Crescimento

Construção civil em Minas começa a dar sinais de recuperação

Conforme balanço anual divulgado pelo Sinduscon-MG, após dois anos de forte recessão setor ganha fôlego novo

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postado em 17/12/2017 17:39 Herlane Meira* /Estado de Minas
Breno Fortes/CB/D.A Press

O cenário ainda não é o ideal, mas, aos poucos, a indústria da construção civil em Minas Gerais começa a dar sinais de recuperação. É o que apontam os dados do balanço anual do setor divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG).

De janeiro a setembro deste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil no estado apresentou queda de 7,7% em comparação com o mesmo período do ano passado. Porém, apesar da retração, o resultado de 2017 mostrou crescimento em comparação com 2015 (-11%) e 2016 (-9%). Em relação à taxa de empregos formais, 198.237 postos de trabalho com carteira assinada foram gerados no setor no período de outubro de 2016 a outubro deste ano. Entretanto, cerca de 209 mil vagas foram fechadas, o que representa redução de 11,4%.

Com relação a contratações e demissões, estes números geraram saldo negativo de 168.178 na geração de vagas com carteira assinada pelo setor nos últimos 12 meses em âmbito nacional e com menos 11.405 postos de trabalho no Estado. Segundo Daniel Furletti, é necessária uma consolidação do crescimento após os últimos anos para que o setor se restaure. E, apesar dos resultados modestos, conforme o economista, isso já vem ocorrendo. Segundo o economista Daniel Furletti, coordenador sindical do Sinduscon-MG, os resultados do PIB ainda são muito modestos, mas trazem sinalizações positivas após dois anos de forte recessão. Mas é necessária uma consolidação do crescimento depois dos últimos anos para que o setor se restaure. “Foi o que observamos no decorrer desse estudo, já que tivemos os primeiros indícios de que a atividade volta, aos poucos, a respirar. Alinhado a isso, a combinação de fatores conjunturais, como a inflação, a taxa básica de juros (Selic) e o nível de empregos, também já torna o cenário propício a um desempenho melhor a partir do ano que vem”, explica.

“O crescimento do PIB depois de duas recessões pode ser explicado pela redução da inflação, recuo dos juros e aumento no número de trabalhadores empregados com carteira assinada, apesar do grande número de demissões, o que permite que essas pessoas possam investir no mercado imobiliário. É por meio do investimento que a economia se desenvolve”, acrescenta.

Já com relação à taxa de juros, o Sinduscon avalia que, com queda dos juros (a Selic caiu de 14% para 7% em um ano, e a estimativa é chegar a 6,25% em fevereiro), a recuperação no ambiente de negócios e a possibilidade de melhoria da oferta de crédito, podem fazer com que o ano que vem seja melhor para o setor. “Com os juros baixos, é possível reacender o investimento. E 55% do investimento no país passam pela construção. Você precisa de escola, de estrada, hospitais e habitação. Isso tudo é investimento e quem faz é o setor da construção”, avalia Furletti.

CONFIANÇA

O Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção Civil em Minas Gerais (Iceicon-MG) recuou 1,8 ponto em novembro, na comparação com outubro, registrando 51,3 pontos. Apesar da queda, o indicador se encontra acima dos 50 pontos, sinalizando recuperação da confiança dos empresários do setor pelo terceiro mês consecutivo e apresenta aumento contínuo na comparação anual desde maio de 2016. O resultado foi o melhor para os meses de novembro dos últimos cinco anos.

“Esse índice, que reflete o humor do empresário, mostra a mudança na confiança do empresário a partir de julho do ano passado. Apesar dos reflexos do contexto macroeconômico, o mercado imobiliário está trabalhando melhor que 2015 e 2016”, analisa o economista. Ele ressalta, ainda, que, “além dos próprios indicadores econômicos, o fato de a economia ter se descolado do ambiente político também deverá contribuir para isso, o que é muito favorável à construção, pois o setor é altamente dependente de investimentos, que só ocorrem diante do otimismo”, avalia Furletti, lembrando que no ano que vem haverá eleição para presidente da República e governadores.

* Estagiária sob a supervisão da editora Teresa Caram
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