Gestor do condomínio

Dia do Síndico chama atenção para esta figura importante na administração de imóveis

Data é comemorada nesta quinta-feira e exalta este agente que tem o papel de ser o representante legal de um edifício residencial

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postado em 30/11/2017 15:26 / atualizado em 30/11/2017 15:33 Augusto Pio /Estado de Minas
Reprodução/Internet/Seu Condomínio

Nesta quinta-feira é comemorado o Dia do Síndico, figura importante na administração de um imóvel, pois sua função é de muita relevância. Para o gerente de condomínios da APSA - Gestão Condominial, Jean Carvalho, esses agentes, por serem os representantes legais dos condomínios, podem ser corresponsáveis por transformações que também afetam a vida, não só dos moradores do edifício, como de toda a vizinhança. “É o indivíduo que poderá acionar o poder público nas principais demandas, como exigências de segurança, limpeza e reparos nas imediações”, alerta.

Leonardo Mota, vice-presidente da área das Administradoras de Condomínios da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais - CMI/Secovi-MG, explica que quem responde pelo condomínio é o síndico. “Ele age como gestor, realizando as decisões tomadas em assembleias feitas com os condôminos. Lembrando que o papel dele não é de policiar. Muitos condomínios têm conselhos para auxiliar o síndico a tomar decisões e um conselho fiscal para conferir se as decisões tomadas por ele foram as acordadas nas assembleias. Nesse processo aparecem as administradoras como ferramenta para auxiliar a gestão. Como o síndico deve fazer a gestão, as administradoras vêm para dar mais liberdade para o síndico realizar essa função.”

O executivo ressalta que os condomínios têm se tornado cada vez mais complexos, com espaços múltiplos de convivência, com área de lazer, espaço pet e academia, entre outros. “Há condomínios que são maiores que prefeituras, obrigando o síndico a buscar uma qualificação para fazer uma boa gestão. Vale lembrar que o síndico não é uma profissão, mas tem quem faça disso uma profissão. O mercado vem buscando síndico de fora e que tenha experiência com condomínios maiores e complexos, o que faz, mais uma vez, a pessoa que faz da função uma profissão se qualificar.”

 Leonardo explica que, além de regulamentar os condomínios de lotes, o Código Civil deixou o síndico mais dinâmico, podendo então fazer cobranças de forma mais direta. “E ter uma administradora de condomínio vai auxiliar o síndico a exercer todas as suas funções, de acordo com o Código Civil, sem ter a necessidade de acionar outro profissional, já que a administradora, geralmente, conta com todos os profissionais necessários.

Vale ressaltar que as tecnologias vêm ajudando cada vez mais os síndicos a fazer uma boa gestão na parte de comunicação, auxiliando na relação entre síndico e condôminos.” Para Valnei Ribeiro, gerente do núcleo de consultores da APSA, o crescimento do número de condomínios se soma ao aumento da complexidade desses empreendimentos, fatores que demandam cada vez mais dos síndicos. “A violência urbana favorece esse tipo de moradia, sendo que, em alguns casos, a relevância torna-se pública.”

Ele explica que até mesmo os condomínios menos complexos recebem encargos burocráticos e administrativos. “Além da saúde financeira do condomínio, o síndico cuida dos conflitos na sociedade comunheira. O condomínio, hoje, funciona como uma empresa, pois tem que estar dentro da legislação fiscal e trabalhista para evitar passivos, não dá lucro, mas, também, não pode dar prejuízo”, explica. Jean Carvalho defende que esses profissionais tenham bons conhecimentos financeiros e contábeis. “A linha mestra da boa administração é o planejamento orçamentário, sendo também relevante acompanhar obras, o que exige saberes de engenharia e negociação.”

Valnei Ribeiro recomenda que os síndicos participem de eventos elaborados pela Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi) e pelas regionais do Secovi. Quanto aos síndicos profissionais, externos ao condomínio, Jean Carvalho cita o novo programa de parcerias lançado pela APSA, que transforma os síndicos em gestores de propriedades urbanas. “É fundamental ampliar o conhecimento em ética, compliance, tributação, psicologia, mediação de conflitos, e todas essas áreas fazem parte dos módulos do programa.”
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