Sem porteiro físico?

Alternativa tecnológica, a portaria virtual propõe segurança em condomínios

Sistema também promete reduzir mais de 50% no custo efetivo mensal

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Nas portarias virtuais, a passagem dos moradores pode ser vinculada a um sistema de biometria, senha ou cartão - INK/Aspa/Divulgação Nas portarias virtuais, a passagem dos moradores pode ser vinculada a um sistema de biometria, senha ou cartão

Cada vez mais condomínios viram alvos de criminosos aproveitando-se de descuidos de moradores e funcionários. Em Belo Horizonte, por exemplo, o crescimento no número de arrombamentos a residências e condomínios foi de 66% em 2016, comparado ao primeiro trimestre de 2015, de acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). Com o advento das mais diversas tecnologias, há uma variedade de equipamentos de segurança com qualidade e preços diferentes para maior conforto e bem-estar dos condôminos. Porém, uma alternativa tecnológica vem chamando a atenção de condôminos e síndicos e causando polêmica, a portaria virtual ou remota.

O sistema pretende substituir porteiros presenciais por profissionais que, de maneira remota, controlam a entrada e saída dos condôminos. Além de ficar de olho 24 horas no condomínio, por meio de circuito interno de câmeras e internet. A passagem dos moradores pode ser vinculada a um sistema de biometria, senha, cartão ou tag no chaveiro. No caso dos carros, podem-se utilizar controles remotos para abertura do portão. Se tiver um espaço de clausura, melhor ainda.

Na prática, sistemas de portaria virtual contribuem para a segurança porque é bem mais fácil e rápido chamar a polícia em caso de emergências. “Os porteiros correm o risco de ser feitos reféns, no caso de invasões, por causa da vulnerabilidade gerada. Quando o condomínio contrata uma empresa para fazer esse monitoramento, caso ocorra algum assalto a central acionará a polícia sem que os assaltantes percebam, já que ela não é vinculada ao condomínio”, destaca o supervisor técnico da Loja Elétrica, Renato Arcanjo Brandão.

“Outra vantagem do serviço é a economia. O serviço de porteiro é uma das maiores despesas de um condomínio, que chega a ter quatro profissionais para dar conta de fazer as escalas e cobrir férias. Com a implementação desse sistema, a redução é de 50% ou mais no custo efetivo mensal”, comenta Renato Brandão.

A principal questão a ser observada se dá no momento da contratação do serviço. Jean Carvalho, gerente-geral de condomínios da Apsa, aconselha atenção maior na seleção da empresa que fará a implantação e o monitoramento. “Procure quem realmente tenha reputação nesse segmento e que possa oferecer serviço reconhecidamente de qualidade.”

Esses esquemas de segurança digital dependem de eletricidade e boa conexão de internet para transmissão de áudio e vídeo de todas as câmeras de segurança. Caso algum desses fornecimentos seja comprometido, as empresas de segurança do segmento devem enviar imediatamente um profissional ao condomínio. “A companhia deve ficar de olho, também, na manutenção desses equipamentos. Apesar de funcionar bem, como todos os outros equipamentos eletrônicos eles também precisam de vistoria periódica, garantindo, assim, maior segurança para os condôminos”, explica Renato Brandão.

VIABILIDADE

Em relação aos custos, o investimento inicial gira em torno de R$ 20 mil a R$ 30 mil por cada portaria, e a mensalidade varia em cerca de R$ 8 mil. “Considerando que, para se manter uma portaria 24 horas, o custo é de algo em torno de R$ 15 mil, é fácil concluir que, com a economia gerada na mensalidade, R$ 7 mil por mês, o custo de implantação é facilmente pago em pouco menos de quatro meses”, pontua o gerente de condomínios.

Como toda mudança, os moradores devem aprová-la. Por isso, é importante calcular a viabilidade do projeto, as regras para a entrada de visitantes, entregadores e prestadores de serviço, além de checar se os moradores estão dispostos a mudar hábitos e a se adaptar à nova tecnologia.

Mesmo com o avanço da tecnologia, nem todos os condomínios são bons candidatos para contratar esse tipo de serviço. Empreendimentos de grande porte, com mais de uma portaria e diferentes entradas de garagem são mais difíceis para a implantação e o bom desempenho do sistema. “Quando um prédio tem um fluxo de pessoas muito grande podem ocorrer falhas e, consequentemente, perda efetiva do controle das situações. Antes de qualquer decisão, é necessário fazer um estudo, obedecendo à configuração de cada um desses condomínios”, alerta Renato Brandão.

Para Jean Carvalho, é importante deixar claro que a portaria virtual não substituirá totalmente os funcionários, em razão de que é necessário ter os zeladores para recepcionar as entregas e, se for o caso, pessoal de segurança. Dependendo da região em que o condomínio esteja inserido, os riscos seriam muito baixos. “Penso ser inevitável isso ocorrer. Todas as atividades humanas passam por essa questão, mas acredito também que outras alternativas surjam e absorvam essa mão de obra, sem falar que há evolução natural na quantidade de condomínios construídos e instalados para atender à demanda da população”, comenta Jean Carvalho.

* Estagiário sob a supervisão da subeditora Elizabeth Colares
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15 de julho de 2018

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