Expectativas positivas

Sondagem revela perspectivas de crescimento no setor da construção nos próximos seis meses

São esperados novos empreendimentos e serviços, além do aumento na compra de insumos, matérias-primas e no emprego

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Editoria de arte/CB/D.A Press

A Sondagem da Indústria da Construção de Minas Gerais, elaborada pela Gerência de Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), apontou pelo segundo mês consecutivo que os índices de expectativa para os próximos seis meses revelaram perspectivas de crescimento da atividade, dos novos empreendimentos e serviços, da compra de insumos e matérias-primas e do emprego. Os resultados foram os maiores registrados para fevereiro em quatro anos.

A sondagem realizada com empresários usa um método de pontos. Os índices variam de 0 a 100 pontos. Valores acima de 50 pontos indicam expectativas de aumento do nível dos itens analisados, abaixo dos 50 pontos sugere pessimismo por parte dos empresários do mercado. Quanto maior o índice, maior a propensão a investir dos empresários da construção.

O índice de atividade da construção revelou recuo da atividade, ao permanecer abaixo de 50 pontos. O indicador foi de 39,6 pontos em janeiro, apresentando queda de 5,1 pontos em relação a dezembro. Entretanto, o índice aumentou 3,9 pontos frente a janeiro de 2017 e foi o mais elevado para o mês em quatro anos.

“A economia está bem melhor que os anos anteriores. As perspectivas são boas, a inflação está controlada em 2,8% ao ano, o PIB tende a crescer 2% e a taxa Selic está em 6,5% ao ano. Dentro desse ambiente estão as expectativas de índice acima dos 50 pontos. Houve recuos, mas eles foram bem pontuais. Isso se dá pela visão de expectativas ser de um mês em relação ao outro”, comenta Daniel Furletti, economista e coordenador sindical do Sinduscon-MG.

A atividade ficou inferior à usual para janeiro, com 35,2 pontos - valores abaixo de 50 pontos mostram atividade abaixo da habitual para o mês. Contudo, o indicador cresceu 10 pontos em relação a janeiro de 2017.

Pelo segundo mês sucessivo, os empresários esperam elevação do nível de atividade, conforme indicador de 51,5 pontos em fevereiro. Apesar do decréscimo de 1,3 ponto em relação a janeiro (52,8 pontos), o índice aumentou 5,9 pontos frente a fevereiro de 2017 e foi o maior para o mês em quatro anos. “Se pegarmos a evolução da atividade em relação à construção, em janeiro de 2017 os empresários estavam bem mais pessimista, agora estão menos pessimistas e passaram a ver um possível crescimento. Observamos claramente o efeito dos parâmetros macroeconômicos”, analisa Daniel Furletti.

O indicador de evolução do número de empregados recuou 3,1 pontos, e marcou 40,2 pontos em janeiro. Embora abaixo de 50 pontos, o que sinaliza retração no emprego do setor, o índice foi 5,8 pontos superiores ao de janeiro de 2017 e alcançou o maior patamar para o mês em quatro anos. “Há um hiato nesse sentido. Assim que os empresários voltarem a investir no mercado, começará a volta do crescimento do emprego. É uma consequência do investimento. Há uma perspectiva boa do emprego voltar a crescer posteriormente”, destaca.

INVESTIMENTO

"A economia está bem melhor que os anos anteriores. As perspectivas são boas, a inflação está controlada em 2,8% ao ano, o PIB tende a crescer 2% e a taxa Selic está em 6,5% ao ano. Dentro desse ambiente estão as expectativas de índice acima dos 50 pontos. Houve recuos, mas eles foram bem pontuais. Isso se dá pela visão de expectativas ser de um mês em relação ao outro" - Daniel Furletti, economista e coordenador sindical do Sinduscon-MG
O indicador referente a novos empreendimentos e serviços também ficou acima de 50 pontos, marcando 50,9 pontos em fevereiro. Embora tenha recuado 4,9 pontos frente a janeiro (55,8 pontos), o índice aumentou 7,2 pontos comparativamente a fevereiro de 2017 e foi o mais elevado para o mês dos últimos quatro anos. “São boas a perspectivas para o mercado da construção de acordo com essa sondagem. Esses números incentivam o investimento em Minas e geram uma monitoração do mercado maior. Já que a construção civil apresenta uma extensa cadeia produtiva e alimenta outros setores”, comenta Daniel.

Em linha com as expectativas de expansão da atividade, os indicadores de perspectiva de evolução das compras de insumos e matérias-primas (52,2 pontos) e do número de empregados (51,1 pontos) apontam crescimento nos próximos seis meses. Ambos foram superiores aos apurados em fevereiro de 2017 (em 8,1 pontos e 8,6 pontos, respectivamente) e os maiores para o mês em quatro anos.

O índice de intenção de investimento decresceu 2,6 pontos na passagem de janeiro (33,2 pontos) para fevereiro (30,6 pontos), apontando menor disposição de investir dos empresários da construção. “Apesar desses números, o mercado da construção está voltando a aquecer timidamente. Nesse primeiro trimestre a indústria da construção mineira não está tendo o investimento que deveria. O setor gera um impacto socioeconômico muito positivo e tem uma cadeia produtiva grande, criando emprego e renda para a população e fortalece o setor econômico. As expectativas são boas.”

* Estagiário sob a supervisão da editora Teresa Caram

Tags: construção civil crescimento

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