador do Sinduscon-MG, diz que o indicador de evolução do emprego cresceu 1,2 ponto na passagem de maio para junho
O índice que avalia a facilidade de acesso ao crédito recuou 2,2 pontos em relação aos três primeiros meses do ano, alcançando 26,6 pontos no segundo trimestre do ano. O indicador varia de zero a 100 pontos. Valores inferiores a 50 pontos indicam dificuldade de acesso ao crédito. Por ouro lado, a demanda interna insuficiente seguiu liderando o ranking dos principais problemas enfrentados pela indústria da construção pelo nono mês consecutivo. No segundo trimestre de 2017, a dificuldade foi apontada por 51% dos entrevistados.

CAPITAL DE GIRO

Já a elevada carga tributária e a falta de capital de giro dividiram o segundo lugar, com 27% das citações cada. Vale ressaltar que ambos os problemas perderam intensidade na comparação com a última pesquisa. A falta de capital de giro situou-se na segunda colocação pelo segundo trimestre consecutivo. A inadimplência dos clientes foi indicada por 24% dos entrevistados e permaneceu na quarta posição.

Daniel explica que o índice de expectativas em relação à atividade da construção mineira recuou 4,2 pontos na passagem de junho para julho, registrando 42,9 pontos. O indicador continuou abaixo dos 50 pontos, sinalizando queda da atividade nos próximos seis meses. Contudo, vale destacar o aumento de 2,8 pontos frente a julho de 2016, apontando empresários menos pessimistas nessa base comparativa. O indicador que mede as expectativas em relação a novos empreendimentos e serviços apresentou relativa estabilidade na passagem de junho (45,8 pontos) para julho (45,3 pontos).

Em relação a julho de 2016, o indicador registrou elevação de 8,2 pontos. O índice relativo às expectativas de compras de insumos e matérias-primas registrou 41 pontos em julho. Esse foi o menor resultado apurado em 2017. A Sondagem da Indústria da Construção de Minas Gerais foi elaborada pela Gerência de Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG).
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