Custos de implantação

Adaptação do edifício deve ser feita por empresa especializada, mas cabe ao condomínio fazer suas contas e avaliar se vale o investimento

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postado em 31/08/2008 06:00
Fernando Souza Ribeiro explica que a cobrança pelas obras de adaptação é feita diretamente aos proprietários - Gladyston Rodrigues/AOCUBO FILMES Fernando Souza Ribeiro explica que a cobrança pelas obras de adaptação é feita diretamente aos proprietários
O condomínio que optar pela implantação do sistema individualizado de medição do consumo de água deve realizar uma ampla pesquisa de mercado antes de contratar a empresa que ficará responsável por executar as obras de adaptação. Beatriz Borges Botelho, analista da Divisão de Ações Mercadológicas da Copasa, recomenda aos administradores de condomínios que visitem edifícios onde o sistema já esteja implantado, para a obtenção de informações importantes sobre o seu funcionamento, como o tipo de tecnologia aplicada e a contratação de empresa e mão-de-obra especializadas para o desenvolvimento do projeto e execução do serviço.

“Um projeto bem desenvolvido, por profissional capacitado, e uma obra executada por empresa especializada, com registro no Crea, são garantias de que o serviço será feito com critério e que a medição individualizada trará, de fato, benefícios para os moradores”, afirma. Segundo a analista da Copasa, estudos realizados pela empresa indicam que os custos de adaptação dos edifícios para a implantação do sistema são variáveis, de acordo com o tipo de edificação, e viáveis em função dos benefícios que o serviço proporciona. “Mas cabe a cada condomínio fazer suas contas e avaliar se o investimento vai trazer um retorno satisfatório.”

Beatriz alerta ainda sobre a natureza das obras de adaptação. “É possível adaptar o sistema em qualquer tipo de edificação e a complexidade da obra também varia em função das características do prédio, mas em todos, infelizmente, é preciso promover a famosa quebradeira”, adverte.

Empresas que oferecem o serviço em Belo Horizonte confirmam que a complexidade da obra e os custos da reforma de adaptação são variáveis. Na Souza Administradora e Individualizadora de Água em Condomínios, empresa de origem paulista com escritório na capital, os preços, em média, variam de R$ 450 a R$ 750 por apartamento, em edifícios de padrão médio, e podem chegar a R$ 1,5 mil por unidade, nos condomínios de alto padrão, informa o gerente comercial, Fernando Souza Ribeiro.

Ele explica que a metodologia de trabalho da empresa prevê uma visita ao edifício para o levantamento de informações necessárias ao desenvolvimento do projeto e à realização do orçamento, documentos que são apresentados aos condôminos em uma reunião. Já para a execução do serviço, a Souza exige a aprovação de, no mínimo, dois terços dos condôminos, e a cobrança pelas obras de adaptação é feita diretamente aos proprietários dos apartamentos.

Na Aguiar Construções, o custo da obra é calculado de acordo com o número de prumadas – colunas executadas para a passagem da tubulação – necessárias para a adaptação do sistema. “Cada prumada custa em média R$ 1,5 mil por apartamento e não são raros os casos em que é necessário fazer mais de uma prumada”, admite o engenheiro Vitor Prates Aguiar, diretor da empresa.

Segundo ele, em edifícios com no máximo 10 anos de construção, onde não é necessário substituir a tubulação hidráulica de ferro galvanizado por outra de PVC, o custo total de implantação do sistema, já com os equipamentos, pode chegar a R$ 4 mil por apartamento. “São números médios, porque o custo depende da complexidade da obra. Mas um preço entre R$ 200 e R$ 1 mil por unidade só é possível quando o prédio já foi preparado, durante as obras de construção, para receber o sistema. Nesse caso, basta colocar o hidrômetro”, justifica, ao lembrar que o condomínio pode implantar o sistema individualizado em etapas: primeiro faz as obras de adaptação, se capitaliza, compra e instala os equipamentos.

O engenheiro informa que a Aguiar solicita aos condomínios interessados em implantar o sistema todos os projetos do edifício – estrutural, arquitetônico e hidráulico, e complementa as informações com visitas técnicas. Caso o condomínio não tenha mais os projetos, os dados são coletados in loco, o que aumenta o tempo de execução do serviço, calculado pela empresa em cerca de 120 dias.
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