Cada um faz sua parte

Período é propício para assaltos e invasões a imóveis

É importante ficar atento às regras de segurança do condomínio

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postado em 28/12/2017 14:29 Augusto Pio /Estado de Minas
Reprodução/Internet/Pixabay

Durante o período de férias, a preocupação maior dos moradores é com os constantes assaltos que vêm infernizando a vida de todo mundo. Mas, por que ocorrem esses tipos de roubos, principalmente nos condomínios, tão cheios de protocolos? Seria falha na estrutura, falta de cumprimento das normas de acesso e segurança, comportamento do morador, quadrilhas altamente especializadas? A verdade é que quando se fala em disfarces usados para entrar em condomínios, os bandidos usam da criatividade para driblar porteiros despreparados.

Ilustração/EM
“Muitos assaltos e invasões a imóveis ocorrem pela portaria. O ladrão fala que vai à casa de um morador, dizendo que este o está esperando e o porteiro abre a porta, tranquilamente, permitindo que a ação aconteça", explica Marcelo Voltolin, gerente regional de Operações do Grupo GR, empresa do setor de segurança privada e terceirização de serviços. Ele destaca também os cinco erros fatais na segurança de um condomínio:

1) Estrutura física

“Antigamente, os prédios não tinham uma estrutura complexa para entrada e saída de moradores e prestadores de serviço. Em alguns bairros mais tradicionais das grandes capitais, ainda é possível encontrar edifícios nos quais a portaria se resume a uma mesa no hall de entrada com um funcionário. Hoje, os modelos evoluíram e surgiram as guaritas (algumas delas blindadas) equipadas com monitores, controles de acesso e banheiro para que o funcionário não deixe o local. Esse é o modelo ideal de guarita, que deve estar posicionada a uma altura e distância consideráveis da rua para boa visualização, devendo estar inserida em um sistema de clausura. A guarita é o primeiro alvo de uma ação criminosa; por isso, caso ela não tenha uma estrutura correta, aumenta-se a chance de um condomínio ser assaltado”.

2) Controle de acesso

“Há quem pense que colocar uma clausura na portaria o controle de acesso já está se realizando. O controle de acesso vai muito além disso. Começa com as regras e normas estabelecidas pelo condomínio, torna-se eficaz com o treinamento dos funcionários. Só devem ter acesso às dependências do condomínio, funcionários, moradores, e pessoas autorizadas por esses. No caso da garagem, antes de abrir o portão, o porteiro deve identificar o motorista e observar se não há risco de entrar alguém com atitudes suspeita.”

3) Ausência de segurança eletrônica

“Ao contrário do que muitos imaginam, investir em segurança eletrônica não é caro. O ideal é que um condomínio tenha cercas elétricas, iluminação adequada, portões eletrônicos, CFTV (câmeras), alarmes e monitoramento 24 horas. Outros itens, como biometria, são ótimos complementos, principalmente no controle de acesso. A segurança eletrônica deve fazer parte de um projeto de segurança e as pessoas que o operam devem ser treinadas e aptas para atender e solucionar os contratempos que por ventura aparecerem.”

4) Funcionários despreparados

“Qualquer funcionário despreparado traz preocupação, desconforto, situações embaraçosas e indesejadas. Os funcionários que trabalham para o condomínio devem estar aptos a cumprir suas funções e se adequar às regras de segurança do local. Exemplos: um faxineiro (a), ao retirar o lixo, jamais deve deixar portões abertos; o porteiro não deve deixar o posto de trabalho. Se o condomínio optar por terceirizar esses serviços com uma empresa, certifique-se de que a mesma cumpra todas as leis e realiza treinamentos e cursos periódicos com seus colaboradores.”

5) Moradores

“São considerados essenciais em um projeto de segurança, pois quando uma quadrilha está apta a assaltar um condomínio, estuda muito o perfil dos moradores. Buscam em redes sociais, monitoram horários de entrada e saída, e qualquer deslize é uma oportunidade para uma ação criminosa. A maioria das ocorrências que poderiam ser evitadas resulta do não cumprimento de normas e procedimentos de segurança ou de falhas cometidas pelos moradores e funcionários. Por isso, o morador também deve seguir as normas de segurança do condomínio e avisar ao porteiro quando espera alguma encomenda. Visita de familiar ou prestador de serviço e evitar expor a rotina em redes sociais é a chave do sucesso, principalmente quando o morador vai viajar.”
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