Reajustes pontuais

Preços de materiais de construção tiveram aumento de 0,35% em fevereiro

Custos com mão de obra, despesas administrativas e aluguel de equipamentos mantiveram-se estáveis

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postado em 03/04/2018 15:30 Augusto Pio /Estado de Minas

Rodrigo Clemente/EM/D.A Press

Em fevereiro, o Custo Unitário Básico de Construção (CUB/m²) - projeto-padrão R8-N,registrou alta de 0,14% e ficou abaixo do resultado do mês anterior, que foi de 0,25%. Entre os componentes foi observado que o custo com material cresceu cerca de 0,35%, enquanto os custos com mão de obra, despesas administrativas e aluguel de equipamentos mantiveram-se nos mesmos números, ou seja, estáveis. No primeiro bimestre do ano, o CUB/m² aumentou 0,38%. O custo do metro quadrado de construção em Belo Horizonte, para o projeto-padrão R8-N (residência multifamiliar, padrão normal, com garagem, pilotis, oito pavimentos-tipo e três quartos), que em janeiro era de R$ 1.333,86, passou para R$ 1.335,70 no mês seguinte.

Importante indicador de custos do setor, o CUB/m² serve para acompanhar a evolução do preço de material de construção, a mão de obra, as despesas administrativas e o aluguel de equipamentos. Ele é calculado e divulgado mensalmente pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil em Minas Gerais (Sinduscon-MG), de acordo com a Lei Federal 4.591/64 e com a norma técnica NBR12721:2006, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

"Há algumas semanas, esse número vem reduzindo. Portanto, acreditamos que o ritmo da inflação mantenha mais comportados os preços dos insumos" - Daniel Furletti, coordenador sindical do Sinduscon-MG
Daniel Furletti, economista e coordenador sindical do Sinduscon-MG, lembra que os aumentos nos preços dos materiais de construção continuam ocorrendo de forma pontual. “Em fevereiro, observamos que cerca de 58% dos insumos pesquisados mantiveram seus preços e 19% registraram queda, ou seja, os aumentos foram observados em 23% dos itens, patamar que vem se repetindo nos últimos meses e que não reflete aumentos generalizados de preços. A pesquisa Focus, realizada semanalmente pelo Banco Central, sinaliza que a inflação nacional encerrará 2018, pelo segundo ano consecutivo, abaixo do centro da meta.”

O coordenador ressalta que, para este ano, a alta esperada para o IPCA/IBGE é de 3,67%.“Há algumas semanas, esse número vem reduzindo. Portanto, acreditamos que o ritmo da inflação mantenha mais comportados os preços dos insumos.” Daniel ressalta que, apesar das expectativas mais positivas para o desempenho da construção em 2018, o setor ainda está com um ritmo baixo de atividades.

COMPOSIÇÃO

Ele explica que, na composição do CUB/m² (projeto padrão R8-N), o custo com a mão de obra representou em fevereiro 55,83%, os materiais de construção responderam por 39,92%e as despesas administrativas/aluguel de equipamentos foram responsáveis por 4,25%. Em fevereiro, os materiais que apresentaram aumentos em seus preços foram: esquadria de correr (10,33%), fio de cobre antichama (3,03%), cimento CP-32 (2,84%), bloco de concreto (1,32%), disjuntor tripolar (1%) e registro de pressão cromado (0,67%).

Daniel esclarece que, nos últimos 12 meses, o CUB/m²(projeto padrão R8-N) registrou alta de 1,16%, o que foi reflexo das seguintes variações: 2,43% no custo com material de construção, 4,73% nas despesas administrativas e 7,20% no aluguel de equipamentos. Já o custo com a mão de obra manteve-se estável nesse período. Os materiais que apresentaram maiores elevações em seus preços nos últimos 12 meses foram: esquadria de correr (15,66%), disjuntor tripolar (14,98%), tinta látex PVA (11,96%), fio de cobre antichama (11,73%) e vidro liso transparente 4mm (10,49%). O CUB/m² desonerado aumentou0,15%emfevereiro/18, acumulando alta de 0,41% nos dois primeiros meses do ano e 1,24% nos últimos 12 meses (março/17 a fevereiro/18).

O economista ressalta que a metodologia de cálculo do CUB/m² e do CUB/m² desonerado é a mesma, ou seja, os dois seguem as determinações da Lei Federal 4.591/64 e da ABNT NBR 12.721:2006. A diferença encontra-se no percentual de encargos sociais incidentes sobre a mão de obra. No CUB/m², que não considera a desoneração da mão de obra, os encargos previdenciários e trabalhistas (incluindo os benefícios da Convenção Coletiva de Trabalho) totalizam 189,74%. Já no CUB/m² desonerado, os encargos previdenciários e trabalhistas(também incluindo os benefícios da Convenção Coletiva) somam 155,94%.

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