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Regiões com vários empreendimentos residenciais atraem cada vez mais comerciantes

O novo panorama do mercado imobiliário mostra ainda o estímulo ao desenvolvimento local

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postado em 10/07/2018 13:00 / atualizado em 09/07/2018 21:44 José Alberto Rodrigues* /Estado de Minas
Concordia Corporate, da Davila Arquitetura, influenciou padrão arquitetônico dos novos empreendimentos
 - Cadu Rocha/Divulgação Concordia Corporate, da Davila Arquitetura, influenciou padrão arquitetônico dos novos empreendimentos

Comodidade é algo almejado para todos que procuram um imóvel. Uma localização cercada por serviços nas áreas de lazer, alimentação, saúde e bem-estar, beleza e estética, educação e cuidados com animais de estimação são atrativos que fazem qualquer um se afeiçoar por um empreendimento residencial. Com a expansão e a demanda de moradias em espaços condominiais, os famosos shoppings e centro comerciais de bairros tornam-se um dos destinos mais procurados por empresas para estabelecer os seus escritórios e gerenciar seus empreendimentos.

De acordo com o arquiteto Alberto Dávila, fundador e presidente da Dávila Arquitetura, quando novos empreendimentos residenciais são implantados em uma região, é natural observarmos alteração do público e comércio daquela área, seja em termos quantitativos ou qualitativos. “Essas modificações na população de determinada área naturalmente trazem novas demandas por produtos e serviços, que, por sua vez, podem ser preenchidas por novos empreendimentos comerciais. Por outro lado, a melhoria na infraestrutura empresarial, de comércio e serviços também atrai novos empreendimentos residenciais, que podem se valorizar pela conveniência de acesso a essas facilidades”, ressalta.

Além disso, uma questão importante dos empreendimentos residenciais é que eles trazem vitalidade para a região, o que facilita a atração de novos negócios. “Eles, literalmente, animam uma área. Se pensarmos que os imóveis comerciais trazem muito dinamismo para uma região durante o dia, os residenciais também trazem movimento durante o dia, mas também à noite. Regiões puramente comerciais podem ficar um tanto desérticas à noite, mas quando mescladas com as residências e prestadores de serviços, alcançamos um todo muito mais vibrante, 24 horas por dia, todos os dias”, comenta o arquiteto.

A ambiência comercial e residencial existente é possivelmente um dos principais fatores de atração de novas empresas. “Os polos geradores de tráfego de pessoas contribuem para dinamizar a economia, para incrementar o fluxo financeiro em uma área e diversificar os produtos e serviços oferecidos, tudo isso na direção de um mercado local mais maduro e com potencial até mesmo para alçar voos mais altos, ampliando seu alcance”, pontua Dávila.

Uma arquitetura diferenciada também pode se tornar instrumento de qualificação de uma área. “Então, se o público percebe que em uma região é desenvolvida arquitetura de qualidade, que atenda às expectativas de investidores, usuários e moradores, em termos tanto funcionais quanto plásticos, é maior a probabilidade de a região vingar como polo de atração”, comenta o arquiteto da Dávila Arquitetura, Afonso Walace.

CENTROS COMERCIAIS

Para Márcio Lanna, dono da Alphasul Netimóveis, a localização é atrativo estratégico para a comercialização
 - Vânia Coimbra/Piquini Comunicação/Divulgação Para Márcio Lanna, dono da Alphasul Netimóveis, a localização é atrativo estratégico para a comercialização
O Alphaville Centro Comercial é exemplo do poder que a chegada de um mall tem sobre o entorno do espaço condominial, principalmente por proporcionar desenvolvimento dos setores comercial, de serviços e a melhoria da infraestrutura urbana. Criado em 2003, muito focado no comércio das áreas de lazer, entretenimento, gastronomia e turismo, hoje representa ponto de conveniências referência na microrregião de condomínios, distritos e municípios do entorno de Nova Lima.

Com a intensificação do fluxo de pessoas que chegava ao local, alguns empreendedores enxergaram no espaço a oportunidade de criar negócios mais focados nas carências de oferta e nas demandas dos moradores da região. “O Centro Comercial atende aproximadamente a 16 condomínios do entorno, com população estimada em 17 mil pessoas. É um negócio grande, que se estabilizou por atender às necessidades dos moradores. No geral, esses negócios contribuíram para um nicho muito carente da oferta de comércio e serviços no território, não precisando que se desloquem para Belo Horizonte em busca de determinado serviço ou produto”, ressalta Afonso Mendonça, diretor-presidente do Alphaville Centro Comercial e dono do empório gourmet Ville Gastrô.

NOVOS EMPREENDIMENTOS

Percebendo a demanda por compra de imóveis para fins de investimento, no início da construção do Alphaville, Márcio Lanna, proprietário da Alphasul Netimóveis Consultoria Imobiliária, começou a se dedicar ao local. “Abrimos a Alphasul em 2003 para atender o público dos lotes disponíveis na região. A posição e a localização do lugar são atrativos interessantes e estratégicos para a comercialização. A região teve duas fases. Num primeiro momento, houve intensa procura por investidores. A partir de 2017, teve a entrada dos moradores e da construção dos imóveis, formando-se uma comunidade e um grande volume de obras”, relembra.

Marcelo Mansur, jornalista e proprietário da Speranza Pizzaria, Espeteria e Oriental, observou crescente demanda por comida entregue em casa entre os moradores do Alphaville, o que o atraiu para empreender no local. “Minha irmã percebeu a carência de entrega de outras comidas em casa na região, já que só existia a de sanduíches. Atraído por esse público, decidi investir nessa ausência de deliverys e abri a pizzaria. O negócio cresceu rápido e percebi que podia ampliar e diversificar os negócios. Hoje, contamos com três segmentos de alimentação: a pizzaria, os espetinhos e a comida oriental”, conta Mansur.

Os empreendimentos residenciais da região atraíram esses investimentos comerciais e estimularam o crescimento da região. Os empresários e os próprios moradores do local perceberam no espaço esse apelo comercial, boa circulação de pessoas e potenciais consumidores. “Noventa e cinco por cento dos empreendedores são moradores do Alphaville ou dos condomínios do entorno, que perceberam o universo de mercado que pode ser atendido por essas empresas. Teve identificação muito grande pela demanda das 17 mil pessoas que moram na localidade e no entorno. O fluxo de público chega a 1,2 mil pessoas nos dias de semana para atividades de rotina, como alimentação, compras e serviços. Uma demanda reprimida, que agora tem serviços próximos de casa, graças ao centro comercial e aos empreendimentos que surgiram no local”, avalia Afonso Mendonça.

Marcelo Mansur acredita que o movimento e o comércio local têm potencial para crescer ainda mais. “Nem todos os moradores sabem que o Alphaville Centro Comercial é aberto ao público. Muitos ainda acham que o acesso é restrito aos residentes no condomínio. Os que já sabem, preferem vir aqui a se deslocar até Belo Horizonte.

* Estagiário sob a supervisão da subeditora Elizabeth Colares
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