A passos lentos

Empresários da construção esperam melhora da economia do país para aquecimento do setor

Em março, a construção civil em Minas ainda sinalizou retração da atividade e do emprego

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postado em 07/06/2018 13:10 Augusto Pio /Estado de Minas
Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press

A indústria da construção espera a recuperação da economia brasileira para o reaquecimento do setor. Em março, a construção civil em Minas ainda sinalizou retração da atividade e do emprego, com indicadores abaixo de 50 pontos, valor que separa recuo de aumento. Porém, para os próximos seis meses, empresários do setor antecipam aumento do nível de atividade. Em junho, os indicadores de lançamentos de novos empreendimentos e serviços e de compras de insumos e matérias-primas sinalizam estabilidade.

De acordo com a Sondagem da Indústria da Construção de Minas Gerais, elaborada pela Gerência de Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), a demanda insuficiente permanece como o principal problema enfrentado pela indústria, seguida por elevada carga tributária, falta de capital de giro, burocracia excessiva e inadimplência dos clientes.

De acordo com Daniel Furletti, economista e coordenador do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais, os índices de evolução do nível de atividades e de número de empregados variam de 0 a 100 pontos. “Valores abaixo de 50 indicam queda da atividade e/ou do número de empregados em relação ao mês anterior. Os empresários da indústria da construção estão cautelosos. Isto é explicado pela avaliação mais negativas das condições atuais de negócio e pelo menor otimismo em relação aos próximos seis meses.”

Daniel Furletti, economista e coordenador do Sinduscon-MG, destaca a elevada carga tributária e a burocracia excessiva - Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press Daniel Furletti, economista e coordenador do Sinduscon-MG, destaca a elevada carga tributária e a burocracia excessiva
Segundo o economista, essa cautela também foi apontada na última pesquisa divulgada pelo Sinduscon/MG, referente ao Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (Iceicon-MG). “Pelo segundo mês consecutivo, o índice saiu de 50,8 pontos, registrados em março, para 49,4 pontos em abril. Já o índice de condições atuais, componentes do Iceicon que avalia a percepção dos empresários em relação à situação atual dos negócios, caiu 1 ponto, passando de 45,2 pontos em março, para 44,2 em abril. O indicador situa-se abaixo de 50 pontos desde novembro de 2012. Contudo, o resultado foi 5,4 pontos superior ao de abril de 2017 (38,8 pontos) e o melhor para o mês em cinco anos.”

DEFASAGEM

O índice de atividade da construção marcou 43 pontos em março, mantendo-se abaixo de 50 pontos desde novembro de 2012. O indicador foi, inclusive, inferior ao registrado em março de 2017 (44,8 pontos), evidenciando a defasagem do setor em relação à recuperação já observada, desde o ano passado, em outras atividades industriais (indústria de transformação e extrativa). Os indicadores financeiros são divulgados trimestralmente e medem a satisfação dos empresários da construção com o lucro operacional e com a situação financeira, bem como a facilidade das empresas em obter crédito.

No primeiro trimestre deste ano, o índice de satisfação com a margem de lucro operacional revelou descontentamento dos empresários, ao registrar 31,9 pontos, apenas 1,8 ponto acima do número registrado no último trimestre de 2017. Já o índice de satisfação com a situação financeira marcou 35,8 pontos, aumento de 1,6 ponto frente ao último trimestre do ano passado.

Por outro lado, o índice que apura as condições de acesso ao crédito registrou 29,7 pontos no primeiro trimestre do ano, o que sinaliza a continuidade das dificuldades dos empresários em obter crédito. O indicador está estabilizado abaixo de 30 pontos desde o primeiro trimestre de 2016, sugerindo que os empresários não percebem melhora nas condições de obtenção de crédito, mesmo após os cortes na taxa básica de juros.
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