Vendas de imóveis superam os lançamentos e estoque em BH e Nova Lima diminui

Levantamento aponta que o número de apartamentos comercializados no acumulado do ano foi 198% maior que a oferta de novos, o que mostra queda no estoque de imóveis residenciais

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postado em 27/12/2017 15:50 / atualizado em 27/12/2017 15:56 Herlane Meira* /Estado de Minas
"O estoque baixo eleva o preço dos imóveis novos a índices superiores à inflação. Mesmo assim, ainda é o momento ideal para comprar um imóvel" - Ieda Vasconcelos, assessora econômica do Sinduscon-MG

Os dados do desempenho do mercado imobiliário residencial de Belo Horizonte e Nova Lima, na Grande BH, analisados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), mostram queda no estoque de imóveis residenciais nas duas cidades. De janeiro a outubro deste ano, o número de apartamentos vendidos (1.669 unidades) foi 198% superior aos lançamentos (560 unidades), que, por sua vez, caíram 73,58% em relação a 2016.

De acordo com Ieda Vasconcelos, assessora econômica do Sinduscon-MG, onúmero de imóveis residenciais disponível para comercialização em outubro (3.694 unidades) atingiu o menor patamar da série histórica. “O estoque baixo eleva o preço dos imóveis novos a índices superiores à inflação. De janeiro a outubro deste ano, o preço médio do metro quadrado em BH e Nova Lima (R$ 7.873) subiu 4,39%, enquanto a inflação nesse período, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE), foi de 2,21%. Mesmo assim, ainda é o momento ideal para comprar um imóvel. Caso a recuperação esperada se confirme, podem faltar unidades na região e haverá ainda mais impacto no preço”, explica.

REGIÕES DE DESTAQUE

Na capital mineira, as Regiões Centro-Sul, Oeste e Pampulha foram as que mais se destacaram na comercialização de imóveis, sendo responsáveis por 25,8%, 22,7% e 18,8%, respectivamente, do total das vendas nos primeiros 10 meses deste ano. Centro-Sul e Oeste também foram as que mais apresentaram lançamentos de imóveis residenciais nesse período e, juntas, respondem por 383 das 560 unidades lançadas: 68,4%dototal.

Os padrões que registraram o maior número de vendas foram: médio, com tíquete de R$ 400 mil até R$ 700 mil (459 unidades); standard, de R$ 215 mil até R$ 400 mil (339 unidades); econômico, até R$ 215 mil (251 unidades); e alto padrão, de R$700 mi laté R$ 1milhão (226 unidades). Já nos lançamentos, o padrão standard está à frente, com 203 unidades. Em seguida: alto (105 unidades), médio (88 unidades) e luxo, de R$1 milhão até R$ 2milhões (68 unidades). A faixa econômica totalizou apenas 64 unidades lançadas.

O vice-presidente do Sinduscon-MG, Geraldo Linhares, lembra que os problemas macroeconômicos têm sido um dos principais fatores que prejudicam o aumento no número de lançamentos residenciais. “Justamente onde há maior déficit habitacional, o número de lançamentos foi pouco expressivo. Isso mostra dificuldade no financiamento e alto índice de burocracia para aprovação dos projetos e licenciamento ambiental, um dos nossos maiores desafios. A burocracia aumenta o ciclo conclusivo do produto e deixa as empresas com dificuldade de girar o estoque e gerar novos negócios”, detalha.

EXPECTATIVAS

Já para 2018, o Sinduscon-MG espera resultados positivos depois de quatro anos sucessivos de quedas (2014 a 2017), com retração acumulada de 25,86%. Segundo dados do balanço anual do setor, divulgados pela entidade, a expectativa é de crescimento de 2% no próximo ano, acompanhando a tendência nacional de retomada econômica.

“Tivemos um retrato ruim este ano, mas foram plantadas sementes positivas para 2018. O mercado não é linear e o ano que vem reserva boas expectativas. Estamos esperando um ano de recuperação e números positivos no setor da construção civil”, avalia o vice-presidente da área imobiliária do Sinduscon-MG, José Francisco Cançado.

Opinião reforçada pelo economista e coordenador sindical do Sinduscon-MG, Daniel Furletti. “Vemos bons ventos para 2018! Do ponto de vista macroeconômico, estamos melhores se compararmos aos dois últimos anos. Mas, precisamos ainda de mais reformas. A da Previdência está em andamento, mas precisamos que as reformas Tributária e Administrativa também ocorram”, analisa.

*Estagiária sob a supervisão da subeditora Elizabeth Colares
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