Mercado faz suas apostas

Especialista vê reformas propostas pelo governo com bons olhos

Em entrevista, o coordenador do Sinduscon-MG, Daniel Furletti, também traça perfil do setor de construção

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postado em 28/08/2017 14:36 Jessica Almeida /Estado de Minas
Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press

Mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) sofrem alteração com a Lei 13.467, cujo objetivo, de acordo com o governo federal, é adequar a legislação às novas relações de trabalho. A reforma trabalhista divide opiniões e é uma variante de peso nas previsões econômicas para o Brasil neste segundo semestre, no campo da construção.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), André Campos, convidou empresários do setor para o workshop “A reforma trabalhista e os impactos na construção”, cujo foco era debater a lei em tópicos, como as alterações nos contratos individuais de trabalho, as novas regras do processo trabalhista, as negociações coletivas e as expectativas sobre a transição e implementação da nova legislação.

Segundo o coordenador sindical do Sinduscon-MG, Daniel Furletti, “sem dúvida, trata-se de uma necessária modernização da legislação trabalhista do país e poderá dar vitalidade para a economia e para o emprego. As mudanças da CLT se alinham a outras conquistas recentes que poderão fazer a economia consolidar seu desenvolvimento, tais como a aprovação do teto de gastos e a terceirização da mão de obra”, comenta. Furletti também faz suas apostas e traça um retrato do setor.

Atualmente, como está o mercado da construção no país?

Estamos vivendo um cenário econômico, a despeito da crise política, bem melhor que em 2015. A inflação está em torno de 3,45% ao ano, lembrando que ela chegou a quase 11% em 2015 (IPCA) e em 2016 foi em torno de 6,5%. Então, estamos com uma inflação menor. Os juros também. A economia rodava com juros de 14,25% ao ano. Hoje são de 9,25% e estamos com a perspectiva de no fim do ano ter 7,5%.

Então as perspectivas são interessantes?

Claro, se você tem um ambiente macroeconômico mais favorável, você tem desempenho melhor para a construção. Isso favorece o investimento. Dados da análise conjuntural feita para Minas Gerais, por meio de estudos em parceria entre a Fiemg (Federação das Indústrias de Minas Gerais) e o Sinduscon, mostram que, em junho de 2016, a confiança dos empresários da construção em julho registrou 37 pontos e agora está em 40,6, sendo que valores acima de 50 pontos indicam empresários otimistas. Muito melhor do que o cenário de antes. O setor tem previsões melhores do que em 2016 e 2015.

Qual o cenário do mercado imobiliário?

O mercado imobiliário está com estoque baixo. É o menor patamar desde abril deste ano. Agora, há 3.934 unidades disponíveis em estoque. Em abril de 2016, eram 5.146 unidades. A queda foi de 23%, e, nos últimos sete meses (entre novembro de 2016 e abril de 2017), as vendas superaram os lançamentos. Foram 1.416 unidades vendidas e 399 lançadas. O número de unidades vendidas é 300% maior do que o de lançadas. O produto disso é um estoque baixo. Se há estoque baixo e há possibilidade de melhora na economia, está aberta aí uma janela importante pro setor, abre a possibilidade de ter novos lançamentos. O mercado está com renda e se o estoque é pouco, lançamentos virão.

Como andam as linhas de crédito?

Com juros mais baixos, e estamos prevendo a taxa Selic em 7% ao ano, conforme relatório Focus do Banco Central, que é a média do mercado. Se você prevê juros mais baixos e comparar com 14% (que era a taxa 2015-2016), vai ter um ambiente completamente diferente. Esses juros vão impactar, sem dúvida. Se você junta juros baixos, ambiente econômico melhor, inflação mais baixa, emprego melhorando, tudo isso vai ensejar um ambiente favorável aos negócios imobiliários.

* Estagiária sob a supervisão da editora Teresa Caram

E mais...

Desempenho positivo

Pesquisa divulgada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), mostra que o mercado imobiliário vem mostrando recuo dos distratos (acordo entre as partes contratantes para extinguir o vínculo criado pelo contrato) e crescimento nas vendas líquidas ao longo do ano. Os resultados consolidados do segundo trimestre de 2017 apontam crescimento de 3,9% nos lançamentos e de 5% nas vendas de imóveis novos, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho positivo foi sustentado pelo programa Minha casa, minha vida (MCMV). O número de lançamentos residenciais do programa MCMV aumentou 12,3% no 2º semestre, tendência acompanhada pelo avanço nas vendas do segmento (26,6%) em relação ao 2º trimestre de 2016.

Parque Cerrado será lançado

O Parque Cerrado, empreendimento de dois e três quartos em Belo Horizonte, terá seu lançamento oficial em 2 e 3 de setembro. O evento marcará também a inauguração do estande de vendas que fica em frente ao terreno onde os apartamentos serão construídos, na Rodovia Camilo Teixeira Costa (MG-020), 16.343. O empreendimento terá apartamentos pelo programa Minha casa, minha vida (MCMV), com valores a partir de R$ 132.100. “Com esse preço, enquadramos o lançamento na nova faixa do MCMV, a faixa 1,5, cujos descontos podem chegar a R$ 42.200 e com as menores taxas de juros do mercado. Sendo assim, o apartamento pode custar R$ 89.900, dependendo da renda e da quantidade de participantes no contrato”, explica o presidente da Emccamp, André Campos. Participa da faixa 1,5 quem tem renda bruta individual ou familiar de até R$ 2.600. Outra condição de compra atrativa é a possibilidade de adquirir o apartamento com entrada zero e parcelas mensais de R$ 480 - condição também associada ao MCMV e que varia de acordo com a renda do cliente.
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