Diversão com segurança

Com aproximação das férias e do verão, piscinas se tornam preferidas entre os pequenos, mas é preciso atenção

Em uma das formas de lazer que as crianças mais gostam nos condomínios, é necessário cuidado redobrado para evitar acidentes

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postado em 23/11/2017 16:04 / atualizado em 23/11/2017 16:05 Herlane Meira* /Estado de Minas
Marcelo Sant'Anna/EM/D.A Press - 12/12/00

As piscinas são sinônimos de lazer e conforto em condomínios residenciais. Elas se tornaram item que pode agregar muito valor ao imóvel e também agradar bastante aos seus moradores nos dias mais quentes. Alguns cuidados, porém, são essenciais em relação à segurança e higiene, além de atenção redobrada, pois as piscinas são frequentadas por pessoas de idades variadas, inclusive crianças e idosos. A melhor forma de garantir uma diversão tranquila é definindo regras claras sobre o seu uso e uma constante monitoração.

Com a aproximação do período de férias escolares, combinado com o início do verão, época que aumenta o uso de piscinas em condomínios residenciais, os pais e responsáveis precisam estar ainda mais atentos com a criançada para evitar qualquer tipo de acidente. Segundo pesquisa da ONG Criança Segura, afogamentos são a segunda maior causa de morte entre crianças com até 14 anos no Brasil. Em 2015, 943 pessoas até essa faixa etária morreram vítimas de afogamento, o que representa média de três óbitos por dia, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Maurício Barroso, diretor das administradoras de condomínios da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), ressalta que o principal cuidado com piscinas em imóveis residenciais é em relação à segurança. Tanto relacionada a quem frequenta o espaço - comum a todos os moradores - quanto à higienização. “É preciso manter e zelar pelo bom comportamento em áreas comuns dentro de um condomínio. Pessoas alcoolizadas, por exemplo, devem evitar esse tipo de espaço. A piscina também precisa ter o pH necessário para evitar qualquer dano à pele dos moradores”, afirma.

Maurício Barroso, diretor das administradoras de condomínios da CMI/Secovi-MG, ressalta que o principal cuidado com piscinas em imóveis residenciais é em relação à segurança - Jair Amaral/EM/D.A Press - 3/1/17 Maurício Barroso, diretor das administradoras de condomínios da CMI/Secovi-MG, ressalta que o principal cuidado com piscinas em imóveis residenciais é em relação à segurança

Ele alerta que, para manter a ordem e o respeito entre os condôminos em espaços de lazer, a legislação que regula as piscinas para uso coletivo precisam ser respeitadas. “A conservação e segurança apropriada são de responsabilidade do síndico. Todos os adultos têm a responsabilidade de vigiar crianças em ambientes como piscinas, mas a responsabilidade maior é do síndico, que pode até responder judicialmente caso aconteça algum acidente”, explica.

Segundo Maurício, o síndico também precisa estar atento às normas de segurança para crianças. “Hoje, é obrigatório que as piscinas tenham um dispositivo para crianças. É um equipamento de segurança que protege os ralos e evita que as crianças sejam sugadas e se machuquem”, alerta o diretor da CMI/Secovi-MG.

MANUTENÇÃO

Além de seguir a legislação de cada condomínio para manter uma área de lazer sem riscos, a higienização e manutenção das piscinas são itens essenciais para manter a saúde dos frequentadores. Nelson Raia, diretor da Raia1 Piscinas, explica que uma boa manutenção é essencial não apenas para deixar a água sempre limpa e cristalina, mas também para evitar doenças de pele, como micoses, ou até infecções intestinais, e deixá-la livre de preocupações e micro-organismos.

Nelson Raia, diretor da Raia1 Piscinas, diz que a qualidade da água deve ser avaliada com frequência - Jair Amaral/EM/D.A Press - 7/6/16 Nelson Raia, diretor da Raia1 Piscinas, diz que a qualidade da água deve ser avaliada com frequência

“Algumas horas na piscina para descontrair com a família, nadar e relaxar pode ser maravilhoso. No entanto, se a água não estiver recebendo um tratamento de forma adequada, isso pode favorecer a proliferação de micro-organismos indesejados, como fungos, bactérias, germes e parasitas que podem ser muito perigosos. Para evitar esses riscos, o tratamento da água da piscina é um assunto que deve ser levado muito a sério. Os aspectos físico-químicos mínimos devem ser observados e a qualidade da água deve ser avaliada com frequência, levando sempre em consideração parâmetros como cloração, pH e alcalinidade”, explica o empresário.

 Cobrir a piscina também pode ser uma opção quando o local estiver fora de uso, como no inverno, por exemplo. Já para evitar focos do Aedes aegypti, um cuidado importante é não permitir acúmulo de água e sujeira na beira da piscina. Segundo Nelson, a limpeza das bordas pode ser realizada no mínimo uma vez por semana ou sempre que apresentar sujeiras impregnadas nas bordas e filtração. “O volume de água da piscina e a capacidade do equipamento filtrante para estabelecer o tempo necessário de filtração também precisam ser verificados, levando em consideração o período do ano, onde a utilização pode exigir mais ou menos tempo de funcionamento do equipamento”, ressalta.

* Estagiária sob a supervisão da editora Teresa Caram
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