Muito mais que ser um vendedor

Plataforma chega ao mercado mineiro para reciclar, capacitar e atualizar profissionais do segmento imobiliário

Em tempos de crise, reinventa é palavra de ordem para aqueles que querem se manter dentro do mercado. Com o setor de imóveis não é diferente

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postado em 20/11/2017 19:20 / atualizado em 20/11/2017 19:17 Herlane Meira* /Estado de Minas
Ilustração/EM

A crise política e econômica que se instalou no Brasil não tem sido favorável aos trabalhadores. Manter uma carreira a todo vapor no atual cenário econômico se tornou um dos principais desafios dos profissionais brasileiros. Prova disso são os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em outubro. Segundo a pesquisa do instituto, a taxa de desemprego no país encerrou o terceiro trimestre do ano em 12,4%. Isso significa que, com relação ao período entre julho e setembro, o país passou a ter 13 milhões de desempregados.

Reinventar. Essa é a palavra de ordem para aqueles que querem se manter dentro do mercado. Com o setor imobiliário não é diferente. Daniel Rosenthal, idealizador do Think IMOBI e representante da Lennar no Brasil, construtora baseada na Flórida (EUA), acredita que profissionais da indústria imobiliária precisam de um novo reposicionamento profissional, independentemente da experiência, para aperfeiçoar o que já sabem fazer e adequar seus conhecimentos a um novo mercado, mais competitivo e com clientes muito mais exigentes.

“Com a ajuda da internet e outras diversas ferramentas, o cliente hoje pode pesquisar imóvel onde ele quiser, o que antes era um trabalho do corretor de imóveis. Então, é preciso reciclar essa profissão e resgatar a humanização do relacionamento com o cliente. Entender o que ele precisa pode ser essencial na hora de decidir sobre a compra de um bem como um imóvel. Os corretores estão ligados no automático, surfando a onda da busca pela fórmula mágica e a lei do mínimo esforço”, explica Rosenthal.

Foi a partir da proposta de resgatar a essência da profissão de corretor de imóveis que surgiu a plataforma Corretor Global. O objetivo é oferecer workshops on-line, coaching, cursos de capacitação por experientes profissionais desse segmento e de áreas afins, além de eventos e chats originados do Brasil e do exterior para que o profissional seja capacitado e atualizado para atender às exigências e transformações atuais, e seja capaz de criar caminhos e estratégias dentro da sua carreira.

"Entender o que o cliente precisa pode ser essencial na hora de decidir sobre a compra de um bem como um imóvel" - Daniel Rosenthal - idealizador do Think IMOBI e representante da Lennar no Brasil
Segundo Daniel, para se tornar corretor imobiliário é preciso apenas curso, o de técnico em transações imobiliárias, que permite exercer legalmente a profissão. “Há uma enorme carência dessa categoria por capacitação, atualização, especialização, mas, acima de tudo, espera-se que recebam uma especial atenção em relação à sua valorização pela sociedade e isso só ocorre transformando o corretor em consultor imobiliário, e posteriormente em um corretor empresário”, analisa.

Os treinamentos de capacitação oferecidos pela plataforma são para todos os corretores de imóveis, independentemente da experiência. A meta é capacitar cerca de 50 mil corretores no prazo de um ano. Atualmente, o Brasil conta com pouco mais de 150 mil profissionais que atuam ativamente no segmento. “Resgate da autoestima, profissionalização e fazer valer o código de ética que rege a categoria também são pontos considerados prioritários dessa capacitação”, ressalta Rosenthal.

CONHEÇA A PLATAFORMA

As ferramentas tecnológicas disponíveis no mercado imobiliário são usadas pelos corretores de forma ineficiente, segundo Rosenthal. Ele explica que há ainda muita falta de conhecimento e domínio. “As plataformas e aplicativos são facilitadores e os corretores podem tirar bons proveitos se conhecerem suas finalidades e oportunidades. No Brasil, diferentemente dos Estados Unidos, onde o segmento é maduro e com regras bem estabelecidas, os corretores focam nos produtos e não no que o cliente busca”, afirma.

De acordo com ele, o objetivo a ser alcançado é seguir o modelo americano e canadense, onde todos os corretores têm acesso a um único sistema compartilhado chamado MLS (Multiple listing service). Nele, corretores que representam os vendedores captam e disponibilizam os imóveis com exclusividade e outros corretores, representando os compradores, encontram os imóveis que atendem às necessidades dos seus clientes compradores.

“Assim, fecha-se o negócio e a comissão paga pelo vendedor é dividida em partes iguais. Por esse equilíbrio mercadológico, os clientes trabalham apenas com um único corretor, pois sabem que a dinâmica e o potencial de venda ou compra será igual, independentemente do profissional. Afinal, as condições são as mesmas. Isso resulta em mais negócios”, finaliza Rosenthal.

* Estagiária sob a supervisão da editora Teresa Caram
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